O tempo parecia ter encontrado um ritmo próprio naquele apartamento distante na Nova Zelândia. Cada dia que passava trazia consigo pequenas mudanças, e Helena sentia essas mudanças de maneira intensa, quase como se cada célula de seu corpo estivesse ligada à vida que crescia dentro dela. A barriga já não era mais discreta; era evidente, redonda, pulsando com a energia viva do bebê. E junto com o crescimento físico vinham as mudanças emocionais. Helena se tornava mais sensível, mais vulnerável, e a cada pequeno gesto de carinho de Gabriel sentia seu coração disparar de emoção e ternura. Gabriel, sempre atento, percebia cada nuance: os olhares longos que ela lançava quando algo a tocava profundamente, o sorriso suave que surgia quando ele a segurava pela mão, a maneira como ela se inclinava

