O sol daquela manhã invadia suavemente o apartamento, refletindo no piso de madeira e aquecendo a sala com tons dourados. Helena sentou-se à mesa, mexendo distraidamente o café recém-preparado, mas sua mente estava longe de qualquer rotina. Havia meses que acompanhavam a gestação, observando cada movimento, cada sintoma e cada mudança física. Agora, com a barriga já evidente, o desejo de descobrir mais sobre a vida que crescia dentro dela era insuportável. — Ele está quieto hoje — disse Helena, passando a mão sobre o ventre com delicadeza. O toque era quase ritual, um gesto que carregava ternura e admiração, como se cada movimento dentro dela fosse uma mensagem exclusiva, uma conexão íntima entre mãe e filho. Gabriel, já vestido para o trabalho no hospital, sentou-se ao lado dela, segura

