O ar da manhã era fresco na cidade costeira da Nova Zelândia. Helena acordou cedo como de costume, observando pela janela a luz suave tocando o mar. O silêncio agora era real, completo, não carregava a tensão de Noctávia, nem o peso de presenças invisíveis. Ela se levantou devagar, sentindo o corpo se adaptar à nova vida humana. O ventre já estava um pouco mais evidente, mas ainda delicado. Era estranho para ela — a sensação de carregar algo vivo sem que fosse necessariamente sobrenatural, mas tão essencial quanto qualquer parte de si mesma. Gabriel ainda dormia. O semblante relaxado, finalmente livre das preocupações de guerra e conspirações vampíricas. Ela observou-o por alguns instantes, sentindo uma onda de ternura e gratidão. Ele havia protegido tanto, e agora podia descansar, sem v

