CAPÍTULO 24

654 Words

Ana aprendeu rápido que, naquela casa, agir normalmente era uma forma de sobrevivência. Na manhã seguinte, acordou antes de Victor. O sol m*l tocava as cortinas de linho, e o silêncio da cobertura parecia pesado demais para ser natural. Ela ficou alguns minutos deitada, observando o perfil dele ao seu lado a respiração lenta, o rosto relaxado apenas quando dormia. Era o único momento em que Victor não parecia no controle absoluto de tudo. Ela levou a mão ao ventre, com cuidado, quase com culpa. Ainda é cedo, repetiu para si mesma. Ninguém precisa saber. Ainda não. Levantou-se sem fazer barulho e foi até o banheiro. O espelho devolveu-lhe um rosto pálido, olhos atentos demais, como se estivesse sempre esperando o pior. Enjoos leves vieram em ondas curtas, fáceis de disfarçar,

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