Dou mais uma mordida naquela massa deliciosa, é como morder uma núvem com sabor de felicidade, aquela se tornou um doce momento da minha vida, onde eu me permiti ser livre dentro da minha própria mente. Não existe mais nada, não existe Jung, muito menos Cairo. Apenas Baek Shik, seu aglomerado de glutem e carboidrato saborisado com caramelo e esse lindo sol que paira sob a minha cabeça e colori o dia, deixando tudo mais leve. Porém, minha calma é interrompida por choro que sai destrambelhado pela porta de vidro da doceria.
- Eu não quero o seu número!
Uma mulher de longos cabelos loiros e lisos deixa a cena jogando com raiva um pequeno papel branco sob o chão, eu eu tento ignora lo, não é comigo e eu não deveria nem mesmo prestar atenção, é sempre assim, o mundo externo sempre tenta competir com a nossa positividade, é como se o universo estivesse nos obrigando a desistir do sentimento de paz. Mas apesar do discurso moralista e que de certa forma possui sua razão, cedo a minha curiosidade e apanho a papel entre os meus dedos.
Para a minha surpresa ou não, afinal era impossível não gritar os gritos da oxigenada, era um número de telefone, não havia nome ou indicação, apenas XOXO, meigo.