capítulo 10

4020 Words
Bom Melissa foi sair com as amigas dela, e nós fomos para a praça que tem bastante pessoas, acho que por estar bem calor. Tem várias crianças brincado no parquinho. Sentamos em um banco de madeira, e fico olhando as crianças brincando. Sinto falta de ser criança, é tão bom quando sua única preocupação é não perder um desenho na TV. - Vittor: posso tirar uma foto sua? - Lily: foto? Eu estou horrível - falo rindo. - Vittor: isso é impossível, vem cá olha pra mim. Viro-me para ele e sorrio, ele tira algumas fotos. Depois um moço vendendo flores passa e ele compra um girassol que para minha surpresa ele sabia que era minha flor preferida. Ele tira mais algumas fotos e me entrega o celular. - Vittor: tá vendo só, você é linda. - Lily: essas fotos ficaram lindas, não sabia que você era fotógrafo - falo irônica. - Vittor: nas horas livres - ele sorri. - Lily: ah eu tinha me esquecido - pego um papel em minha bolsa - olha oque eu achei - entrego o papel para ele. - Vittor: mentira- diz sorrindo - você guardou isso? - Lily: claro esse foi um contrato muito importante, e a gente não fez muitas coisas que está escrita aí. - Vittor: mas nós podemos mudar isso. - Lily: como? - Vittor: vamos fazer tudo que a gente ainda não fez, olha - ele vira a folha pra mim - eu posso te ensinar a andar de skate, nós podemos assistir diário de uma paixão, clube da luta e... - ele para de falar e fica encarado a folha. - Lily: oque foi? - Vittor: o anel, você ainda tem? - Lily: eu tentei jogar fora, até mesmo jogar da janela mas eu não consegui, ele é bem importante para mim. Ele me encara sorrindo, e com os olhos brilhando. - Lily: se você continuar me olhando assim eu vou ser obrigada a te beijar. - Vittor: aé? Pois então eu vou continuar te olhando assim. Sorrio e apoio os braços em seus ombros, ele me puxa pela cintura acabando com o espaço entre nós e selo nossos lábios. No dia seguinte... Cá estou eu com uma roupa bem confortável esperando meu mais novo professor. Hoje Vittor vai me ensinar a andar de skate, confesso que estou um pouco nervosa mas bem anciosa. - Vittor: está pronta senhorita? - Lily: prontissima. Depois de algumas horas, algumas quedas que resultaram em alguns arranhões mas principalmente muita risada, conseguimos. - Lily: sabe oque cairia muito bem agora? - digo sento no chão, estou exausta. - Vittor: hum? - Lily: um bom mergulho, tomar um banho de sol. - Vittor: nossa seria maravilhoso. - Lily: vamos? - Vittor: vamos. Levantamos pego meu skate ( a partir de hoje ele é meu) passamos em casa para pegarmos algumas coisas e vamos para a praia. Morar perto da praia foi uma das melhores coisas que fiz em toda minha vida, mesmo que eu não tenha muito tempo de vir, só de olha-la já trás uma paz tão grande. Um tempo depois... - Vittor: a Melissa adora me pirraçar, não é possível - diz encarando a tela do celular. Sento ao seu lado na areia. - Lily: oque a coitada fez dessa vez? - Vittor: olha a foto que ela me mandou - ele vira o celular para mim. Na foto ela e Miguel estão abraçados. - Lily: relaxa, ela só gosta de te ver com ciúmes. - Vittor: é tão estranho pensar que ela já é adolescente, esses dias ela era uma criança. - Lily: pois é, nós estamos ficando velhos. - Vittor: as vezes eu sinto que passaram só alguns meses e não anos, sabe - Lily: estranho o quanto as coisas mudaram nesse tempo né? - Vittor: demais, tipo minha irmã vai casar com meu melhor amigo, parece que foi ontem que ele veio me falar que estava apaixonado por ela. - Lily: nossa sim, e a Ângela e o Luís então, parece que foi esses dias que eles fingiam que não tinham nada, agora já vão ter um filho. - Vittor: nem me fale, parece que a fixa ainda não caiu. É tão bom saber que mesmo se passando anos nós continuamos sendo os mesmos. - Lily: e continuamos todos juntos, isso é incrível. Deito a cabeça em suas pernas e ele fica mexendo em meu cabelo. - Vittor: como vai seu trabalho? - Lily: muito bem, estou bem feliz o lugar é incrível, me fez ter mais certeza de que escolhi a faculdade certa. - Vittor: deixa eu adivinhar- faz uma cara de "pensativo"- tem haver com livros? - Assinto - você continua querendo escrever um livro de romance? - Lily: sim, muito - digo rindo ao me lembrar de quando disse a ele que iria escrever um livro. Nós tínhamos uns dez anos, eu e Emma estávamos lendo um livro de romance não me lembro qual, e Vittor chegou dizendo que romance era uma perca de tempo, eu muito brava disse " você não sabe de nada, eu vou escrever um livro de muito sucesso e você vai ver se é mesmo uma perca de tempo, você vai ver só". - Vittor: posso te contar um segredo? - Assinto curiosa - eu falei aquilo só para te provocar porquê na verdade aquele era meu livro preferido. Levanto de seu colo me sentando ao seu lado. - Lily: bem a sua cara mesmo. - Vittor: que culpa eu tenho se você fica linda quando está brava? - Lily: engraçadinho. Ele deita a cabeça em meu colo. - Vittor: isso com certeza não está nos meus planos, mas se quando você for lançar seu livro nós não estivermos juntos por favor me avise, eu quero ser o primeiro a comprar. Mexo em seus cabelos que com a luz do sol fica ainda mais claro. E suas bochechas rosadas por causa do sol deixa ele ainda mais bonito, e seus olhos azuis brilhando me encantam. - Lily: claro, como o mocinho da minha história não vai estar no lançamento? Isso seria horrível - sorrio. Ele sorri de volta. Esse sorriso mexe tanto comigo. - Vittor: e onde é a livraria que você está trabalhando mesmo? - Lily: aquela bem grande que fica no centro. - Vittor: peraí então era você mesmo? - Lily: oque? Você já me viu lá? - Vittor: sim teve um dia que eu fui comprar alguns livros para levar ao orfanato, eu jurava ter visto um mulher igual a você mas achei que era loucura da minha cabeça porque minutos depois ela sumiu. Coço a nuca. - Lily: era eu mesma. Eu te vi e arrumei um jeito de me esconder. - Vittor: porque? - Lily: porque eu não queria te ver, falar com você enfim estava meio que fugindo de você então eu fiquei abaixada atrás do balcão. - Vittor: ah você não é a única que conhece uma mulher igual a vó da moana. - Lily: é a dona Maria, não é? - Vittor: sim, mas como... O interrompo. - Lily: e se eu te disser que ela é a mesma mulher que eu conheci naquele dia. - Vittor: é sério? - Assinto. Ele me olha surpreso - isso é muita coincidência. - Lily: nem me fale, eu passei até mal no dia em que fui fazer a entrevista. - Vittor: então a mesma senhora que conversou contigo e te ajudou a me achar, também é a dona do lugar onde você trabalha, desculpa eu ainda não estou acreditando. - Lily: é bem doido né, eu achei que ela tinha sido um anjo que me ajudou e que eu nunca mais a veria e depois de cinco anos eu começo a trabalhar com ela. - Vittor: doido demais. - Lily: bom e seu trabalho, como vai? - Vittor: bom eu tirei alguns dias de férias antes de começar a trabalhar em um hospital, e enquanto isso estou sendo médico fixo em um orfanato mas depois do casamento da minha irmã eu já começo a trabalhar em um hospital. - Lily: que legal, e você está gostando? - Vittor: demais, assim como você eu também tenho certeza de que me formei na área certa, criança e medicina é a minha paixão. - Lily: isso é incrível, como são as crianças de lá? - pergunto curiosa. - Vittor: elas são super educadas, algumas mais sapecas, eu me divirto demais com eles. Você deveria ir lá um dia, eles irão adorar te conhecer. - Lily: eu adoraria, fiquei doida para conhecer esses piticos. Depois de algumas horas já estava anoitecendo nós voltamos para casa. Às meninas iriam sair hoje então eu ficaria sozinha e como eu morro de medo de dormir sozinha pedi para Vittor dormir aqui comigo. E aproveitamos para continuar fazendo as coisas do nosso contrato. ° Aprender a andar de skate ✔ ° Assistir diário de uma paixão. ° Assistir O clube da luta. Vou fazer brigadeiro enquanto ele coloca o filme. - Vittor: eu lembrei de mais uma coisa do contrato - diz entrando na cozinha. Ele passa a mão na beirada da panela roubando o doce. - Lily: oque? - Vittor: o anel, você ainda tem? Pego sua mão e o levo até meu quarto, durante o caminho ele faz várias perguntas. Chegando no meu quarto, abro a porta do guarda roupa e pego uma caixinha vinho de veludo e sento na cama junto á ele. - Lily: eu tentei jogar da janela mas não consegui, eu estava com raiva, mas que bom que não consegui, seria um desperdício ele é tão lindo. - Vittor: não te julgo eu faria o mesmo - ele ri. - Lily: mas oque a gente faz agora, você quer ele de volta? - Vittor: não, claro que não ele continua sendo seu, você pode fazer oque quiser com ele. Encaro o anel por alguns minutos. Pego ele e coloco em meu dedo e guardo a caixinha. - Vittor: eu vou descer pra ir arrumando as coisas. - Lily: tá eu vou trocar de roupa e já desço. Ele assente e sai. Pego a camiseta dele que estava no fundo da minha gaveta e visto, pego um short de pijama também. Algumas semanas depois... Resumindo essas semanas, eu fui com Emma conhecer o local da festa, e a decoradora explicou onde vai ficar cada coisa, e a Emma gostou. Experimentamos alguns doces também (minha parte favorita), Emma e Lucas estão bem nervosos, pois falta duas semanas para o casamento. E o trabalho está indo muito bem, Luan já pegou o jeito e digamos que ele não seja tão chato quanto eu achei, ele gosta de estudar e diz que não leva muito jeito para relacionamento, oque é verdade já que ele me assustou no primeiro encontro, enfim as coisas estão indo muito bem. Estou tomando café da manhã quando alguém bate na porta. - Lily: PODE ENTRAR - digo gritando. Escuto a porta sendo aberta e logo Bryan aparece na cozinha com uma cara estranha. - Bryan: eu preciso da sua ajuda - diz sentando na cadeira da frente. - Lily: oque foi? Você matou alguém? - Bryan: que? credo Lily. - Lily: desculpa é que você está tão estranho, oque foi então? - Bryan: eu acho que estou apaixonado. Engasgo com a torrada que estava comendo, ele me olha assustado e corre até mim batendo de leve nas minhas costas e me dá um copo de água. Viro o copo de vez e aos poucos volto ao normal. - Bryan: você está bem? - Lily: tô sim, obrigado. - Bryan: que nada, eu falo que estou apaixonado e você que se morre meu Deus- ele ri. Jogo o pano de prato no rosto dele. - Lily: isso é um evento, nunca acontece. - Bryan: que mentira - fingi está ofendido. - Lily: mentira? Desde que eu te conheço oque faz bastante tempo, eu nunca ouvi você falando isso. - Bryan: eu já me apaixonei uma vez. - Lily: e posso saber porque você não me contou mocinho? - Bryan: porque foi por você, não tinha como eu falar - Ele diz rindo. - Lily: que? Isso é mentira né? - Bryan: não, você foi minha crush da infância, a gente tinha uns nove ou dez anos, por aí. - Lily: meu Deus, que fofo. - Bryan: eu era todo caidinho por você e olha só hoje você é minha melhor amiga. - Lily: iti - sorrio - Bom como sua primeira apixonite eu posso opinar nessa segunda, então quem é? - Bryan: bom eu fui visitar meus pais semana passada, daí eu reencontrei uma filha de alguns amigos deles, e a gente ficou e eu não paro de pensar nela, e como a senhorita é a especialista em amor eu quero sua ajuda. - Lily: ui gostei dessa coisa de especialista em amor- sorrio - mas olha no seu caso, pode ser que você só tenha gostado dessa "ficada" de vocês, por isso não para de pensar nisso sabe, mas se esses pensamentos virar sentimentos aí sim pode ser que você realmente esteja apaixonado sabe, isso você vai sentindo com o tempo - Bryan: Óia falou bonito em Lilyzinha. - Lily: eu sempre falo - digo me gabando - brincadeiras a parte, porque raios vocês têm essa mania de me chamar assim em? - Bryan: sei lá, é bonitinho - ele ri. - Lily: ta né, bom agora vamos tomar café que saco vazio não para em pé como diz meus pais. Ele ri e concorda. Depois do café Bryan me dá uma carona até o trabalho, ele trabalha ali perto. - Lily: Bom dia lindezas - digo entrando na livraria. - Maria: bom dia querida - diz sorrindo. - Luan: você e bom humor em plena as oito da manhã - diz revirando os olhos. - Lily: você e essa chatice em plena as oito da manhã - digo no mesmo tom que ele. - Maria: aí aí vocês dois viu, e eu achando que poderia juntar vocês. - Lily: vixi não daria certo - falo rindo - ainda mais agora que eu já estou com alguém. - Luan: você? Sério? - Lily: aham. - Maria: tá vendo só, você perdeu uma mulher incrível- ela da um tapa leve no ombro dele, eu sorrio esses dois são uma figura - mas então querida quem é o sortudo? - Lily: lembra do garoto que eu estava procurando no dia em que te conheci? - Maria: claro que lembro, é ele? - Lily: é sim, depois de cinco anos nós finalmente nos resolvemos. - Luan: cinco anos? Meu pai amado. - Lily: pois é, bom vamos trabalhar que já tem cliente chegando. Dona Maria sobe para o escritório dela, Luan vai arrumar as mesas, e eu vou para trás do balcão. Mais tarde... Hoje está bem corrido, chegaram livros novos e está bem movimentado, oque é muito bom mas está me deixando maluquinha. Tão maluca que nem vejo a hora que Eduarda aparece na minha frente. - Eduarda: amiga, ei - diz passando a mão em frente ao meu rosto - está tudo bem? - Lily: tá sim, eu só tô ficando doida mesmo. - Eduarda: isso você já é - ela ri. - Lily: tô ficando mais ainda - sorrio - mas então moça posso saber porque você sumiu? - Eduarda: faculdade, esse é o motivo, eu estou ficando maluca. - Lily: te entendo completamente, é puxado mesmo. - Eduarda: nem me fale, e para piorar eu estou com dificuldade em uma parte específica, sabia que pedagogia era difícil mas não tanto. - Lily: você é bem corajosa viu, sabe que eu conheço alguém que pode te ajudar. - Eduarda: sério? A pessoa teria que ser um verdadeiro nerd para isso. - Lily: então ele é a pessoa certa. Chamo Luan, e logo ele vem. - Luan: sim? - Lily: Luan essa é a Eduarda. Eduarda esse é o Luan. - Luan: é um prazer conhecê -la - ele pega a mão dela é da um beijo. Ela me olha e cochicha. - Eduarda: que fofo, e bem gatinho - Eu só consigo rir de sua cara boquiaberta - é um prazer conhecê-lo - ela diz em voz alta. - Lily: bom ela é uma das minhas melhores amigas, e está precisando de ajuda com uma coisa da faculdade de pedagogia, e como você ama estudar e sabe bastante sobre achei que você poderia ajudá-la. - Luan: mas é claro, farei oque estiver ao meu alcance - ele sorri. - Eduarda: muito obrigada - diz toda sorridente. Eles ficam se olhando por alguns minutos, pelo visto até esqueceram que eu estou aqui, então resolvo sair de fininho. O restante do dia foi bem movimentado. Assim que cheguei em casa tomei um bom banho quente, lavei meu cabelo e coloquei meu amado pijama, depois eu e as meninas pedimos comida em um aplicativo e começamos a ver uma série. Vittor Nessas semanas que se passaram eu decidi que vou começar a trabalhar em um hospital agora mesmo, já estou preparado o suficiente. Foi bem difícil me despedir das crianças, mas prometi que sempre que pudesse iria lá visita-los. Enfim agora cá estou eu preparando um chá para ver se acalma o Lucas, o coitado está tão ancioso para o casamento que não está conseguindo nem dormir direito, minha irmã então nem se fala, essas semanas estão sendo bem puxadas para eles pois além dos preparativos também tem o trabalho, enfim eles estão malucos. - Vittor: toma - entrego a xícara para ele. - Lucas: valeu - ele toma um pouco - é tão bom ter um cozinheiro em casa, vou carregar você quando for me mudar. - Vittor: nem me fale nisso, vai ser tão estranho sem você aqui. - Lucas: oown, você vai sentir minha falta? - Vittor: óbvio, quem é que vai brigar comigo por não arrumar a cama agora? Ele ri. - Lucas: é realmente o Bryan consegue ser mais desorganizado que você. A campainha toca. E antes que eu fale alguma coisa ele dispara. - Lucas: você vai. Reviro os olhos, e mesmo sem querer vou atender. Eu nem teria me dado o trabalho de atender se soubesse que é esse garoto. - Vittor: diz logo oque você quer Miguel. - Miguel: boa noite para você também querido cunhado - diz irônico. Eu tô dizendo esse garoto não presta. - Vittor: desde quando eu sou seu cunhado garoto? Endoidou foi? - Miguel: me desculpe, eu quis dizer futuro cunhado. - Vittor: dá para você parar de me encher e falar oque quer logo? - Miguel: bom eu vim buscar a Mel, nós vamos no cinema. - Vittor: garoto, eu sinceramente espero que você não faça nada com a minha irmã se não você vai se arrepender amargamente, você não sabe oque eu sou capaz de fazer por ela. A porta do apartamento das meninas se abre e Melissa e Lily aparecem. Elas nos encara como se estivessem confusa. - Miguel: Mel, acho que confundi o apartamento. - Melissa: sem problemas, espero que meu querido irmão não tenha te assustado. - Vittor: eu só disse a verdade - dou de ombros. - Miguel: pode ficar tranquilo cara, eu sou incapaz de fazer mal algum a ela. - Vittor: acho bom mesmo. - Melissa: bom acho melhor a gente ir né? Se não vamos perder o filme. Ela abraça Lily, logo Miguel faz o mesmo. - Melissa: tchau maninho, e relaxa - diz me abraçando. Assinto. - Miguel: tchau Lily, pelo a menos um adulto aqui é legal porque se depender desse cara aí eu tô ferrado. - Vittor: eu não sei se você notou mais eu ainda estou aqui. Melissa sai puxando o garoto pela mão. Quando eles somem Lily começa a rir. - Vittor: você ouviu isso? - Lily: aham - diz ainda rindo. - Vittor: depois eu que sou o chato, o ruim, esse garoto testa minha paciência. - Lily: esquece isso amor, eu tenho um convite para te fazer - ela vem até mim. - Vittor: convite é? E qual seria? - a puxo pela cintura acabando com a distância entre nós. Ela apoia seus braços em meus ombros. - Lily: meus pais convidaram a gente para jantar na casa deles amanhã a noite. - Vittor: claro, estou morrendo de saudade da comida deles. - Lily: eu também - ela sorri. Lily Na noite seguinte... Termino de me arrumar e desço com Vittor. Minha mãe disse que convidou um casal de amigos dela e o filho dele também. Em poucos minutos nós chegamos na casa de meus pais. Ainda é um pouco estranho para mim, pois por muito tempo essa também foi a minha casa, eu amo meu apartamento mas sinto muita falta daqui, são tantas lembranças. Meu pai abriu a porta, era notável que Vittor estava nervoso, não entendo o porquê ele conhece meus pais a tanto tempo. - Lily: amor, porque você tá assim? - pergunto aproveitando que meu pai foi ajudar minha mãe na cozinha. - Vittor: assim como? Eu tô normal. - Lily: você está nervoso, eu te conheço. - Vittor: tá confesso eu estou, é a primeira vez que eu venho aqui com a gente juntos, então parece que é a primeira vez que eu estou vendo eles. - Lily: relaxa, eles te adoram você sabe. - Vittor: como genro? - Lily: amor relaxa - não consigo evitar de sorrir. Depois de um tempo conversando com meus pais Vittor fica mais tranquilo, e logo os amigos de meus pais chegam. Minha mãe não especificou qual seria então tenho um surpresa quando vejo o filho deles entrando. - Lily, que saudade. Levanto do sofá e corro para abraça-lo. - Lily: Daniel você sumiu, oque aconteceu? - Daniel: sabe como meus pais são, cada mês estão em um país diferente - ele sorri - agora falando de você, oque faz para estar cada vez mais bonita em? - Lily: seu bobo - sorrio - mas você vai passar um tempo aqui? - Daniel: sim, meus pais estão querendo investir em alguns imóveis por aqui, e eu vou ajudá-los. - Lily: ah sim, vem cá quero te apresentar uma pessoa. Ele me segue e nós voltamos para o sofá onde Vittor está sentado. - Lily: Dani esse é o Vittor, Vittor esse é o Daniel um velho amigo. Deixa eu explicar melhor para vocês quem é o Daniel. Lembram que eu tive que mudar de casa e escola? Pois bem, antes disso eu morava em um bairro onde Daniel era meu vizinho, nós éramos um grude só, e depois que eu me mudei nós nos vimos mais algumas vezes, mas um pouco antes de Vittor voltar do intercâmbio ele teve que se mudar com os pais. - Daniel: é um prazer conhecê-lo - ele estende a mão. Vittor estende a mão o cumprimentando também. - Vittor: digo o mesmo. Não sei porque mas sinto que o clima fica meio estranho, então tento puxar assunto para acabar com ele. Logo depois meu pai nos chama para jantar. - querida você está linda - diz a mãe de Daniel. - Lily: muito obrigada, a senhora também está linda. - você cresceu tanto, lembro me como se fosse ontem, quando você e Daniel brincavam que estavam casando lá no quintal de casa, vocês eram tão fofos, bom quem sabe isso não aconteça de verdade. No mesmo momento eu engasgo. - Daniel: mãe, isso é coisa que se fale. - oque meu filho? Eu só disse a verdade. Vittor me dá um copo da água e aos poucos eu volto ao normal. Meus pais não sabem oque fazer. - me desculpe a pergunta mas quem é você, um amigo da Lily? - o pai de Daniel pergunta para Vittor. - Vittor: eu sou o namorado dela - diz com um sorriso forçado. Ele claramente está desconfortável, assim como eu estou. Esse jantar está sendo um desastre. - Daniel: namorado? - Assinto - uau.
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