capítulo 09

3796 Words
Se passaram vinte minutos e nada. 30..35..40... Não pode ser, será que ela desistiu? Mas ela não mandou nenhuma mensagem. Deve ter tido algum imprevisto, mas ela teria avisado. Ou o destino realmente não está colaborando. Merda, agora estou mais nervoso ainda. Peço uma taça de vinho para o garçom. Olho em volta procurando- a. Nós conversamos poucas horas atrás e ela disse que usaria um vestindo vinho, não é tão difícil de achar, a maioria das mulheres aqui estão usando roupas pretas, brancas ou vermelhas. Meu olhar vai em direção a uma mulher com vestido vinho, ela é loira e tem um rosto bem familiar, mas por estar de longe não consigo reconhecer. O garçom trás meu pedido e quando vou olha-la novamente ela não está mais lá. Bom não devia ser ela mesmo. Lily Tudo bem que eu sou atrasada mas quarenta minutos? Já se passou várias coisas na minha cabeça, talvez tenha acontecido alguma coisa, mas ele me avisaria, ou ele teve outro compromisso de última hora, mas ele também me avisaria, ou talvez ele tenha me dado um bolo mesmo, oque é difícil de acreditar já que ele parecia ser alguém tão gentil, educado. Mas que azar eu tenho viu. Vou ao banheiro retocar meu batom. No caminho de volta passo por uma mesa onde está um homem sozinho, ele esta com um terno preto, assim como o Smith falou que estaria, será que é ele? Mas e se não for? Eu vou passar a maior vergonha da minha vida, mas e se for ele mesmo? Se for, minhas amigas eu estou com a sorte ao meu lado, mesmo de cabeça baixa da para ver o quão bonito ele é. Depois de uns cinco minutos pensando decido ir até lá, claro não dando muito na cara. Passo pela mesa e disfarçadamente deixo meu batom cair ao lado do homem, o barulho faz com que ele desvie o olhar do celular para o chão. - Lily: aí meu Deus que cabeça a minha, me desculpe... - paro de falar assim que o homem levanta o rosto. - Lily? Engulo seco. - Lily: Vittor, oque você está fazendo aqui? - Vittor: eu ia te perguntar a mesma coisa. Ficamos nos encarando em silêncio por um tempo, até que ele desvia o rosto. - Vittor: bom eu estou esperando uma pessoa. - Lily: ah.. Eu também. - Vittor: que coincidência. - Lily: muita. - Vittor: seu batom - ele estende a mão, pego e guardo em minha bolsa. - Lily: bom eu vou voltar para minha mesa, licença. Volto a minha mesa sem olhar para trás. Meu pai amado, oque tá acontecendo? Será que Angel está certa? Ah claro que não. Não é porque nós marcamos um encontro no mesmo local, e eu achei que ele seria o Smith que... aí merda. Ele está vestido do jeito que o Smith falou que estaria. Mas pode ser outra coincidência, porque eu não sei nada sobre sua aparência. Peraí, como é o sobrenome do Vittor mesmo? Dá um branco em minha mente, continuo o encarando da minha mesa. Aí que cabeça ele é irmão da Emma então eles têm o mesmo sobrenom... Smith, esse é o sobrenome dele, isso já é demais, não tem como ser outra coincidência. Pelo jeito Vittor tem o mesmo raciocínio que eu pois em segundos aparece na minha frente e senta na cadeira a minha frente. - Lily: é.. você? - isso é tudo que consigo dizer. - Vittor: meu Deus Lily era você esse tempo inteiro? - pergunta chocado tanto quanto eu. - Lily: como eu não pensei nisso. - Vittor: como eu não percebi isso. - Lily: é tô começando a achar que as meninas tem razão. - Vittor: falando nelas ontem elas apareceram lá em casa puxaram os meninos e eles ficaram uns quarenta minutos trancados, eu não entendi nada. - Lily: é elas ficaram bem estranhas depois que eu - paro de falar assim que me lembro, elas ficaram estranhas depois que eu falei do cara do aplicativo, que no caso é o Vittor. - Vittor: que você.. - Lily: elas sabiam que era você, só pode ser isso. - Vittor: não tem como, só os meninos sabiam que eu estava usando o aplicativo. - Lily: pensa bem, elas ficaram estranhas e correram para sua casa, elas suspeitavam e foram falar com o Lucas e o Bryan para ter certeza. Ele me olha boquiaberto, como se estivesse assimilando tudo que eu disse. - Vittor: por isso eles não me deixaram desistir do encontro, por isso o Bryan estava tão estranho. - Lily: agora tudo faz sentido, não é possível que fosse tanta coincidência assim. - Vittor: não era coisa da minha cabeça, vocês realmente se pareciam porque eram a mesma pessoa - continuo o olhando, a cara dele ligando os pontos está o máximo - desculpa, minha fixa ainda não caiu - ele sorri. Aquele sorriso, que mexe tanto comigo. Sorrio sem nem ao menos perceber. - Lily: droga, voltei a estaca zero - digo baixo, bom é oque eu achava pois seu olhar muda para confuso. - Vittor: porque? - Lily: eu tinha certeza que o "Smith" - faço aspas com as mãos - me ajudaria a te esquecer. - Vittor: eu queria desistir do encontro porque - respira fundo- bom eu não consegui te esquecer, e eu continuo apaixonado por você. No fundo isso era tudo que eu queria ouvir, e queria gritar pro mundo inteiro que eu continuo completamente apaixonada por ele, até mais se é que é possível. - Lily: eu... Bom isso não é tão fácil quanto parece. - Vittor: porque? Porque você faz parecer que é tão difícil? - Lily: porque... Eu não sei. - Vittor: tá vendo, não é difícil. Se você sente alguma por favor me fala, se você não sentir mais nada tudo bem mas só não foge de novo, eu só preciso saber. Fico um tempo encarando o chão, coloco meus cabelos para trás respiro fundo e levanto o rosto o olhando. - Lily: quer saber eu cansei de fingir pra mim mesma. Eu tentei te esquecer mas eu não consigo, tudo me lembra você, tudo me lembra nós dois. Eu tentei fazer com que esse sentimento acabasse mas pense em um coração teimoso - sorrio - e você também não me ajuda, olha esse sorriso meu pai amado, ele acaba comigo - e pela primeira vez vejo ele corar, ele fica extremamente fofo com as bochechas vermelhas - eu percebi que não importa onde esteja, ou oque eu esteja fazendo, ou com quem esteja, eu vou sempre, com toda força verdadeiramente, completamente, amar você. Ele levanta, e vem até mim, levanto no mesmo instante e ele me envolve em um abraço. O abraço que eu senti tanta falta. - Vittor: eu te amo - diz sussurrando em meu ouvido. É como se minha barriga estivesse cheia de borboletas, me sinto como uma adolescente, tendo sua primeira paixão. Sinto como se tivesse tirando um peso de minhas costas, por tanto tempo eu tentei negar, e arrancar a força esse sentimento, oque foi em vão, e eu agradeço demais a esse meu coração teimoso. Ele se afasta um pouco e olha para mim. - Vittor: então a... - Lily: shh- o interrompo e selo nossos lábios em um beijo calmo e cheio de sentimentos. Ponho meus braços em volta de seu pescoço e sinto suas mãos em minha cintura. Graças a Deus estou de salto, se não teria que ficar na ponta dos pés, e isso não seria tão romântico não é mesmo? Uma luz bate em meu rosto e me faz abrir os olhos. Estranho o lugar, eu nunca estive aqui, que estranho. Sinto uma respiração em meu pescoço e só agora percebo que um braço está em volta de minha cintura. Imediatamente me lembro de ontem, foi incrível. A sensação de tê-lo tão perto e saber que estamos juntos é tão boa. Me sinto até mais leve em não ter me mentir para mim mesma, ou tentar esquecer algo que no fundo eu não queria. Viro-me com cuidado para não acorda-lo e fico admirando sua beleza. Ele parece tão calmo, tão tranquilo. Ele parece uma obra de arte, eu poderia olha-lo o dia inteiro. - bom dia linda- diz com a voz rouca por ter recém acordado. - bom dia - digo com um sorriso tímido. - a quanto tempo você está me olhando? - faz um tempinho já. - meu pai, você é uma psicopata? - pergunta rindo. - relaxa, só você que é lindo mesmo - sorrio. - olha só, quem diria Lily Clark me elogiando. - aproveite acontece poucas vezes. Ele aperta seu braço em minha cintura e deita o rosto em meu pescoço, aproveito para mexer em seu cabelo, tão cheiroso, tão macio. Até o cabelo desse homem é perfeito. - eu poderia ficar o dia inteiro assim. - eu também - dou um beijo em sua cabeça. Peraí hoje é quarta? Merda. - ai meu Deus - dou um pulo da cama e começo a procurar meu celular, minhas coisas estão espalhadas pelo quarto todo, vai ser impossível. - ei oque foi? - pergunta confuso. - que horas são? Ele pega seu celular em cima da mesa ao lado da cama. - nove horas, porquê? - merda, eu tinha que estar no trabalho às oito. Começo a recolher minhas coisas o mais rápido possível, não me perguntem como meu vestido foi parar no chão e uma camiseta dele no meu corpo, eu não faço idéia. Vittor me impede de continuar. Ele segura meus braços me fazendo parar de andar. - ei repira, escova seus dentes e vai se arrumando que eu vou fazer alguma coisa pra você comer, e vou te levar. - muito obrigada, eu te amo - dou um beijo rápido nele e corro pro banheiro. Depois de uns cinco minutos finalmente acho uma escova ainda na embalagem, estou toda atrapalhada. Queria poder ficar mais tempo ali na cama com ele, só isso, mas como uma adulta responsável que sou não posso faltar no trabalho. Escovo meus dentes, e tiro oque restou da maquiagem da noite anterior. Pego um sabonete no armário e tomo um banho bem rápido. Assim que pego meu vestido vejo que estou ferrada, como eu vou trabalhar com essa roupa? Para mim é um pouco impossível, gosto de usar roupas confortáveis para trabalhar. Tomo a liberdade de pegar uma camisa de Vittor e torço para ter alguma roupa de Melissa aqui, nós temos a mesma altura então serve. Vou até o quarto de hóspedes e por sorte acho uma saia jeans. Dou um nó na parte de baixo da blusa, a saia ficou perfeita no meu corpo. Faço uma trança, pego minha bolsa e corro para a cozinha, acho que nunca me arrumei tão rápido. Sento na cadeira e fico admirando o homem que finalmente posso chamar de meu. Sei que parece uma boba apaixonada em citar toda sua beleza tanto por dentro quanto por fora, mas que saber eu não ligo para oque pensam, é isso mesmo que eu sou, e se me acharem brega pois bem é isso que eu sou. Ele vira para mim com um sorriso, ai esse sorriso. - Está com fome? - faminta. - fiz panquecas, sua preferida. Não consigo evitar de sorrir ao ver o prato que ele está trazendo, sim é a minha preferida, nem preciso citar como é né? - eu já disse que te amo? - digo com um sorriso enorme. - é tão bom escutar isso, ainda mais vindo de você - ele senta ao meu lado. - a é? - ele assente - e porque ainda mais vindo de mim? - Porque eu te amo tanto que nem consigo explicar, e saber que você sente o mesmo é inexplicável. Ele põe uma mecha do meu cabelo para trás e sela nossos lábios, por uns minutos eu até esqueço que estou atrasada. - você me faz sentir em um filme de romance, isso é tão bom - sorrio. - esse é o nosso clichê romântico. - tá vendo eu sempre te disse que essas coisas existem, eu sempre tenho razão - digo convencida. - é tenho que confessar nisso você está certa - ele sorri - você me faz acreditar em coisas que eu achava uma bobeira e pra falar a verdade eu estava bem errado. - nossa relação é assim eu sou a certa e você o errado. - tão convencida - ele faz uma careta. Começo a rir muito. Eu não consigo me levar a sério. Mais tarde... Estou no caminho de casa. Depois do café da manhã fui trabalhar, dona Maria não estava lá hoje mas deixou um bilhetinho para mim dizendo que tinha ido resolver algumas coisas, como dia ela "coisas chatas", ou seja documentos, papeladas e etc. Ela se tornou uma super amiga temos uma relação muito boa. E hoje descobri que Luan vai começar a trabalhar na livraria. Eu e Vittor trocamos mensagens sempre que conseguíamos por conta do meu trabalho e do dele, pelo oque eu entendi ele está trabalhando como médico em um orfanato enquanto não começa a trabalhar no hospital. Criança e medicina sempre foram as paixões dele, o jeito que os olhos dele brilham quanto fala disso é tão lindo, é muito bom trabalharmos em algo que amamos, digo isso por experiência própria. Comecei a trabalhar aqui para ter mais contato com os livros, não só ler livros sabe, trabalhar com eles. E foi uma ótima escolha pois agora eu tenho certeza de que fiz a faculdade certa. No caminho compro um café no starbucks. Assim que chego em casa que está tudo escuro, deixo minha bolsa no balcão e vou para a sala. Emma e Lucas estão abraçados em um sofá e no outro Angel e Alex estão deitados assistindo algum filme. - Lily: olá pombinhos. - Emma: oi meu amor - diz vindo até mim - tava com saudade, não te vi o dia inteiro. - Angel: posso saber por onde a senhorita passou a noite? - Lily: vocês três sabem bem, eu descobri oque vocês estavam aprontando viu, o único que se salva aqui é o Alex. - Lucas: oque Lilyzinha? Eu não estou sabendo de nada. - Emma: sabe que eu também não. - Angel: eu também não. - Lily: não se façam de desentendidos, vocês e o Bryan sabiam que o "Smith" do aplicativo era o Vittor, e não me falaram nada. - Angel: nós descobrimos ontem a noite pois assim que você falou o nome eu lembrei do Vittor comentando que também tinha um encontro, eu achei muita coincidência por isso sai correndo. - Emma: isso, mas amiga tem certeza que em nenhum momento você suspeitou de que fosse ele? - Lily: juro que não, eu estava tão focada em esquecer ele que nem desconfiei. - Lucas: peraí então se a gente sabe bem onde você passou a noite quer dizer que... - Emma: vocês passaram a noite juntos? - diz quase gritando. - Angel: aí meu Deus amor me segura - põe a mão na testa. Alex a segura rindo. - Alex: é meus amigos finalmente esse casal se formou. - Lucas: meu amigo você não sabe a quanto tempo a gente esperou por isso. Continuo calada e imóvel, os quatro me olham esperando uma resposta. Sorrio e subo as escadas indo para meu quarto, lá de cima consigo ouvir os gritos, é acho que meu silêncio respondeu por si só. Ligo uma minha playlist de músicas e vou para o banho. Coloco uma calça moletom e um crooped e desço para a sala. Agora eles estão mais calmos, já voltaram a assistir o filme. Sento no tapete, que foi uma das melhores coisas que a gente já comprou sério, é aquele de pelinhos bem macio, uma maravilha. É meus amigos, a gente percebe que está velha quando fica feliz em comprar um tapete. - Angel: amiga senta aqui- bate no sofá. - Lily:muito obrigada mas eu não quero segurar vela. - Emma: chama meu irmão boba. - Lucas: verdade essa hora ele já chegou do trabalho. Assinto e vou chama-lo. Esse é o bom de morar perto. Depois de uns dez minutos nós voltamos para minha casa e continuamos assistindo filme. Agora eu não sou mais a vela do grupo, o coisa boa. No dia seguinte... Ficamos assistindo filme até tarde então os meninos acabaram dormindo aqui mesmo. Levantei da cama contragosto, estava tão quentinha, e dormir sendo abraçada por ele só tornava aquilo melhor, mas não posso chegar atrasada mais um dia, então levanto faço minhas higienes, tomo um banho me arrumo, e escrevo um bilhete para Vittor e deixo em cima do meu travesseiro. Chegando no trabalho encontro dona Maria e Luan. - Lily: bom dia. - Maria: bom dia querida. - Luan: olha só hoje a bonita chegou no horário - diz irônico. Reviro os olhos para ele e me viro para dona Maria. - Lily: mil desculpas dona Maria é que eu tive um imprevisto. - Maria: tudo bem querida, ontem você trabalhou até mais tarde, oque nem precisava mas isso mostra o quão responsável você é. - Lily: muito obrigada - sorrio. - Maria: e você Luan nem comece a pegar no pé dela, inclusive tem que ser o contrário. - Luan: ah não vó, eu sou da família dá um desconto. - Maria: não mesmo, você sendo da família não muda nada, vai trabalhar como qualquer um aqui - Ele revira os olhos - e pode parar de fazer isso com o olho. - Luan: ela acabou de fazer isso pra mim - aponta para mim. - Maria: não importa. Bom querida eu quero que você mostre tudo que tem de ser feito aqui para ele por favor, qualquer coisa estarei na minha sala - assinto e ela sai. - Lily: está pronto? - Luan: prontissimo chefe. Dou um tapa de leve em seu ombro e o guio até a primeira fileira. - Lily: bom as fileiras ficam organizadas por gêneros, está por exemplo é de romance de época. - Luan: ou seja baboseira - diz cochichando. - Lily: vou fingir que não ouvi isso para o seu próprio bem - digo indignada. - Luan: desculpa aí defensora de romance. - Lily: sou mesmo com muito orgulho, bom vamos continuar antes que eu mês estresse com você. Respiro fundo e continuo mostrando as fileiras e explicando qual é de cada gênero, as plaquinhas a cima ajudam muito. Explico como as prateleiras tem que ficar organizadas, enfim bastante coisa. Apesar de chato ele é inteligente então memoriza as coisas rápido, oque facilita bastante. Depois de um tempo termino de explicar tudo e vou abrir as portas da frente, e ele ficou organizando algumas coisas lá trás. Mais tarde... O dia hoje foi bem movimentado, tirando a parte do Luan ficar me irritando o resto foi muito bom. Hoje está muito calor então antes de ir pra casa eu resolvo passar na sorveteria que fica perto da praça. Peço um milkshake de menta com gotas de chocolate, vulgo meu preferido. - Lilyzinha- ouço uma voz atrás de mim. - Lily: oi minha linda - viro-me para abraça-lá. - Melissa: eu estou sentada ali com meu irmão vem sentar com a gente. Espero Melissa fazer o pedido dela e vamos. - Lily: oi amor - digo o abraçando por trás. Ele vira a cabeça e me dá um beijo. - Vittor: oi princesa, onde essa criaturinha te achou? - pergunta rindo. Sento na cadeira ao seu lado. - Melissa: fui lá na Disney buscar essa princesa maninho. - Vittor: espero que eles não venham buscá-la. - Lily: aí só vocês mesmo viu - digo rindo. - Melissa: a gente podia ir pra Disney né? - Vittor: assim do nada? - Lily: não precisa de dia certo, é a Disney. - Melissa: você é das minhas. Pisco para ela que sorri. - Vittor: pensando bem, aqueles parques não cairiam nada mal agora. - Lily: nem me fale. A garçonete trás os pedidos. - Lily: mentira, você gosta desse sabor? - Vittor: achava estranho ver você tomando mas pedi uma vez e olha só, se tornou meu preferido. - Lily: agora não me resta dúvidas de que você é minha alma gêmea. - Vittor: eu já tinha certeza disso a anos. - Melissa: é tão bom ver vocês assim, eu me importo de segurar vela - diz tomando seu sorvete. - Lily: é né mocinha, foi pensando assim que você nos trancou no seu quarto? - Melissa: isso foi uma ótima idéia podem falar. - Vittor: você está assistindo muito filme isso sim. - Melissa: bom oque importa é que vocês se resolveram, e finalmente você vai me deixar em paz com meu muito amigo. - Vittor: nem me lembre que esse garoto existe. - Lily: qual é Vittor, o Miguel é uma gracinha. - Melissa: eu já disse que te amo? - Lily: pode continuar eu não ouvir isso - sorrio - eu também te amo neném. - Vittor: que lindo, um complô contra mim e a do lado daquele garoto abusado. - Lily: e mais uma vez o irmão ciumento ataca novamente, e se meus pais pensassem isso de você? Nós não teríamos ficado juntos. - Vittor: a diferença é que eu e aquele garoto somos bem diferentes baby. - Lily: porquê você é um homem de vinte e três anos, mas aquele Vittor de dezoito era bem abusado também viu, tentou me beijar no dia em que nos reencontramos. - Melissa: que babado é esse que eu não estou sabendo? - Lily: pois é menino ele fez isso, e olha que eu não suportava ele. - Vittor: eu lembro bem daquele dia inclusive da dor que eu senti - ele faz uma careta. - Melissa: me contém tudo. Explico tudo que aconteceu naquele tempo para ela, inclusive do namoro falso. - Melissa: peraí deixa eu ver se entendi, vocês fingiram que estavam namorando? - Lily/ Vittor: exatamente - falamos juntos. - Melissa: aí meu Deus porque eu viajei naquele tempo em? - Vittor: você era uma criança, ainda é na verdade. - Lily: é provavelmente nós não iríamos te falar, você era muito pequena. - Melissa: Aaf, bom mas como foi? Vocês se apaixonaram enquanto fingiam? - Vittor: eu sim. - Lily: bom eu demorei um pouquinho para assumir mas foi sim. - Melissa: a vida de vocês dariam um filme maravilhoso, eu amaria assistir. - Lily: é as vezes eu acho que estamos em algum livro ou filme de romance- sorrio. - Vittor: ou talvez um dia ela vire, nunca se sabe.
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