Máscaras irão cair

1500 Words
Descoberta Caterina estava tomando seu café da tarde quando recebeu uma mensagem de Salvatore: “Ele vai se casar? Por que não me contou?” Caterina leu a mensagem e ficou com dúvida de quem Salvatore estava falando, então respondeu: “Quem vai se casar?” Salvatore, irritado, respondeu com uma carinha de raiva e em seguida outra mensagem: “O Dante! Como você não ficou sabendo? Você tá com ele.” Caterina ficou em choque e olhou para o jardim, onde Dante estava sentado de frente para a piscina, lendo. Sem pensar duas vezes, ela foi até lá em passos rápidos, pronta para atacar. — Como assim você vai casar e eu fico sabendo por terceiros? — disse ela, puxando o livro da mão de Dante. — Pensei que o pai tinha falado com você — disse ele, assustado e sem entender nada. — Seu pai não me conta nada, nem muito menos você! Vocês dois tramam nas minhas costas — disse ela, gesticulando com as mãos, gritando. — Eu esqueci de avisar, foi uma decisão rápida e ele quis anunciar de imediato. Me desculpe. — Não se desculpe, Dante. Eu sei bem quais são as suas intenções e as do seu pai. E, sinceramente, eu estou decepcionada com você. — Entendo que esteja chateada, mas não é necessário esse exagero. — Exagero? Sabe o que é exagero, Dante? Se casar com uma mulher qualquer só pra conseguir cargo de CEO. E digo mais: você vai se arrepender de tomar essa decisão. — Essa decisão é minha! Não entendo… qualquer decisão que eu tomar vai ser errada pra vocês. Eu não consigo respirar dentro da minha própria casa, eu estou cansado! Mãe, eu preciso de espaço — disse ele, saindo rápido enquanto pegava o carro, deixando ela sozinha. Caterina ficou extremamente magoada com a atitude de Dante, mas ainda mais com a atitude de Marco, que não lhe falou nada sobre esse tal casamento. As coisas estavam saindo do controle, então Caterina optou por jogar sujo. Se Marco estava jogando sujo, ela precisava jogar também. Então ligou para Salvatore imediatamente. — Sal, precisamos impedir esse casamento! — Como vamos fazer isso? — Eu não sei! Mas precisamos — disse ela, gritando e em seguida baixando a voz para ninguém ouvir. — Duvido que ele goste dessa menina. Ele gosta da outra. Vi a Giulia sair hoje de manhã irritada. Ele nem encosta nela. — Tá pensando no que eu tô pensando? — disse Salvatore, rindo. — Sim! Precisamos fazer ele trair a Giulia com essa tal de Celine… — Selena, mamãe! Pode dar certo o plano, só precisamos de mais informações. — Fale com alguém que possa fazer isso! Marco está jogando sujo, vamos jogar também. Caterina desliga e vai rumo ao seu carro. O clima estava pesando e agora a guerra já havia sido declarada. Caterina antes tinha a intenção de fazer Marco se aproximar de Salvatore para fazê-lo ver que ele merecia. Mas seus planos foram por água abaixo porque Marco se recusa a se aproximar de Salvatore. Ele nunca foi próximo dele, mas quando Salvatore foi para a faculdade e se envolveu com pessoas erradas, Marco ficou ainda mais distante, pois já pressentia que o filho não tinha caráter. Então, para não lidar com a situação, apenas se afastou — não só de Salvatore, mas de Dante também — pois passou a focar somente no trabalho. Já Caterina vivia uma vida de luxo, trabalhava na empresa na parte de relações internacionais e, depois do problema com Salvatore, resolveu sair e se dedicar mais em casa. Porém, passava mais tempo fora, indo ao shopping e saindo com amigas, do que se dedicando aos filhos. Os dois foram ausentes e alimentaram a competição entre os filhos. Fim de Tarde na casa de Selena Já era final de tarde e então o despertador de Selena toca. Ela acorda se espreguiçando, sentindo-se revigorada. Pega seu celular e desliga o despertador; ao desligá-lo, vê uma mensagem da sua amiga: “Você vem mesmo, né? Estou esperando por você.” Selena lê a mensagem e dá um leve sorriso de canto. Então olha para a janela e percebe que já está escurecendo. Resolve ligar para Vittoria para convidá-la. — Vi, você já fechou a loja? — perguntou, sentada na cama, olhando para a janela. — Já sim, estou indo pra casa. — Tá afim de ir para uma festa hoje? — Claro! É sábado — disse Vittoria, animada. — Vem pra cá, saímos juntas. Você veste algo meu. — Chego já - disse Vittoria que desligou logo em seguida Dante na Cafeteria Foi para uma cafeteria para esfriar a cabeça, já que na sua casa não conseguia paz. Ficou lá por umas horas. O Caffè della Pace é conhecido por oferecer diversos tipos de café e um ambiente tranquilo e silencioso para leitura. Então era um lugar perfeito para relaxar. Dante sentia que precisava pedir que sua mãe saísse de sua casa, mas não sabia como fazer isso. Naquele dia, ela se mostrou de um jeito diferente que ele jamais tinha visto. Ela sempre foi doce e carinhosa, às vezes um pouco ríspida, mas nunca tão grossa e sem controle como havia agido. Ele sentia que precisava agir logo, então mandou uma mensagem para Giulia: “Vamos procurar uma casa. Marque com o amigo do seu pai e me avisa quando já estiver combinado.” Giulia viu a mensagem, porém não respondeu. Ainda estava chateada com a indecisão de Dante, então resolveu dar um gelo nele para que ele fosse correndo atrás dela. Ela tinha percebido que Dante precisava mais dela do que ela dele, então ia ser mais fria para que ele ficasse na palma da sua mão. Ele notou que ela visualizou e não respondeu, então mandou mais uma mensagem: “Por que não responde? Ainda está chateada?” Giulia visualiza novamente, mas não responde mais uma vez. Ele bufa, chateado com a situação, então desiste. Joga o celular de lado, olha para frente e vê a hora no relógio — estava quase na hora de ir para a festa. Então apenas ficou ali sentado, observando o movimento. Selena e Vittoria: A busca pelo look ideal Vittoria chega à casa de Selena. Selena já a aguardava e até tinha separado um look perfeito: um vestido de cetim branco, com alças finas de pérolas. Ela também tinha escolhido um par de brincos dourados com pedrinhas penduradas. A ideia era usar uma sandália simples e o cabelo solto. Vittoria amou tudo. Animada, ela foi pro closet procurar algo pra si. Enquanto deslizava a mão pelos cabides, pegou um vestido amarelo manteiga, de linho, reto, com um decote simples. Escolheu um par de argolas e um colar com uma única pedrinha em forma de estrela. Quando Selena viu o colar, arregalou os olhos. — Esse não. — disse, puxando o colar da mão de Vittoria. — Por que, Sel? Eu amei ele! — Vittoria fez birra. — Esse não, Vi. Escolhe outro. — guardou o colar na caixinha e colocou dentro de uma bolsinha de veludo. Vittoria ergueu uma sobrancelha, pronta pra provocar: — Quem deu esse colar? Foi o grande Dante? Selena bufou. — Não. Foi outro ex… da época da escola. — E ele era tão importante assim pra você guardar? — Vittoria cutucou. — Não… mas eu tenho um carinho por ele, então não gosto de usar. — respondeu, colocando os brincos. Vittoria riu, vestindo o próprio vestido: — Uau, Selena… você é cheia de surpresas.  As duas terminam de se arrumar e logo seguem para a festa. Selena, no fundo, ainda guardava aquele colar de um relacionamento da adolescência. O nome dele era Felipo. Naquela época, Selena nunca foi popular. Era vista como “estranha”, tinha poucos amigos e sofria bullying por ser humilde. Enquanto as meninas da escola usavam roupas da moda, ela usava peças simples que sua mãe costurava com carinho. No meio do ano, um novo aluno chegou. Felipo. Um garoto esquisito, reservado, tão deslocado quanto ela. Eles se conheceram na biblioteca, ambos procurando livros pra um trabalho da escola. A partir dali, viraram amigos — e depois, namorados. Com o tempo, outras meninas novas chegaram à escola, também fora do padrão “popular”. Selena fez amizade com elas. Tudo parecia caminhar bem… até Felipo voltar das férias completamente diferente. Ele apareceu com um corte de cabelo novo, sem aparelho, estilo repaginado, corpo mais forte. Parecia ter virado um “bad boy” do nada. Eles continuaram juntos, mas agora as meninas viviam dando em cima dele — e Felipo começou a se afastar. Entrou para o time da escola, ficou ocupado, distante, frio. Selena sofria com isso, porque amava o garoto. Antes das férias, ele tinha dado o colar a ela, dizendo que a amava e que nada iria separá-los. E ela acreditou. Foi o primeiro presente especial que ganhou de alguém — e significou muito. Quando não aguentou
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