POV Aurora O sol entrou no quarto como quem invade, não como quem ilumina. A primeira coisa que senti foi o peso do vestido — ainda amassado, grudado no corpo, cheio do cheiro de lareira, suor, álcool e… Leo. A segunda coisa que senti foi ele. Dormindo ao meu lado. Não o toque, porque ele não estava me segurando. Mas a presença — quente, grande, firme — como se o colchão tivesse sido moldado pra caber nós dois. Respirei devagar, tentando entender onde exatamente a noite tinha terminado. Ou se tinha terminado. Leo dormia de costas, o braço estendido como se ainda me protegesse mesmo apagado. A blusa dele subiu um pouco, deixando as tatuagens de suas costas à mostra. As linhas pretas na pele dele pareciam mais suaves de manhã. Ou talvez eu estivesse vendo com outros olhos. O ros

