POV Aurora O quarto parecia um camarim de filme. Não daqueles leves, iluminados e cheios de risadas soltas. Era um camarim de poder. Caixas abertas sobre a cama, vestidos pendurados no biombo, sapatos alinhados no chão como se alguém tivesse organizado tudo com um objetivo muito claro: causar impacto. Nada ali era casual. Nada era só bonito. Fiquei alguns segundos parada, observando. Não por insegurança. Mas por consciência. Cada peça ali tinha peso. História. Intenção. Aquele tipo de roupa não pede aprovação — exige postura. Aquilo não era apenas uma saída social. Era uma aparição pública. Uma mensagem silenciosa. Ravenna entrou primeiro, usando um robe de seda preta jogado no corpo, o cabelo preso de qualquer jeito — aquele desleixo calculado que só mulheres perigosamente s

