POV Aurora O salão não era mais o mesmo. Onde antes havia mesas impecáveis, taças alinhadas com precisão quase militar e conversas conduzidas como negociações silenciosas, agora existia movimento. As luzes haviam baixado alguns tons, escorrendo pelas paredes em dourado, âmbar e violeta. O brilho não era mais de exposição — era de i********e calculada. A banda tinha saído sem anúncio, dando lugar a um ambiente cheio de batidas graves que preenchiam o espaço com elegância e luzes dançantes por todo salão. Nada vulgar. Nada caótico. Era música pensada para corpos que sabem se mover sem pedir licença. Uma boate moldada para gente poderosa. Para quem dança sem precisar se esconder. Observei o ambiente com atenção tranquila. Homens afrouxavam gravatas, alguns já tinham deixado os paletós

