Anne estava voltando sozinha do mercadinho no pé do morro. Trazia uma sacola pequena com pão, leite e um doce que Vera gostava. O sol já se escondia atrás dos morros, pintando o céu de roxo profundo. A rua começava a esvaziar. Foi no beco que cortava caminho para a casa que ela sentiu. A presença. Parou. O som dos passos atrás dela era firme. Dominante. E mesmo antes de se virar, ela soube. Era ele. Virou devagar. E lá estava ele. Lord. Capuz abaixado, camiseta preta justa, as tatuagens saltando nos braços musculosos. Os olhos cinzas cravados nela como lâminas. — Tá andando sozinha agora, princesa? Anne engoliu seco. — Eu só… fui no mercado. Ele se aproximou. Sem pressa. Como se estivesse caçando. — E não pensou que talvez… não fosse seguro? — Eu não sou prisioneira — ela res

