Na tarde seguinte, Anne desceu a viela com o caderno no braço e o coração disparado. j**a tinha insistido: — Me mostra. Quero ver como você vê o morro com seus olhos de fora. Eles se encontraram no campinho, onde ele costumava rabiscar com os amigos. Ao ver Anne se aproximando, ele sorriu daquele jeito leve que a fazia relaxar. — Trouxe? Ela hesitou, depois assentiu e entregou o caderno como quem entrega um segredo. Japa abriu, e os olhos dele foram mudando a cada página. — Caraca… cê desenhou isso tudo sozinha? — Uhum. Ontem à noite. Ele virou mais uma folha, viu o desenho da viela, o varal, a laje… e parou na página em que estavam ele, Gabz, Maju — e Anne. — Isso é arte de verdade, ruiva. Você tem talento. Tem olhar. — Eu só… desenhei o que eu senti. Ele fechou o caderno com c

