Eu vim de uma família mafiosa. Minha mãe foi casada com meu pai por apenas quatro anos, mas se separaram por motivos de traição da parte dele. Com apenas três anos de idade, ela casou-se com outro homem, que passou a ser meu padrasto.
Mas o sangue da máfia corria em minhas veias, eu não poderia fugir do que me esperava. Afinal, sou o herdeiro e único filho da linhagem. Meu pai tinha um acordo com a família Huston e Sara era minha prometida, porém tudo havia fugido do controle.
A senhora Huston não queria dar a filha para a máfia. Depois que soube que Sara teria que se casar comigo assim que fôssemos adultos. Motivo!? Ela nunca foi com a minha cara, simplesmente por isso, eu acho.
Eu era um garoto bem danado, tirando uma vez que sabotei a árvore de Natal dela, se visse como ela ficou, uma fera. Sempre gostei de aprontar desde garoto.
Sara sempre foi o amor da minha vida, desde sempre. Não precisava nem ter prometido ela a mim porque sempre a tive em minha mente. Ela sempre teve o melhor de mim e sempre terá.
Desde que ela se mudou de Paris para Londres, coloquei um dos meus seguranças na cola dela e eu estava longe, mas bem informado por eles sobre tudo.
Estava na Eslovênia, em uma reunião com alguns mafiosos, quando recebi a notícia de que Sara iria casar e que estava a caminho da igreja. Bati contra a mesa colocando minha ira para fora, Sara não poderia casar com ninguém se não fosse comigo.
Todos ali se assustaram pela maneira que bati na mesa e me levantei num impulso. Todos me temiam e tinham medo de mim.
Eu simplesmente dei ordens para que meus seguranças o matassem, e foi o que fizeram. Todos que cruzam meu caminho eu mato. Sei que em parte fui o causador de toda a dor que Sara sofreu, mas estou tranquilo agora.
Cheguei na empresa e tratei de ir até a sala do meu pai, Damon. Eu não sabia que Sara estava trabalhando para ele, até encontrá-la no corredor indo para a sala de reuniões, e nós dois nos esbarramos.
Meu pai não gostava da ideia de que Sara é minha prometida e, mesmo que tenhamos ido em rumos diferentes, continuo tendo ela como minha prometida. Vou reconquistá-la da minha maneira, se ela não aceitar, eu farei do meu jeito.
Eu estava tão perto dela naquela sala, percebi o quanto inquieta ela ficou quando me aproximei para pegar a caneta atrás dela. Sara imaginou que seria beijada. Vontade eu tinha de sobra, não só beijá-la, mas fazê-la minha por completo.
Ela não imagina quantos planos fiz quando a olhei encostada naquela mesa. Minha mente é bem fértil quando se trata dela.
Porém, algo me tirava do sério em ver aquele i*****l estampado no celular dela. Mesmo morto, ainda me tira do sério. Eu apenas pego minhas coisas e saio dali, colocando as pastas nas pernas de Sara.
Caminho a passos largos até o elevador e, já no meio do caminho, encontro Priscila, uma ex minha e modelo principal da empresa.
— Oi, my love. — diz assim que me vê.
— Olá, Priscila? O que faz por aqui? — cumprimento-a, sentindo suas mãos passearem pelo meu peitoral por cima da camisa.
— Vim falar com a nova encarregada sobre o desfile. — diz, olhando para mim enquanto eu estava colocando minhas mãos no bolso da calça calmamente.
— Não se preocupe, eu sou o segundo responsável por ajudar a senhorita Huston a organizar tudo que tem a ver com o desfile. — aviso, caminhando para fora.
— Seu pai me ligou e pediu que eu me encarregasse junto com a senhorita Huston. — diz, vindo em meu encalço.
— c*****o, Priscila, meu pai não manda nessa p***a sozinho. Eu já disse que não quero que se envolva em um projeto que eu já estou envolvido. — me aborreço com tanta insistência, enquanto vejo Priscila entrar para dentro, não me dando atenção. — Fanculo. — praguejo, saindo do carro e voltando novamente para dentro da empresa.
Priscila é uma mulher bem teimosa e gosta de passar por cima das minhas ordens. Nós dois somos totalmente diferentes em opiniões e várias outras coisas, por esse motivo eu não quis me casar com ela.
— Priscila... Priscila, para aí. — digo, indo atrás dela até ela entrar no elevador e, por pouco, consigo entrar junto. — O que pensa que está fazendo!? — pergunto, segurando-a pelo braço enquanto o elevador sobe.
— Vou falar com seu pai. Assim como ele me colocou nesse projeto, eu quero que ele me diga na minha cara se fico ou não. — avisa.
— Porque você é tão abusada? — pergunto, soltando a respiração que estava prendendo.
— Sou assim, e você sabe, Kaio, não dá pra mudar. — Priscila encosta seu corpo em mim, e me beija, e nesse momento a porta do elevador se abre, revelando Sara parada bem na porta nos observando.
— Atrapalho!? — sua voz doce e calma me faz voltar para o mundo real e afastar Priscila de mim.
— Desculpas, não atrapalha nada, senhorita Huston. — digo, limpando a garganta. Priscila passa por nós e vai diretamente para o escritório do senhor Damon, enquanto me dá tchau.
Sara entra no elevador e eu ainda estava ali parado no mesmo lugar. Ela não me olhava, estava lindamente séria.
— Você não vai sair? — pergunta.
— Não. — respondo, apertando o botão para descer.
— Você trabalha no elevador agora!? — ela puxa assunto.
— Não, porquê!? — sua pergunta me deixou desconcertado. A olho enquanto seu olhar também está sobre mim.
— Por nada, apenas curiosidade. — diz, desviando seu olhar do meu.
— O que você viu, não...
— O que eu vi, não me interessa, senhor Lankaster. Eu estou aqui para trabalhar, eu não vejo, não ouço e não falo, apenas trabalho. — diz seca e novamente desvia seu olhar dos meus.
Me sinto m*l, eu estava tão perto dela, agora me senti distante com o que ela falou. Realmente, para ela, parecia que não se importava com o que havia acontecido. Será que ela sentiu ciúmes? E não quer demonstrar? Eu resolvi fazer um teste.
— Tem certeza que tudo isso não te importa!? — pergunto, me aproximando dela, encosto seu corpo na parede do elevador e a beijo.
— Me solta, Kaio, por favor. — escuto seus murmúrios baixos.
Por instantes, Sara corresponde aos meus beijos, sua respiração estava tão pesada e no final senti que ela queria aquele beijo tanto quanto eu, mas não foi bem assim! Porque ela sabia disfarçar muito bem. Senti um tapa arder em minha face.
— Não faça mais isso, seu ordinário. — Sara estava totalmente brava. A porta do elevador se abre e ela vai embora, me deixando para trás.
— Droga. — praguejo em frustração.