06. Sara Huston

1443 Words
Eu saí do trabalho alguns minutos depois que Kaio saiu. Arrumei tudo e fui para casa. Parei na frente do elevador porque ele estava ocupado e, para minha surpresa, assim que o elevador se abriu, vi Kaio aos beijos com uma loira muito bonita. Meu coração parecia querer saltar para fora; era uma sensação estranha que eu estava sentindo ao ver aquela cena diante dos meus olhos. Senti uma ponta de ciúmes por vê-lo assim tão íntimo com aquela mulher. Eu entrei no elevador sob olhares dele e apertei o botão. Tirei os olhos dele porque ele já estava me enlouquecendo. Aquela boca maravilhosa, tão bem feita, dentes alinhados e brancos como neve. Só passava em minha mente a vontade de beijá-lo. De atacá-lo ali mesmo, de passar minhas pernas por sua cintura e beijar até nosso fôlego faltar. Era estranho estar sentindo tudo isso dentro de mim. Era uma explosão de sentimentos diferentes. Novamente olhei para ele, que estava tão sério, e perguntei se trabalhava no elevador! Porque ele subiu com aquela mulher, quando pensei que ele ia ficar por lá com ela, mas não, praticamente me acompanhou. Escutei ele me responder na maior calmaria possível. Até que ele se aproximou de mim. Eu tentava me afastar de Kaio, mas à medida que eu me afastava, acabei ficando encurralada por ele. Senti aquele perfume de homem descarado emanando dele, até que senti seu corpo forte sobre o meu, e comecei a protestar, mas Kaio me beijou. Meu corpo traidor se arrepiou todo, aquele beijo me fez sentir várias coisas diferentes, era como se fossem descargas elétricas passando por todo o meu corpo. Porém, caí de volta ao mundo real e proferi um tapa no rosto dele, enquanto o chamava de ordinário. Caminhei para fora dali e, sem querer, me esbarrei no senhor Damon. — Olha por onde anda, Senhorita, que pressa é essa? — perguntou, olhando para mim com uma cara de poucos amigos. — Desculpe, senhor, me desculpe. — pedi, entrando no meu carro. Joguei minha cabeça para trás e soltei o ar que eu estava prendendo, levei a ponta dos meus dedos até os lábios, que ainda formigavam pelo beijo. O que está acontecendo comigo!? Minha cabeça estava dando mil e uma voltas, eu não poderia amar Kaio Lankaster, e nenhum outro homem, porque eu sinto que estou traindo Vinícius de alguma maneira, mesmo que ele esteja morto. Peguei as chaves do carro na minha bolsa, coloquei no contato e, assim que liguei, alguém bateu na janela de vidro. Kaio estava ali parado, esperando que eu abrisse o vidro enquanto sussurrava algumas palavras que eu não escutava. Fui abaixando os vidros devagar e olhei para ele. — Me perdoa, Sara, eu não queria te deixar constrangida. E para me desculpar com você, eu peço que você aceite jantar comigo essa noite. — ele estava ali me olhando com tanta devoção. — Não posso, Kaio, tenho compromisso essa noite. Se marcarmos para outro dia, talvez eu possa ir. — disse, lembrando do convite de Kate para essa noite. — Tudo bem! Então diga que eu estou perdoado, para que essa noite eu durma tranquilo pelo menos. — disse enquanto sorria. — Tudo bem! — Revirei os olhos. — está perdoado, por mim pode dormir tranquilo. — acrescentei, ligando o carro. — Muito obrigado. — disse, afastando-se do meu carro. Eu segui para casa olhando para ele pelo retrovisor, enquanto um sorriso bobo se formava em meus lábios. Assim que cheguei em casa, tratei de arrumar tudo por lá, fiz uma merenda e devorei tudo, como já estava anoitecendo, caminhei para o banheiro, tomei um banho bem demorado com flores, fiz minha higiene e caminhei para o quarto. Já no guarda-roupas, tentei escolher a dedo o que vestir essa noite. Optei por um vestido na cor azul turquesa, soltinho para baixo e com as costas nuas, coloquei meu salto básico na cor preta e entrei novamente no meu carro. Já no caminho, liguei para Kate, fiquei de passar na casa dela. — Fala, vaca. — ela disse assim que atendeu o telefone. — Que ousadia é essa!? Você já está arrumada, senhora, já estou passando aí. — avisei. — Já. estou aqui na frente de casa desde as 5:00 horas. — disse animada. — sou pontual. — acrescentou. — Tou vendo, pontual até demais. — brinquei. — tá ok então, daqui a vinte minutos chego aí. — encerrei a ligação. Kate é bem animada, ainda mais quando se trata de um encontro. Não sei que pessoa em sã consciência iria se arrumar às 5:00 horas para ir ao encontro às 19:00! Só Kate mesmo. Ela me falou desse homem que iria encontrar hoje, mas eu nunca o vi na vida. Cheguei um pouco atrasada na casa de Kate, por conta do trânsito que estava horrível. Era um engarrafamento que não tinha tamanho, mas assim que o sinal se abriu, tratei de pisar no acelerador. Não queria ser culpada de minha amiga chegar atrasada no encontro pela primeira vez, já que ela é tão pontual. Até demais, eu diria. — Nossa! Achei que você não viria mais. — Kate disse assim que entrou no carro. — Perdão, amiga, mas o trânsito está horrível hoje, você nem imagina. — expliquei a ela. — Então! Onde será o encontro de vocês!? — perguntei olhando para a estrada à minha frente. — Em uma casa noturna daqui mesmo. — disse calmamente. — Por que marcar um encontro em uma casa noturna? Não tinha outro lugar!? — perguntei fazendo uma careta. Na verdade, eu nunca gostei desses tipos de lugar, para mim era bem vulgar. Mas sou uma boa amiga. — Ele que marcou lá, agora não sei por quê. — Kate deu de ombros. Não demorou muito para chegarmos na tal casa noturna "Nigth". Era esse o nome da casa noturna. — Nome mas sem graça. — avisei saindo do carro estacionado do outro lado da rua. — Aí, menina, nada te agrada. — Kate reclamou. Caminhando para dentro, onde havia várias pessoas dançando, mulheres com pouca roupa dançando para homens na área VIP, barman servindo as pessoas com alegria no rosto e outros sentados em um tipo de sofá de couro, conversando animadamente. — Olha lá, amiga, lá está meu gato me esperando. — Kate saiu praticamente correndo para encontrar o cara do encontro. — Espera, amiga. Tenha calma! Vou ficar aqui no balcão esperando por você. Qualquer coisa, não hesite em me avisar. — disse, vendo ela se afastar. Caminhei até o balcão, pedi ao barman uma bebida forte. Até que chegou um homem e sentou na cadeira de frente para mim. — Boa noite, gatinha. — cumprimentou aquela perfeição de homem. — Boa noite. — disse de volta, tomando o líquido do copo. — Tá afim de dançar? — perguntou, me analisando. — Não, obrigada. — disse sem vontade nenhuma de dançar. — Vamos, delícia, nenhuma mulher me fala não. — disse, praticamente aborrecido, enquanto me forçava a ir com ele. — Ei cara, a moça não quer ir. — o barman disse, mas foi acertado na face com um soco. — Me solta. — disse. Mas não demorou muito para que eu sentisse o homem ser afastado de mim e ser jogado a quilômetros de distância. — Deixa Sara em paz, c*****o, ou vou ter que meter a bala na tua cara, filho da p**a. — Kaio falou com aquele homem e o mesmo estava com muito medo. — Perdão, senhor, não vou mais incomodar. — disse, correndo para fora dali. As pessoas nos olhavam. — O que houve aqui!? Continuem a festa que aqui não aconteceu nada. — Kaio avisou, e todos voltaram a dançar animadamente como se nada tivesse acontecido. — Você está bem, Sara!? — perguntou, enfiando suas mãos no bolso da calça. — Sim. — disse com dificuldade. Meu braço doía onde aquele infeliz apertou. — O que faz aqui!? Esse lugar não é para você. — Kaio se aproximou de mim, e eu pude sentir seu perfume amadeirado que me invadiu. — Eu vim acompanhar uma amiga para um encontro. — avisei, apontando para a mesa onde Kate estava. — Claro! O cara que está com ela é meu primo. — disse calmamente. — Sério!? Que coincidência. — disse olhando para o casal. — Vamos, me acompanhe. — Kaio me ofereceu o braço dele para que eu pudesse passar o meu. Subimos para a área VIP onde havia mulheres completamente nuas dançando ali, homens as olhavam com desejo enquanto cheiravam um pó em uma bandeja. O que mais me intrigava era que Kaio tratava tudo com naturalidade.
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