bc

Lobos da Aurora

book_age18+
1
FOLLOW
1K
READ
HE
mythology
pack
apocalypse
surrender
like
intro-logo
Blurb

"Lobos da Aurora" é mais do que uma história sobre lobos, guerra e magia. É uma jornada sobre identidade, memória e a luta constante entre luz e sombra — tanto no mundo quanto dentro de nós.

Cada capítulo desta obra foi tecido com o cuidado de quem acredita no poder da palavra para atravessar tempos, silêncios e distâncias. Você encontrará aqui uma mistura de fantasia épica com espiritualidade ancestral, onde os lobos representam mais do que feras: são guias, são espelhos, são heróis de um mundo que lembra o nosso — belo, quebrado e cheio de esperança.

Esta história convida você a caminhar junto com a alcateia. A sentir a terra sob as patas, o vento na pelagem, e a coragem pulsando no coração.

Você não está só.

Onde há lembrança, há vida.
Onde há uivo, há resistência.
E onde há lua... há sempre um recomeço.

chap-preview
Free preview
Capítulo 1 – O Uivo na Noite
A névoa esconde segredos. O uivo, um chamado antigo. E o lobo... está prestes a despertar. A floresta de Eldharyn estava mergulhada num silêncio inquietante. A luz da Lua Escarlate — uma lua que surgia apenas uma vez a cada século — tingia as copas das árvores com um brilho avermelhado, como se sangue antigo escorresse pelas folhas. Era a noite em que as lendas ganhavam corpo. A noite em que o Véu entre o mundo físico e o mundo dos espíritos se tornava fino como uma teia. Na encosta gelada de uma colina, um lobo jovem farejava o ar. Kael, de pelagem cinzenta e olhos âmbar intensos, caminhava devagar, os sentidos em alerta. Estava separado de sua alcateia há dois dias. A nevasca o havia arrastado para o lado oriental da floresta — onde os mais velhos proibiam de ir, dizendo que os espíritos não descansavam por ali. Mas Kael não era como os outros. Desde pequeno, ele ouvia sussurros no vento. Tinha sonhos em que corria entre estrelas e falava com vozes que não pertenciam aos vivos. Um dom, diziam alguns. Uma maldição, murmuravam outros. O chão estalava sob suas patas, coberto por uma fina camada de gelo que não havia naquela manhã. Algo estava mudando. De repente, ele ouviu. Um uivo.
Mas não era qualquer uivo. Não era um chamado de caça, nem de alerta. Era um uivo de despertar — profundo, poderoso, cheio de uma dor ancestral. Um som que fazia o sangue ferver e a alma estremecer. Kael ficou imóvel. Nenhum lobo vivo ousava usar esse chamado. Era proibido. Reservado apenas aos Lobos Ancestrais, criaturas místicas que, segundo os contos da anciã Maelra, haviam caminhado entre mundos e falado com as estrelas. Todos diziam que esses lobos haviam desaparecido há eras, quando o mundo ainda era jovem. Então, como…? A névoa ao redor começou a girar. Era espessa, mas não natural. Movia-se como se tivesse vontade própria, se enroscando nas patas de Kael, envolvendo seu corpo. Ele tentou recuar, mas seus músculos congelaram. Uma energia percorreu seu corpo como fogo líquido. As árvores em volta tremularam. Os galhos pareciam se curvar em reverência. E no centro da névoa, uma figura surgiu. Era um lobo, imenso e feito de luz e sombra, com olhos brilhando como estrelas cadentes. Sua pelagem oscilava entre prata líquida e fogo escuro, e em suas patas não havia toque — ele flutuava, caminhando sobre o próprio ar. — Fenraar, — sussurrou Kael, a palavra vindo de seu coração antes da mente. A figura assentiu. A voz que se seguiu não foi ouvida pelos ouvidos, mas sentida diretamente dentro do peito: "Você foi chamado, Kael, Filho da Névoa.
O mundo está em desequilíbrio.
As raízes do mundo estão sendo envenenadas.
Os Sussurrantes voltaram.
E o que dorme sob a terra... está prestes a acordar." Kael tentou falar, mas sua garganta estava seca como pedra. Ele sentia o poder do espírito diante de si. Uma parte dele queria fugir. Outra queria ajoelhar-se. Mas uma terceira, mais forte, erguia-se dentro dele — como um fogo recém-acendido. Coragem. — O que devo fazer? — conseguiu perguntar. Fenraar avançou até que seus olhos estelares ficassem frente aos de Kael. "Lembre-se do uivo.
Lembre-se da Lenda da Lua Trêmula.
Quando o mundo escurecer, será você quem chamará os Guardiões." A névoa explodiu em luz. O espírito desapareceu. E Kael desabou. Ficou ali por minutos, respirando ofegante, com a sensação de que o ar ao redor agora tinha gosto de metal e magia. Foi então que ouviu outro som. Um grito — humano. Levantou-se num salto. À distância, entre as árvores, tochas brilhavam. Criaturas de duas pernas, vestidas com peles negras e máscaras de osso, atravessavam a floresta. Caçadores? Não. Algo mais sombrio. Ele os conhecia de histórias. Sussurrantes. Servos de uma força esquecida. Magos-lobos corrompidos. Eles caçavam os nascidos sob a Lua Escarlate. Como ele. Kael correu. O coração batia como um tambor de guerra. A floresta se fechava atrás de si, a névoa o seguindo, como se quisesse protegê-lo — ou levá-lo ainda mais fundo. O mundo antigo estava despertando. E o jovem lobo estava no centro da lenda.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Procura-se uma esposa

read
1.8K
bc

5H g!p one-shots

read
4.9K
bc

Entre o Crime e o Amor

read
1K
bc

A escolhida Poline

read
2.5K
bc

How To Hate You.

read
1.2K
bc

Este Corazón

read
3.3K
bc

No Meio do Nada

read
1.1K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook