O Pretendente Favorito.

4968 Words
Eu nunca pensei que estaria saindo com um grupo de amigos e me divertindo tanto quanto estou agora, isso é algo que só e possível quando meu pai viaja e meu tio nos deixa por conta própria. E eu estou curtindo muito isso. Até Petra está suportável essa noite. Observo James e Pandora parando frente a frente e se encarando de uma maneira engraçada fazendo todo mundo rir quando ele leva dois dedos aos olhos e em seguida aponta para a garota que morde os dedos dele que fica surpreso, mas ri também enquanto a loira pega uma das bolas de boliche e entrega a ele. - Me mostre do que é capaz jovem Padawan. - diz Pandora semicerrando os olhos enquanto encara James que imita seu gesto. - Você verá mestre Jedi. - diz James pegando a bola e em seguida dá alguns passos para trás se posicionando e se concentrando para arremessar a bola. - Vejo que a minha breve explicação sobre a saga de Star Wars não foi tão entendiante quanto eu pensei que tivesse sido. - diz Calvin sorrindo ajeitando seus óculos e Kai o olha. - Você tava bem fofo tentando explicar para os dois o significado de cada coisa importante sobre o filme de uma maneira simples e rápida, então acho que eles gostaram. - diz Kai sorrindo para o loiro e vejo Petra negar com a cabeça sorrindo de canto. Ela estava um pouco afastada de nós três observando Pandora atrapalhar cada tentativa de James arremessar a bola, parecia estar apreciando a interação entre os dois e vez ou outra olhava para nós três, mas logo em seguida desviava o olhar. Reparar na sua postura totalmente tranquila me faz questionar se sua intenção era mesmo forçar uma saída em grupo para saber o que Kai e eu fazemos na ausência do meu pai para logo em seguida ir correndo nos entregar. Ela parece estar gostando de está aqui. Então algo me diz que essa noite ficará somente entre nós. Pensar sobre isso me faz desejar por um momento que ela ainda fosse a Petra que cresceu comigo e Kai, a garota que ria e fazia graça de tudo e que sempre estava ao meu lado, até mesmo nas minhas corridas secretas pela trilha que leva a floresta proibida. Esse momento de paz me faz desejar que ainda fôssemos melhores amigas e que ela não me odiasse por algo que nem faço ideia do que seja. - m***a, isso não vale Pandora. - a voz frustrada de James me faz voltar minha atenção para a loira e o garoto de cabelos escuros. - O que eu fiz ? - pergunta a loira com um tom de puro cinismo e James cruza os braços a encarando igual uma criança birrenta e eu sorrio achando engraçado a interação entre eles. Ela parece se sentir a vontade perto dele, também parece estar acostumada com o jeito bobo dele, enquanto ele parece estar acostumado com o jeito implicante e sarcástico dela, isso me faz pensar que estavam destinados a se tornarem amigos. - Você vai ter que me pagar um Milkshake bebê chorão. - diz Pandora pegando uma bola e James revira os olhos. - Só se você fizer um strike de olhos fechados. - diz sarcástico e a loira arqueia uma sobrancelha sorrindo de canto e em seguida fecha os olhos. - Ela vai fazer isso mesmo ? - pergunta Calvin incrédulo. - Parece que sim. - responde Petra focada em Pandora. - Você não vai conseguir, não tem a menor chance disso acontecer. - diz James negando com a cabeça sorrindo enquanto Pandora mantia os olhos fechados segurando a bola de costas para a pista. - Acho que ela está reunindo toda a sua força de mestre Jedi. - diz Kai rindo e em seguida me olha. - Vamos apostar ? - pergunta e eu n**o. - Vai ser dinheiro perdido, tão fácil quanto tirar doce de criança. - respondo divertida e meu primo arqueia uma sobrancelha. - Acha que ela acerta então ? - pergunta com uma expressão desafiadora e eu reviro os olhos. - Você paga a conta de todo mundo se eu estiver certa e se não tiver, eu pago. - respondo simples e ele sorrir animado assentindo enquanto ouço Petra e Calvin rirem. - Não acha que tá muito confiante nas habilidades da nossa caixinha de esperança não ? - questiona Kai com uma expressão de diversão. - Confiar é a regra principal da amizade, então eu confio e acredito que ela pode fazer um strike de olhos fechados. - respondo mexendo as sobrancelhas freneticamente enquanto o encaro e ele ri. - Vamos lá Pandora, faz um strike gata ! - diz Petra incentivando a loira e eu arqueio uma sobrancelha enquanto a encaro. - O Kai vai pagar a conta se você fizer, então por favor seja a nossa mestre Yoda. - diz Calvin sorrindo e James o olha. - Bando de traidores se vendendo para não pagarem suas contas. - diz James divertido e Petra ri. - Pra mim tanto faz ela acertar ou não, de qualquer forma eu sairei ganhando. - diz Petra e eu a olho. - O que você ganha ? - pergunto e ela sorrir se aproximando de mim. - Amanhã um dos dois vai ter que se explicar para o papai o motivo de ter uma conta alta na fatura do cartão e porque estava a essa hora em uma pista de boliche. - diz para que só eu possa ouvir e eu olho para Kai que me olha de volta. Suspiro sabendo que essa aposta foi uma má ideia, não devia ter me deixado levar pelo momento. Olho para Pandora que sorria de canto e em seguida se vira de olhos fechados e joga a bola em direção aos pinos, ela nem se preocupa em olhar a bola para saber se vai conseguir ou não, ela apenas pega outra bola e em seguida se dirige até mim. - O que acha de tentar agora ? - pergunta e eu n**o com a cabeça. - STRIKE ! - grita Calvin eufórico e eu olho para James que tinha uma expressão incrédula e em seguida olho para Kai. - Me fodi. - diz e eu suspiro. - Ei, lobinha. - diz Pandora chamando minha atenção e eu a olho. - Você confiou em mim e agora eu vou confiar que você consegue ao menos derrubar alguns pinos. - diz e eu sorrio de canto. - Vamos lá, não seja chata. - completa divertida estendendo sua mão para mim e eu reviro os olhos. - Uma vez só. - digo e ela assente. - Como queira madame. - diz divertida me guiando até o centro da pista. - Sabe como pegar na bola pelo menos ? - questiona divertida enquanto vejo James se sentar ao lado de Petra. - Claro que sei. - digo pegando a bola da mão dela que sorrir. - Ótimo, agora respira fundo e olhe bem o alvo. - diz colocando gentilmente meus cabelos para trás e eu a olho. - O alvo tá lá na frente lobinha. - diz divertida e eu suspiro focando minha atenção nos pinos. - Não precisa de muita força, conseguir um strike exige foco, concentração e boa pontaria. - completa e eu respiro fundo. - Acho que a minha pontaria não é muito boa. - digo e em seguida vejo ela correr até o meio da pista. - Finge que eu sou um pino e me acerta. - diz divertida e eu n**o. - Ela é maluca, a Luna tem uma mira tão r**m que parece ser míope. - diz Kai rindo e eu reviro os olhos. - Ela não pode ser tão r**m. - diz James rindo. - Acredite em mim quando digo que a mira dela é um desastre, até a serpente do lago n***o pode afirmar isso. - diz Kai e eu nem preciso olhar para o lado para saber que ele está se referindo a Petra. - Ele não tá mentindo, a Luna parece uma criança que vai jogar algo pra frente e acaba deixando cair na própria cabeça antes mesmo de jogar. - diz Petra e eu respiro fundo sabendo que é verdade. - Não liga pra eles lobinha, foca em mim. - diz Pandora acenando para mim. - Me acerta, eu não me importo de ser o seu alvo, então mostre que você é capaz. - completa sorrindo da maneira que eu gosto. Um sorriso verdadeiro. Ela está me incentivando e eu quero corresponde-la de maneira positiva. Sorrio e em seguida respiro fundo olhando para ela, dou alguns passos a frente e em seguida jogo a bola e fecho os olhos torcendo para acertar pelo menos uma vez. Uma vez na vida. Me deixa ser boa em alguma coisa só dessa vez vida. Só dessa vez. ____________________________________________ Noto que a bola que Luna jogou não foi forte o suficiente e então dou um jeitinho para que a bola siga até os pinos passando por baixo das minhas pernas fazendo um belo strike. - p**a QUE PARIU ! - grita Kai incrédulo enquanto eu sorrio de canto. - Isso é inacreditável. - diz Petra negando com a cabeça. - STRIKE ! - grita James comemorando junto a Calvin e em seguida os dois correm até a garota e a abraçam. - Você conseguiu ! - diz Calvin rindo enquanto Luna sorria incrédula retribuindo o abraço. - Isso é impossível. - diz Kai indo até a garota enquanto eu aproveito o momento de distração para observar o atendente enquanto penso que nada é impossível quando se tem uma filha de uma bruxa por perto. O homem estava com a parte traseira de seu celular apontada para onde Luna está ainda abraçando os garotos e isso me faz pensar que terei que fazer ele engolir esse aparelho como castigo por ser um maldito espião. Eu vou adorar torturar ele. Mal posso esperar pelo fim dessa saída em grupo. - Pandora. - a voz de Luna me faz desviar minha atenção do homem e quando me viro para a olhar sou surpreendida por seus braços me envolvendo em um abraço. - Obrigada por acreditar em mim. - diz me apertando deitando o queixo em meu ombro e eu prendo a respiração confusa sobre o que fazer e então a figura de James chama minha atenção. O garoto faz um gesto para que eu envolva meus braços em volta da cintura da garota e retribua o abraço, suspiro fazendo o que ele disse e então ele sorrir levantando o polegar. - Você acreditou em mim primeiro, não deveria, mas acreditou. - digo um pouco incerta se o que deveria dizer é realmente isso mesmo. - Eu só retribui. - completo e ouço ela suspirar. - Te abraçar é bom, apesar de sentir que você está um pouco desconfortável. - diz como se me conhecesse muito bem e em seguida se afasta para me olhar nos olhos. - Eu gosto de te olhar e ter uma prévia da beleza do mar de Tenerife através dos seus olhos. - completa divertida sorrindo, porém seus olhos tinham um brilho sincero que mostrava que ela está sendo sincera, apesar de ter dito isso em tom de brincadeira. Eu não sei o que tá acontecendo, mas suas palavras parecem ter tido algum efeito sobre mim, um efeito que eu desconheço e que sinto que não posso sair por aí fazendo pesquisas para descobrir ou observar pessoas. Suas palavras tem peso e eu estou sentindo esse peso em meu coração, engulo seco apenas a encarando enquanto ela ainda sorria com uma expressão alegre e então um pouco, na verdade muito confusa eu a envolvo em um abraço sentindo meu coração bater tão apressado me causando uma agonia totalmente desconhecida por mim. Ligação. Só pode ser coisa da ligação. Essa maldita... m***a ! - Gostei da iniciativa. - diz divertida e eu sorrio de canto me afastando. - Não foi desconfortável te abraçar e ser abraçada por você. - digo olhando para ela. - Mais foi diferente de abraçar a minha mãe e ser abraçada por James. - completo e então ali está a expressão que mais domina sua face. A curiosidade. Em meses a observando eu pude notar varias coisas na garota e o fato dela ser curiosa foi a primeira delas, eu até acho interessante isso nela, essa garota fica a ponto de surtar quando quer descobrir algo ou quando está em busca de algo, ela as vezes é tão paciente quanto um monge, mas em outras ela se torna uma tempestade de impaciência que vai acabar causando vários estragos a qualquer momento. Causar estragos. Estou ansiando pelo momento em que a verei em seu estado extremo de poder e loucura. - Diferente de um jeito bom né ? - questiona preocupada e eu dou de ombros. - Eu não faço idéia. - respondo divertida e ela sorrir empurrando meu ombro de leve. - Eu tô vendo demais ou de repente vocês ficaram muito fofas juntas ? - pergunta Calvin coçando a cabeça e eu o olho. - Acho que você tá precisando trocar as lentes. - respondo com uma expressão de diversão e ele sorrir. - Concordo, afinal a única pessoa do grupo com habilidade master pra ser fofucho é você. - diz Luna e o loiro revira os olhos. - O Cal também poderia ser irmão da Pandora, eles se parecem um pouco. - diz Petra e eu a olho. - Agora que você falou eu também tô notando uma semelhança. - diz James alternando seu olhar de mim para o loiro. - Eu adoraria ter uma irmã. - diz Calvin dando de ombros enquanto vejo Kai pegar seu celular no bolso da frente da calça. Observo Kai olhar confuso para a tela do aparelho e em seguida o guarda no bolso e então olha para Luna e logo depois para Petra, a segunda nota o olhar do garoto e então se levanta o encarando parecendo conversarem através do olhar. Isso é coisa de lobo. A história típica de lobos compartilharem pensamentos. - Tá na nossa hora, Luna. - diz Petra rompendo o contato visual com Kai. - O que ? - pergunta Luna confusa. - Nossos pais estão voltando de viagem, temos que ir para casa espera-los. - responde Kai e então o brilho alegre que estava deixando ainda mais belas as esferas verdes que Luna chama de olhos vai se apagando lentamente enquanto seus ombros caem demonstrando desânimo. Me aproximo dela e a olho de canto enquanto passo um braço em volta de seu pescoço. - Ei, acho que nos vemos amanhã lobinha do strike. - digo e ela me olha sorrindo em seguida mostrando seus dentes brancos e bem alinhados. - Nos vemos amanhã mestre Yoda. - diz divertida e eu sorrio de maneira contida. - Eu vou pagar a conta. - diz Kai enquanto eu caminho ao lado de Luna vendo Petra com uma expressão desconfiada enquanto olhava ao redor. - Pode deixar, hoje é por minha conta. - digo chamando a atenção de todos. - Eu perdi a aposta e tenho que cumprir com a minha parte. - diz Kai sério e eu reviro os olhos. - Outro dia você faz isso, hoje eu pago em homenagem ao primeiro strike da lobinha. - digo olhando de canto para Luna que sorrir negando com a cabeça. - E antes que comece com todo o blá blá blá de " eu perdi a aposta e agora tenho que honrar minha parte. " Eu quero deixar claro que você não tem escolha aqui, na verdade nenhum de vocês tem, então apenas aceitem. - completo impaciente. - Não vou fazer cerimônia, se você quer pagar o problema é todo seu. - diz Petra dando de ombros. - Tá legal. - diz Kai se rendendo e em seguida olha para Calvin. - Quer carona pra casa ? - pergunta e o loiro n**a. - Eu acho que vou ficar mais um pouco, James disse que quer me mostrar algo, então vou esperar. - responde o loiro olhando para James que assente e em seguida me olha. - Não se preocupa, Pandorinha e eu vamos cuidar do seu fofucho. - diz James divertido e Kai olha para mim. - Eu deixo ele em casa. - digo e ele sorrir. - Okay, então até mais pessoal. - diz Kai se despedindo. - Até amanhã gatos e gata. - diz Petra acenando e em seguida começa a andar para fora da pista. - Até amanhã meninos. - diz Luna se despedindo de James e Calvin com um aceno e em seguida me olha. - Até amanhã Pandorita. - completa se afastando e eu reviro os olhos, mas sorrio de canto em seguida acenando para ela que retribui e em seguida corre até Kai. Volto minha atenção para o atendente guardando seu celular em uma mochila e em seguida juntas suas coisas e isso me faz sorrir sabendo que o meu momento de diversão chegou. - Rapazes, eu vou pagar a conta e em seguida vou lá fora fazer uma ligação, se importam de se divertirem sem mim ? - pergunto e os trocam olhares confusos. - Não quer que a gente vá com você ? - pergunta James com um tom de preocupação. - Pode ter algum b****a lá fora que pode te incomodar. - diz Calvin e eu sorrio incapaz de conter minha animação ao ver o atendente se dirigir até a saída do local. - Eu sei me virar sozinha, não se preocupem, apenas tentem se divertir. - digo e em seguida começo a andar em direção a saída vendo o homem que seria minha diversão passar pela porta. James e Calvin nem tentam argumentar, o que eu agradeço mentalmente, pois não estou nem um pouco afim de perder tempo com mais nada, meu foco agora e ir em busca do prato principal, então quando passo pela porta e vejo o homem andando em passos lento até o estacionamento totalmente despreocupado, eu sinto todo o meu corpo vibrar de alegria. Sim, alegria ! A alegria de ser uma predadora prestes a devorar sua presa. Caminho tranquilamente mantendo uma certa distância do homem que caminhava tranquilamente em direção a uma Range Rover branca provavelmente do ano dois mil e quinze, olho em volta para garantir que estamos a sós e então espero o homem se aproximar do carro e abrir a porta para entrar em ação. - Aí meu pé. - digo em falso tom dramático me jogando no chão fazendo uma falsa expressão de dor vendo o homem se virar e em seguida correr até mim caindo na armadilha clássica. - Deixa eu te ajudar. - diz me estendendo as duas mãos que eu seguro olhando em seus olhos. - Você tropeçou ? - pergunta e eu assinto. - Acho que torci o tornozelo. - respondo fingindo não conseguir apoiar o pé no chão e então ele se inclina para baixo sorrindo. - Eu te levanto. - diz agarrando minha cintura e em seguida me ajuda a levantar. - Obrigada, você é um anjo. - digo sorrindo largo com a minha melhor expressão de garota sensível. - Não foi nada. - diz ainda segurando a minha cintura. - Eu te vi lá dentro, seus amigos foram embora né, precisa de carona ? - pergunta e eu assinto. - Sim, eu estava correndo para tentar alcança-los, mas como a boa garota desastrada que sou, acabei tropeçando em meus próprios pés. - respondo e ele sorrir. - Tudo bem, posso te deixar em casa se você quiser ou chamar um táxi. - diz e eu sorrio abertamente para ele. - Não quero incomodar. - digo com um falso tom envergonhado. - Não incomoda, vem, vou te ajudar. - diz e então eu permito que ele me guie até seu carro enquanto eu manco falsamente. Ele abre a porta para mim e eu sorrio entrando em seu carro, me sento e em seguida ele fecha a porta e corre para o outro lado. - Onde fica sua casa ? - pergunta me olhando enquanto liga o carro. - Onde fica a sua casa ? - pergunto sorrindo de maneira maliciosa e a expressão de surpresa em seu rosto me enche de alegria. - Eu moro fora da cidade, estou aqui a trabalho. - responde enquanto eu me aproximo dele. - Aposto que deve ser um trabalho importante. - digo com a voz arrastada e ele suspira. - Quantos anos você tem ? - pergunta e eu sorrio. - A minha idade não é importante agora. - respondo aproximando lentamente meu rosto do seu olhando em seus olhos. - Mais o seu trabalho nessa cidade me interessa muito, então porque não me conta mais sobre isso enquanto você dirige até um lugar mais reservado. - digo deixando que meu dom natural de coerção o domine. - Eu estou aqui a pedido do meu alfa. - diz desviando sua atenção para o volante e em seguida dirige como mandei. - Então você é um lobinho usando um artefato mágico para esconder sua presença, acertei ? - pergunto voltando ao meu lugar. - Ah, vira a direita e depois a esquerda e então pode seguir em linha reta até a estrada principal. - digo e ele assente fazendo o que mandei. - Eu estou usando um colar que esconde minha presença de lobo me tornando um humano aos olhos de outros seres sobrenaturais. - diz seguindo em linha reta para entrar na estrada principal. - Porque está escondendo sua presença e porque estava vigiando Luna Blackwood ? - pergunto me esticando para pegar seu colar. - Ela foi oferecida como noiva ao meu alfa há dois dias atrás e então eu tive que vim até essa cidade para saber se ela era realmente linda como foi mencionado. - responde e eu o encaro sentindo uma irritação tão grande que me obriga a respirar fundo para conter a vontade de jogar esse i****a contra o parabrisa do carro. - Quem ofereceu ela para o seu alfa ? - pergunto prendendo a respiração quando entramos na estrada principal usada para entrar e sair da cidade. - O pai dela. - responde e isso não me surpreende, mas me deixa ainda mais irritada. - Me dá seu celular. - digo olhando para a estrada vazia enquanto ele pega o celular no bolso da calça e em seguida me entrega o aparelho. - Qual é a sua senha ? - pergunto colocando uma mão em suas costas agarrando sua camisa. - Alice Collymore. - responde e então eu o jogo para frente vendo seu corpo colidir com o parabrisa quebrando o vidro e em seguida cair alguns metros a frente enquanto eu tomo seu lugar rapidamente para frear o carro descontrolado. Paro o carro e em seguida chuto a porta com força para liberar um pouco da irritação vendo algumas peças que mantém a porta presa e segura voarem enquanto a mesma cai no chão. Em seguida saio do carro e caminho lentamente até o homem caído na estrada gemendo de dor e então reparo o osso da sua canela exposto e enquanto ele tenta colocar sua mão direita deslocada fora do lugar e eu sorrio adorando ver o sangue descendo por sua testa sujando seu rosto. - Suponho que seu alfa não tenha sido o único a quem o Blackwood ofereceu a mão da Luna em casamento. - digo desbloqueando seu celular e em seguida olho sua galeria vendo várias fotos de Luna na escola ao lado de Kai e outras dela essa noite, inclusive em uma delas a garota estava sorrindo para mim enquanto eu tinha os olhos fechados e segurava a bola de boliche. - Ele ofereceu para alfas de outras alcatéias também e ele foi até nossa cidade para conhecer nosso alfa e então o escolheu após conversarem. - diz e eu reviro os olhos enquanto eu saio da galeria e então entro no aplicativo de mensagens. - Ah, então o papai lobo já tem o seu pretendente favorito ? - questiono sarcástica parando ao lado do homem o vendo segurar sua mão e em seguida faz um movimento para colocar o osso de volta no lugar gritando de dor me fazendo sorrir. - Eu adoro esse som, o desespero e sofrimento alheio é a minha maior alegria. - digo animada. - Quem é você ? - pergunta voltando a ter controle sobre si e então eu me abaixo e agarro seu pescoço o fazendo me olhar. - Eu sou a esperança de alguns e tormento dobrado para outros. - respondo divertida. - Como se chama o seu alfa e em que lugar a sua alcatéia vive ? - pergunto usando a coerção novamente. - Adler Collymore, a nossa alcatéia vive na cidade de Blackwood. - responde e eu arqueio uma sobrancelha. - Porque a sua alcatéia vive na cidade onde nasceu a maior parte da geração Blackwood antes de virem para Mount Holly ? - pergunto o fazendo olhar em meus olhos. - A família Blackwood fundou a cidade, mas um tempo depois os antepassados do meu alfa tomaram a cidade obrigando a família Blackwood a fugir de lá após um conflito entre as alcatéias. - responde e eu só consigo pensar que Cerberus Blackwood não escolheu esse tal Adler por acaso. - O que tem de especial nessa cidade ? - pergunto vendo seus olhos de lobo. - Eu não sei. - responde e eu reviro os olhos. - Como conseguiu o colar que usou para esconder sua presença ? - pergunto apertando o machucado em sua testa que se curava aos poucos o vendo se contorcer de dor. - Era da família Blackwood, o alfa vive na mansão antiga que era da família fundadora e a casa tem alguns artefatos mágicos. - responde e então eu entendo o que motivou Cerberus a escolher o alfa descendente da alcatéia que envergonhou seus antepassados. Solto o pescoço do homem e em segui piso encima do osso quebrado e exposto em sua canela ouvindo ele gritar enquanto pego celular dele novamente e em seguida digito Adler Collymore nos contatos, mas não acho nada e então digito " alfa " na barra de pesquisa e reviro os olhos ao ver o contato do homem aparecer e então guardo o aparelho em meu bolso novamente. - Okay, vamos recapitular nossa breve e maravilhosa conversa. - digo me virando de costas dando alguns passos a frente com as duas mãos atrás de minhas costas. - O papai lobo viajou para ir selecionar a dedo um macho alfa de quinta qualquer para se casar com a Luna e o alfa escolhido te mandou aqui para espionar a garota e ter certeza de que ela era tão linda quanto seu pai disse que era, estou certa ? - questiono irritada. Quem aquele b****a escroto do Cerberus Blackwood pensa que é para tirar o direito de escolha de Luna sobre com quem ela vai se casar. Esse macho alfa de ego ferido e masculinidade frágil está pedindo para ser castigado. Nego com a cabeça sorrindo ao pensar que há tantas maneiras de ferir ainda mais o ego do homem e eu vou adorar usar cada uma delas. - Sabe, eu não sou muito de fazer planos, mas eu tenho alguns objetivos para alcançar e eu odeio quando pessoas idiotas atravessam meu caminho e tentam atrasar meus planos. - digo ainda de costas para o homem. - Então me irrita muito saber que um velho b****a foi em busca de um noivo para a minha lobinha... - faço uma pausa tentando conter a irritação. - Luna Blackwood é minha. - digo me virando para o olhar vendo ele agora sentado tentando colocar o osso de sua perna de volta no lugar. - Aquela lobinha é a minha ligação e eu não vou permitir que nada a impeça de chegar ao seu destino final, então você vai ser meu aviso amigável para que seu alfa fique longe da minha alfa. - completo me aproximando dele e em seguida piso em sua mão e a pressiono contra o osso quebrado. - Me mata logo. - pede e eu n**o com a cabeça. - Eu quero muito arrancar seu coração e suas tripas e mandar para o seu alfa pelo correio, mas antes eu preciso entrar na sua mente e revirar todas as suas memórias, então olha nos meus olhos, acho que você vai gostar, porque recentemente alguém disse que eles lembram o mar de Tenerife. - digo sorrindo de canto usando a coerção para fazê-lo me olhar nos olhos e então invado sua mente absorvendo cada uma de suas memórias de maneira rápida e silenciosa. Essa minha habilidade é um prato cheio. E eu a adoro. - Foi ótimo te conhecer namoradinho morto da irmã Collymore. - digo sorrindo após absorver todas a suas memórias e em seguida arranco seu coração. Isso foi maravilhoso. A melhor sensação de todas. Pego meu celular e em seguida ligo para Mikhaela, demora um pouco para que ela finalmente atenda. Mikhaela : - A filha desnaturada ligando para a mamãe, acho que aquele ditado de " o bom filho a casa torna " realmente é verdadeiro. - diz sarcástica do outro lado da linha e eu sorrio. Pandora : - Tenho um presente pra você mamãe, aposto que vai adorar. - digo no mesmo tom e em seguida encerro a ligação. Ela sabe exatamente a onde deve ir após essa ligação, ela me criou e me ensinou tudo que eu sei, se tem alguém que posso afirmar que sabe bastante sobre mim é ela. ________________ Continua ________________
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