Observo Mikhaela fazendo algumas anotações em seu caderno na escrivaninha no canto do porão enquanto desço as escadas com uma panela de água quente para acordar o mimadinho Blackwood de maneira super carinhosa.
- Você não devia estar na escola ? - pergunta e eu reviro os olhos.
- Não devia estar me contando o que descobriu sobre mim ? - pergunto sarcástica e a ouço suspirar.
- Se estiver pronta para ouvir tudo o que descobri recentemente, então eu te conto, porque eu não quero correr o risco de te contar e depois você sair por aí destruindo essa cidade, afinal bancar a serial killer em Chicago antes de virmos para cá não foi nada legal. - responde e eu solto uma risada sarcástica.
- Acha que saber que eu sou amaldiçoada me faria sair feito louca por aí matando até gato e rato ? - pergunto e ela se vira rapidamente me olhando de maneira avaliativa.
- Ela te procurou não foi ? - pergunta e eu coloco a panela com água quente encima da estante de livros e então me aproximo dela.
- Eu não gosto quando você esconde as coisas de mim e eu tô pouco ligando para o fato de eu ser uma criatura amaldiçoada pela própria mãe, afinal já era de se esperar algo assim levando em conta o fato dela ter me deixado em uma caixa na sua porta como se eu fosse um lixo descartável. - digo irritada olhando em seus olhos e ela suspira.
- Você não é um lixo descartável. - diz e eu reviro os olhos voltando até a estante de livros para pegar a panela com água quente.
- Não vem com esse papo meloso que eu não tô nem um pouco afim de ouvir os contos emotivos da bruxa desalmada. - digo olhando para ela. - Eu não sou mais uma criança, não tem nada que você diga que possa me magoar, ainda mais se for a verdade. - completo e em seguida volto minha atenção para o homem acorrentado a minha frente.
- Tá legal, eu vou dizer tudo o que sei, incluindo o fato de que não há nenhuma maneira de você conseguir quebrar a ligação entre você e Luna Blackwood e essa ligação não vai acabar após a transformação dela. - diz e eu jogo a água quente no homem vendo sua pele ser queimada enquanto ele grita de dor acordando.
- Então temos uma ligação de sangue ? - questiono a olhando.
- Eu não sei como isso é possível, mas após meses pesquisando e tentando quebrar essa ligação entre vocês de várias maneiras eu tive uma resposta, vocês estavam destinadas a se encontrarem, porque ela precisa de você e você precisa dela. - responde e eu sorrio sarcástica.
- Eu não preciso de ninguém, eu sei me cuidar sozinha. - digo e ela suspira.
- Pode não precisar dela agora. - diz e eu olho para o homem o vendo choramingar enquanto se cura lentamente e então pego uma barra de ferro e cutuco as queimaduras dele o vendo se contorcer de dor.
- Aquela bruxa disse que pode me levar até a minha mãe biológica, ela estava mentindo ? - questiono sem a olhar focada em apreciar o sofrimento do bebê Blackwood.
- Não, ela não estava mentindo. - responde se aproximando olhando para o homem com uma careta. - Ficou horroroso. - diz pegando a barra da minha mão.
- O que sabe sobre essa marca que eu tenho ? - pergunto a olhando e ela retribui o olhar.
- Que se trata de um selo para conter alguma coisa muito poderosa, talvez uma magia jamais vista ou talvez tenha algo haver com as experiências da tríade de sangue. - responde pensativa. - Fiquei sabendo que a tríade tem tentando criar tribidos após a aparição do primeiro híbrido há alguns anos. - completa e eu faço uma careta.
- Achei que híbridos fossem seres de histórias de ninar que você me contava antes de dormir. - digo divertida pensando na possibilidade de esbarrar em um. - Eles são realmente fortes ? - pergunto e ela assente. - Acha que eu seria derrotada por um ? - questiono animada com a possibilidade de ter um adversário a altura.
- Talvez você seja uma deles. - responde e eu arqueio uma sobrancelha curiosa e em seguida olho rápidamente para o homem vendo que ele desmaiou. - Sua mãe pode ter te amaldiçoado para impedir que você complete a transição se tornando uma criatura irritantemente poderosa, talvez você possa ser até uma tribida, isso explicaria o fato da tríade de sangue te querer tanto, você pode ser uma experiência que deu certo e então sua mãe fugiu para impedir que te usassem como bem quisessem. - completa e eu faço uma careta rindo.
- Isso seria algo estupidamente inacreditável demais para ser real, sem contar que se fosse possível eu ser uma deles, se a minha mãe fez isso comigo para conter a transição, então porque eu não sou tão fraca quanto um humano. - questiono indo até a marreta que comprei mais cedo encostada no canto da parede. - Porém seria interessante, não posso negar. - completo sorrindo e em seguida golpeio o homem com a marreta o fazendo acordar e ao vê-lo vomitar faço uma careta.
- Você realmente me assusta as vezes. - diz Mikhaela negando com a cabeça enquanto faz uma careta de nojo. - E se essa hipótese for verdade, então o selo não foi forte o suficiente para conter suas habilidades presas e você é muito malvada. - completa e eu dou de ombros sorrindo.
Talvez eu seja muito malvada.
Mais as vezes eu sou um pouco menos malvada.
Isso serve de alguma coisa ?
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Caminho pelo corredor em direção ao vestiário para tomar banho após a aula de educação física, eu provavelmente serei a última a chegar e a última a sair, também irei me atrasar para a minha última aula, o que me faz pensar que tudo ficou um pouco esquisito a partir do momento em que estava balançando a perna sem parar ansiosa para ver Pandora, porém ela não apareceu e sequer mandou uma mensagem avisando que não viria hoje, não que ela me deva satisfação, mas eu queria vê-la, ainda mais depois de ter aquele sonho que não sai da minha cabeça, eu poderia dizer que esse sonho foi somente mais um sonho qualquer e sem sentido, mas eu sinto que não, não foi só um sonho e não foi sem sentido. A verdade e que após passar a manhã inteira pensando sem parar e repassando cada frase dita por mim e por ela naquele sonho eu cheguei a conclusão de que cada palavra que saiu da minha naquele sonho são coisas que eu sinto e reprimo.
Sim, eu reprimo.
Ela me faz sentir coisas que eu nunca senti e então eu reprimo todos esses sentimentos confusos e finjo de maneira ridícula que eles não significam nada, mas eles significam.
Eu sinto alguma coisa por ela.
E eu a quero por perto, porque ela me atraí e por mais sabe-se lá o que, que eu não sei definir ainda.
Suspiro entrando no vestiário sorrindo para mim mesma ao vê-lo vazio enquanto penso no quanto tudo isso é louco, eu sinto atração por Pandora, eu a quero de maneira inconsciente e as vezes acho que até consciente, porquê eu sinto coisas quando ela me toca que fazem meu sangue literalmente ferver, quando ela me abraça eu me sinto segura e quando me olha com aqueles olhos azuis hipnotizantes eu sinto o meu estômago revirar, eu literalmente ouço meu coração bater no meu ouvido me deixando tonta e quando me vejo estou em um transe onde eu sonho com ela enquanto minha mente grita e me faz sentir todos os sentimentos e sensações que eu reprimo. Pego minha toalha e minhas peças íntimas no armário e então sigo para o chuveiro fechando a porta, tiro minha roupa e em seguida ligo o chuveiro sentindo a água quente fazer todos os músculos tensos do meu corpo relaxerem aos poucos.
Mais isso não é o suficiente para calar todos os meus pensamentos em relação a toda essa bagunça na minha vida.
Eu acho que finalmente cheguei a beira do caos.
Estou quebrando regras da alcatéia, investigando a morte de alguém que eu era pequena demais para me lembrar de qualquer coisa relacionada a ela, a primeira pessoa por quem estou sentindo atração é uma garota linda e aparentemente não é louca, eu nunca pensei que alguém comum me atrairia, eu sempre pensei que eu fosse sentir essas coisas por alguém longe de ter uma sanidade mental intacta, mas ela me parece super normal. Também estou tendo sonhos malucos com ela, com uma lua de sangue, pessoas mortas, meu pai, meu tio e então tem aquela voz que repete sempre a mesma coisa.
" Kasper Blackwood. "
" Eu amaldiçoou todo o seu clã. "
" A primeira alfa. "
Fecho os olhos e respiro fundo tentando conter a parte de mim que quer surtar, ouço a porta do vestiário ser aberta e em seguida fechada com um pouco de força, junto as sobrancelhas em confusão e em seguida desligo o chuveiro, me seco rapidamente e em seguida visto minhas peças íntimas para depois me enrolar na toalha desconfiada ao ouvir passos pesados.
- Tem alguém aí ? - pergunto pegando minhas peças de roupa, mas paro ao ouvir um barulho irritante que me causa uma gastura na cabeça e fazem meus tímpanos doerem. - Para com esse barulho irritante. - peço e leva alguns segundos para que o barulho diminua e então finalmente pare.
Que barulho irritante e como se tivesse arrastando a unha em um quadro, suspiro voltando voltando a juntar minhas coisas quando ouço os passos se aproximarem das cabines de banho, me abaixo para tentar ver quem estava vindo, olho em volta sentindo nojo por encostar meu joelho no chão molhado e provavelmente cheio de bactérias, mas esqueço esse sentimento ao ver alguma coisa passar rapidamente entre os armários e então me levanto assustada me encostando na parede de madeira da cabine.
Merda.
O que era aquilo ?
Respiro fundo tentando manter a calma e então ouço o barulho aquele barulho irritante outra vez, porém dessa vez parecia mais alto, largo minhas roupas e cubro minhas orelhas com as mãos para tentar abafar o som, mas não é o suficiente, sinto minha cabeça latejar ao ouvir o som irritante ficar ainda mais alto.
- Para com isso ! - grito irritada sentindo meus olhos arderem e minha visão ficar turva.
Caio de joelhos sentindo meu coração bater tão rápido tornando difícil respirar tranquilamente, sinto um calafrio forte que faz meu corpo tremer, meu peito subindo e descendo de uma maneira tão rápida na tentiva frustrante de conseguir puxar o ar para dentro de meus pulmões, espalmo minhas mãos no chão sentindo uma sensação estranha percorrer por todo o meu corpo enquanto uma gota de suor escorre de minha testa caindo no chão, olho por baixo da porta vendo um lobo enorme com olhos dourados brilhantes e pelo escuro vindo em direção a cabine que estou, tento me mexer mais meu corpo parece pesado demais para qualquer movimento.
" Luna Blackwood. "
" A escolhida. "
" Eu amaldiçoou seu clã. "
" Na lua de sangue ela renascerá como a primeira alfa dando início ao fim do legado Blackwood. "
Aquela voz parecia estar dentro da minha, fecho os olhos e tento pensar em alguma coisa, ouço algo bater violentamente contra a porta da cabine e abro os olhos vendo patas bizarras de lobo.
- Vai embora ! - exclamo reunindo forças para me levantar enquanto aquela coisa bate novamente contra a porta quebrando a tranca.
Me levanto e empurro a porta contra aquele monstro ouvindo aquela voz repetir todo aquele mantra irritante outra vez e fecho os olhos.
- CALA A BOCA ! - grito empurrando a porta com mais força e segundos depois ouço um barulho estrondoso.
Abro os olhos vendo a porta quebrada mais a frente e vários armários amassados, arregalo os olhos assustada tentando entender o que fiz e ao ouvir a porta ser aberta eu me encosto na parede da cabine na tentativa de me esconder enquanto tento entender como diabos fiz isso.
- p**a m***a ! - ouço a voz de Petra e então saio da cabine a vendo com uma expressão incrédula e quando me olha ela suspira. - m***a, Luna. - diz se aproximando enquanto eu tento conter as lágrimas loucas para saírem. - Vem comigo. - diz me puxando até meu armário.
Ela o abre e em seguida pega minhas roupas, ela puxa minha toalha e em seguida me entrega as roupas.
- Se veste rápido. - diz séria e em seguida vai até a cabine enquanto eu tento me vestir o mais rápido que consigo.
Ela pega minhas roupas que estavam no chão e em seguida volta até mim, pega uma sacola no meu armário e coloca as roupas, pega meu celular e minhas e em seguida espera que eu termine de me vestir para me entregar tudo.
- Vai para o estacionamento e fica no meu carro, eu vou dá um jeito nessa bagunça. - diz pegando a chave de seu carro em seu bolso e em seguida a coloca em minha mão. - Não fala com ninguém e fica lá quietinha até eu chegar. - completa e eu me limito a assentir confusa demais com toda essa situação e agora ainda mais confusa por ela estar me ajudando.
Sigo para fora quase tropeçando em meus próprios pés enquanto minha cabeça tá uma bagunça e quando passo pela porta olho em volta com medo da possibilidade de alguém ter ouvido tudo assim como Petra ouviu, então corro o mais rápido que posso vendo algumas pessoas mais a frente me olharem confusas enquanto sigo em silêncio para o estacionamento.
Acho que tem coisa demais para processar agora.
Tenho que focar apenas em me trancar no carro de Petra.
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O tempo em que fiquei esperando Petra foi com toda certeza o mais agoniante e estressante da minha vida e quando a garota abriu a porta do carro rapidamente entrando no mesmo com tudo me fazendo pular de susto enquanto ela sorrir achando minha reação engraçada, eu senti vontade de soca-la, mas não poderia, não depois dela ter me ajudado.
Isso tá me deixando confusa e frustrada.
Eu não sei o que ela vai ganhar fazendo isso, ou talvez ela queira algo de mim.
Me resta tentar descobrir o que ela quer.
- Quer ir pra casa ou prefere um lugar com menos masculinidade frágil e egos que podem construir um prédio de tão grandes que são ? - questiona divertida e eu a olho confusa enquanto ela está focada na estrada.
- O que significa isso ? - pergunto confusa e ela me olha rapidamente.
- Isso o que ? - questiona e eu aponto para mim, ela e tudo em volta. - Precisa ter um significado ? - questiona e eu assinto a vendo revirar os olhos.
- Precisa, afinal você passou a me odiar sem motivo algum por meses, se transformou em uma escrota e espiã do meu pai e agora do nada me ajuda. - respondo e ela suspira. - O que você ganha com isso ? - pergunto e ela para o carro no sinal e em seguida me olha.
- Porque você não diz logo para onde quer ir e para de encher o saco ? - questiona parecendo irritada e eu respiro fundo tentando conter a vontade de socar ela.
- Porque você não vai se f***r ? - pergunto irritada e ela arqueia uma sobrancelha.
- Eu ir me f***r ? - questiona rindo e em seguida empurra meu ombro. - Vai se f***r você. - diz empurrando meu ombro novamente. - Eu faço a caridade do ano e você ainda vem encher a d***a do saco que eu não tenho, então se fode Blackwood. - completa e eu empurro seu ombro.
- Não, se fode você. - digo empurrando seu ombro novamente. - Nós eramos melhores amigas e você estragou tudo por nada, porque eu nunca te fiz absolutamente nada. Na verdade tudo o que eu fiz foi ser a sua melhor amiga, a m***a da irmã que você não tinha e eu achei que você era a minha, mas você me abandonou do nada e ainda passou a me odiar e nem me diz o porque, então vai a m***a Petra Wheeler. - continuo a empurrando outra vez. - E se quer saber me ajudar hoje após me odiar e ser uma escrota filha da p**a comigo por meses não muda nada, você continua sendo a p***a de uma escrota e se quer saber logo esse sentimento vai ser recíproco, porque eu estou à um passo de te odiar. - completo a empurrando e em seguida abro a porta do carro.
- Volta aqui abelhinha rainha. - diz debochada abrindo a porta do carro também.
- Eu não quero a sua caridade, então enfia ela aonde o sol não bate quem sabe assim você relaxa um pouco e para de ser uma escrota de m***a. - digo caminhando entre os poucos carros vendo alguns passarem por mim devagar desviando como podem.
- Tá legal, eu sou a escrota, que se dane essa m***a, eu não ligo, mas se quer me odiar então saiba que você não é muito melhor do que eu. - diz e eu me viro para a encarar a vendo caminhando entre os carros até mim enquanto ouvimos várias buzinas. - Eu não te odiei sem motivo, mas você é i****a demais para entender que não se pode ter sempre tudo o que se quer do jeito que você quer, então se quer me odiar vai em frente, me odeia maluca surtada e destruidora de vestiários, mas saiba que eu ainda vou estar aqui amanhã, eu ainda vou fazer parte da sua vida para o bem ou para o m*l, não importa o que você faça. - completa e eu a encaro confusa enquanto ela me encara com os braços cruzados e uma expressão irritada.
- Saiam do meio da rua garotas idiotas. - diz um homem barbudo de olhos esbugalhados buzinando sem parar, seu carro estava atrás de outro veículo que está atrás do de Petra tentando sair dali sem bater.
- Cala a boca velho b****a, não se mete onde não foi chamado cosplay gordo do Mr. Bean. - diz Petra irritada olhando para ele.
- Me manda calar a boca e me chama disso de novo e eu vou até aí te ensinar boas maneiras sua p*****a. - diz e eu o olho me sentindo irritada com seu tom machista.
- Vai se f***r seu escroto ! - digo chutando a porta de seu carro.
- Eu vou dá a lição que seus pais não deram. - diz abrindo a porta do carro e antes que ele saia Petra surge do nada chutando a porta a fazendo bater contra o rosto do homem, em seguida ela agarra a nuca dele e em seguida bate a cabeça dele contra o volante e eu faço uma careta ao ver seu nariz sangrando, mas sorrio em seguida achando bem feito pra esse i****a.
- Vem comigo agora e depois a gente se mata. - diz me puxando de volta para o seu carro.
Assim que entro no carro ela sai dali rapidamente enquanto eu tento entender o que diabos tá acontecendo hoje, olho para Petra e ela me olha também e então isso é o suficiente para nos fazer rir, rir como a gente costumava rir sempre que estávamos juntas fazendo qualquer coisa boba, rimos da mesma maneira que rimos quando ela caiu da casa na árvore que costumava ser nosso esconderijo secreto quando eramos crianças e quebrou um dente, rimos como quando ela me encorajou a aceitar ser o par de Brandon McMillan na sua festa de quinze anos e no fim da noite quando ele tentou me beijar eu vomitei nele por estar cheia demais e enjoada depois de comer vários doces. Rimos como se ainda fôssemos melhores amigas e o tempo não tivesse passado, mas eu sei que no final eu não teria a minha melhor amiga de volta, sei que não a terei nos momentos em que me sentir sozinha e não puder conversar com Kai, porque ele não me entenderia como ela o faria e eu digo isso porque eu me senti assim nos últimos meses desde que ela deixou de fazer parte da minha vida de uma maneira positiva, então vou rir como se o tempo não tivesse passado e quando chegar em casa eu deixarei que tudo saia e voltarei a aceitar que a Petra Wheeler que eu conheci não existe mais.
Vou aceitar os efeitos do tempo e surtar com toda essa loucura que anda sendo a minha vida nos últimos dias.
________________ Continue _________________