Me levanto irritada ainda ouvindo a voz daquela coisa ecoando na minha mente e em seguida vou até a caixa e a pego, olho em volta mais uma vez para garantir que não estou mais naquela floresta e então sigo para fora do túnel com a caixa debaixo do braço quando meu colar brilha me fazendo parar no meio do caminho e então eu ouço um uivo alto, um uivo conhecido. Corro seguindo o som de agonia da loba me perguntando por quanto tempo fiquei naquele delírio ao ponto de permitir que aqueles três fossem atacados, sim, os três foram atacados, eu posso sentir outras presenças aqui além da deles, bruxas, vampiros e híbrido.
Um híbrido aqui.
Então é a tríade.
Como eles sabiam disso ?
Aquele Machiavelli deve ter alguma coisa haver com isso, eu devia ter esquartejado ele e jogado seus restos mortais para os cachorros, mas se ele estiver aqui vai virar comida de tubarão, porque dessa vez eu não o deixarei fugir. Sinto o cheiro do sangue de Petra mais próximo e então mais a frente posso vê-la caída no chão com o híbrido ridículo pisando em seu pescoço, pego meu canivete no bolsa da minha jaqueta enquanto localizo Calvin e Kimora escondendo minha presença do híbrido e quando finalmente os acho calculo exatamente aonde de onde devo arremessar o canivete, com isso sorrio surgindo ao lado do híbrido agarrando seu pescoço e em seguida o jogo contra o tanque de vidro que prende os tubarões. Sem deixar que ele possa pensar ao menos em respirar eu apareço em sua frente e me inclino para baixo agarrando seu pescoço novamente e em seguida o levanto batendo sua cabeça contra o tanque vendo o sangue manchar o vidro, então soco o vidro duas vezes abrindo um buraco nele empurrando o híbrido para dentro do tanque de tubarões em seguida.
- Você está bem ? - pergunto ao ouvir Petra tossir e a olho por cima do ombro a vendo cuspir sangue.
- Eu odeio híbridos. - responde baixo com a voz rouca e eu sorrio.
- Você tá um lixo. - digo divertida e ela me mostra o dedo do meio.
Isso me faz sorrir ainda mais enquanto coloco um pouco de magia no canivete e em seguida corto a palma da minha mão e então deixo meu sangue cair na lâmina para depois a lançar pelo buraco que abrir para jogar o híbrido dentro do tanque ouvindo o barulho da água sendo arremessada para cima após o contato com o canivete sabendo que ele vai exatamente aonde eu quero. Me viro olhando para a garota a vendo se levantar com dificuldade e em seguida vou até ela.
- Deixa que eu te ajudo. - digo passando um braço em volta de sua cintura e ela revira os olhos enquanto eu sinto algo vindo em nossa direção rápido e com força.
Empurro a garota para o lado e em seguida sou atingida por uma estaca de prata em meu ombro e outra no quadril enquanto paro as outras com uma barreira mágica as vendo caírem no chão em seguida uma bruxa entra em meu campo de visão mais a frente.
- Olá, demônio de Jersey. - diz e eu reviro os olhos puxando a estaca do meu quadril vendo o sangue literalmente espirrar para fora.
Merda !
Deve ter atingido alguma artéria.
Pressiono o local com a mão esquerda para acelerar o processo de cura que em casos assim costumam ser um pouco lento, vejo a bruxa caminhar lentamente e pelo canto de olho eu observo os tanques a minha volta e ao ver um tubarão enorme em um deles tenho uma idéia.
- E muita ousadia me acertar assim, acho que vou ter que te fazer de ração pra tubarão igual fiz com o seu amigo. - digo apontando para o tanque ao meu lado esquerdo onde haviam tubarões brigando pelos pedaços do híbrido.
- Drake ! - exclama incrédula e eu reviro os olhos a vendo se aproximar de onde a quero.
- Ele não pode te ouvir, está sendo digerido pelas mamães tubarão e os papais também, acho até que os filhos. - digo divertida e ela volta sua atenção para mim furiosa.
- Eu vou te m***r. - diz voltando a caminhar em minha direção e eu abro os braços.
- Vem com tudo gata. - digo sarcástica e quando ela dá um passo largo a frente ficando exatamente onde eu queria, eu a faço paralisar em seu lugar para em seguida estourar o tanque vendo o tubarão enorme ir de encontro a ela abrindo sua boca enorme, arrancando a cabeça da bruxa em seguida.
Sorrio e em seguida pego Petra saindo dali com a garota, tenho que encontrar Kimora e Calvin, sinto que o canivete que arremessei atingiu o alvo, então isso deve ter dado um tempo para eles caso estejam em apuros.
- A idéia de soltar um tubarão branco enorme pra devorar aquela bruxa foi demais. - diz Petra e eu a olho enquanto a levo para o estacionamento.
- Foi demais mesmo. - digo e noto algo em seu pescoço. - O híbrido te mordeu ? - pergunto analisando a marca de presas em seu pescoço e ela assente.
- Aquele i****a tentou sugar meu sangue, mas eu soquei a mandíbula dele para afasta-lo. - responde rindo.
- Adoraria ter visto isso. - digo e ela me olha com uma sobrancelha arqueada.
- A parte em que um híbrido me mordeu ou o soco na mandíbula ? - pergunta séria e eu sorrio de canto.
- Os dois. - respondo ao chegarmos na entrada do estacionamento e então a coloco no chão. - Fica no carro, eu vou buscar a dupla dinâmica. - digo e então ouço passos se aproximando, me viro vendo Kimora e Calvin correndo rindo.
- Não precisa, seu canivete nos ajudou a fugir. - diz Kimora mostrando o canivete.
- O que você me perguntou mais cedo ao chegarmos na minha casa ? - pergunto e ela arregala os olhos.
- Porque está fazendo isso ? - questiona parecem envergonhada.
- Para garantir que se trata de você mesmo. - responde e eu sinto uma presença próximo do estacionamento.
- Eu perguntei se. - faz uma pausa e se aproxima ficando ao meu lado e então diz baixo. - Eu perguntei se o fato de você saber que eu me sinto atraída por você mudaria alguma coisa. - diz e eu sorrio de canto a olhando da mesma maneira e então pego meu canivete de sua mão.
- Agora você. - chamo a atenção de Calvin que me olha. - O que eu te disse quando nos vimos pela primeira vez na biblioteca ? - pergunto divertida e ele revira os olhos.
- Que iria socar a minha cara se eu ousasse abrir a boca para dar encima de você. - responde e eu sorrio.
- Ótimo, agora vão para o carro, eu tenho que fazer uma coisinha. - digo entregando a chave do veículo para Petra.
E sem esperar por uma resposta sigo para os arredores do estacionamento indo em busca do dono ou dona daquela presença, seja quem for não posso deixar ir embora, não mesmo. Checo os arredores e não encontro ninguém, mas ainda estou sentindo aquela presença, seja quem for está tentando brincar de esconde, esconde comigo.
Mais não tô com paciência para isso.
Eu só quero m***r quem quer que seja e ir embora.
Tenho uma questão importante para tratar com Mikhaela.
- Então você se chama Pandora. - aquela voz que eu estava contando em ouvir se fez presente de repente. - Eu gostei, não que você se importe com minha opinião, mas é único e tem boas referências. - completa e então eu me viro o vendo me encarando com aquela expressão esquisita.
- Eu realmente não me importo, você pontuou bem isso. - digo enquanto o analiso brevemente notando que ele não está aqui de verdade, o b****a canalizou magia o suficiente para usar um corpo qualquer para aparecer aqui.
Bom, pelo menos burro ele não é.
Sabia que eu o mataria se estivesse aqui pessoalmente, então usou um pião para testar a minha paciência.
Ousado.
Gosto disso, não vou negar.
- Sei que sabe que não estou aqui pessoalmente, mas em minha defesa você
já teria arrancado minha cabeça se eu estivesse aqui, nem sequer me escutaria. - diz e eu sorrio de canto dando de ombros.
- E o que faz você achar que vou te escutar agora ? - questiono e ele sorrir.
- Porque eu tenho respostas. - responde com uma expressão vitoriosa e eu arqueio uma sobrancelha entediada esperando que ele diga algo interessante antes que eu me canse de ouvir sua voz e corte a conexão dele com esse corpo. - Respostas para algumas perguntas que te interessam muito, inclusive o porque a tríade te quer tanto. - completa e eu apenas o encaro em silêncio por alguns segundos antes de me virar e começar a caminhar para longe dele.
- Boa tentativa, mas estou ocupada demais para perder tempo com você, então se quer um conselho, não cruze mais o meu caminho ou eu farei questão de te caçar até no inferno. - digo o olhando por cima do ombro. - Considere o fato de eu não estar indo atrás de você e arrancar sua cabeça agora, um delírio instantâneo de bondade em mim por você não ser um i****a burro, então até nunca mais. - completo e ele sorrir.
- Ocupada demais cuidando do bem estar daquela garota ? - questiona e eu sei que ele está se referindo a Luna, mas o ignoro. - Aquela loba é mesmo importante para você ao ponto de você ignorar a chance de ter as respostas que sempre quis ? - questiona novamente e eu continuo andando calmamente. - A primogênita da alcatéia Blackwood é realmente charmosa como ouvi por aí, te conquistar com toda certeza pode ser considerado o maior feito da vida dela. - diz e eu paro de andar e em seguida me viro o encarando e então ele sorrir. - Então agora tenho sua atenção ? - pergunta cínico. - Eu não quero te irritar e muito menos ser seu inimigo, eu apenas quero saber se podemos tomar aquele chá da tarde que eu mencionei quando nos conhecemos. - completa eu penso que poderia acabar com seu showzinho agora mesmo e depois eu poderia ir até onde ele está e arrancar sua cabeça, mas como eu disse antes, ele é ousado, e isso me agrada de certa forma.
Sem contar que ele tem um interesse estranho em mim, sua expressão da primeira vez que nos vimos parecia pura empolgação, ele parecia contente por estar em minha presença, por isso o achei tão bizarro. E o olhando agora, mesmo que não esteja em seu corpo verdadeiro eu não sinto nenhum indício de que ele esteja mentindo, então talvez eu deva aceitar o convite, afinal não tenho nada a perder.
- Eu prefiro café e capuccino, sem contar que eu acho café da tarde uma bobagem de granfino. - digo e ele faz uma careta tem resposta. - Eu digo quando e onde. - continuo e ele sorrir assentindo. - E sem corpo falso, gosto de falar olhando nos olhos das pessoas. - completo me virando para ir embora.
- Eu não te dei meu número. - diz e eu continuo andando.
- Eu te acho. - digo acenando para ele sem sequer olhar para trás.
Agora tenho que focar em descobrir o que foi aquilo com aquela criatura bizarra.
Tenho que falar com Luna.
Saber se ela viu algo assim também quando abriu a caixa.
Preciso entender isso antes de ir atrás da terceira caixa.
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