Sherlock Holmes & Dr. Watson 2.

1687 Words
Dirigindo de volta para casa no meio da noite após um dia cheio, Pandora pergunta a si mesma se deveria invadir a mente de Mikhaela ou não, a mulher que lhe criou, lhe educou e protegeu estava escondendo algo dela e havia deixado isso claro, também havia lhe dado a opção de entrar em sua mente com seu consentimento, mas a loira não queria fazer isso, apesar de não gostar nada de saber que a mulher não estava sendo totalmente aberta com ela como sempre foi, ela não vai entrar na mente da mulher, ao invés disso ela esperaria a mulher estar pronta para falar. Pandora observa a mulher dormindo no banco ao lado com fones no ouvido e sorrir, afinal ela tinha alguém apesar de ter sido abandonada, ela nunca esteve só, sempre teve a ruiva de olhos azuis ao seu lado e ela era grata a mulher por tudo o que fez por ela. Ela era grata por a mulher abrir mão de uma vida entediante em Mount Holly esperando tranquilamente para ver a ruína da família Blackwood para sair por aí viajando o mundo ao seu lado, tendo que enfrentar membros da tríade de sangue e sociedades secretas que buscavam pela loira desde seu nascimento, afinal ela era especial como Mikhaela costuma dizer, a garota era um ser de habilidades sobrenaturais desconhecidas cuja a presença assombrosa atraia a todos que buscam por poder, ela não era uma vampira, mas tinha a velocidade, força, capacidade de cura e outras habilidades de um, também não era lobo, afinal a maldição teria sido ativa quando ela matou pela primeira vez e por fim pensou ser uma bruxa, mas de todas essa era a hipótese menos compatível, porém apesar de não ser compatível a garota podia usar magia e então ela pensou que poderia ser uma experiência da tríade de sangue, afinal isso explicaria o interesse enorme deles sobre ela e toda a perseguição cansativa, porém divertida em certos momentos quando a garota poderia parar e m***r. Ela se perguntava constantemente o que ela era afinal de contas. E porque ela era perseguida dessa maneira, nem mesmo Mikhaela havia conseguido descobrir que tipo de criatura sobrenatural a garota era. Mil anos não eram o suficiente para a bruxa ser capaz de desvendar o mistério que era a existência de alguém como Pandora. A garota suspira se achando i****a por estar perdendo seu precioso tempo com isso, ela tinha coisas para fazer que precisam de sua total atenção, coisas divertidas para ela, com toda certeza a alcatéia da sua lobinha passaria por dias estranhos e assombrosos, Cerberus Blackwood estava em sua lista de seres desprezíveis a serem exterminados, ela sorrir só de pensar em tudo o que pretende fazer. Ela olha rapidamente para sua mãe dormindo tranquilamente enquanto se aproximavam da cidade, ela tinha mais uma coisa para fazer e precisava da mulher acordada para poder seguir seu caminho, ela estava prestes a chamar a mulher quando sente seu celular vibrar no bolso da frente de sua calça, ela tira uma mão do volante e em seguida desbloqueia o aparelho encostando o carro na beira da estrada, a loira fica confusa com ao ler a notificação avisando que havia chegado uma mensagem de áudio de um número desconhecido, curiosa ela inicia o áudio. Luna : Oi, eu sei que você deve tá se perguntando como diabos eu consegui seu número, mas por favor não mate o James por ser tão bobo. - a loira faz uma careta enquanto há uma pausa no áudio como se a garota tivesse pensado no que falar a seguir. - Eu queria te agradecer pelo conselho e dizer que eu estou indo em busca da verdade mesmo que ela seja dolorosa no final e eu não sei se estou pronta para ver as coisas de um jeito diferente, mas eu conheço alguém que me disse de maneira indireta que eu deveria correr atrás do que eu quero mesmo que isso me magoe, afinal é melhor uma verdade dolorosa, porém remediavel do que mil mentiras dilacerantes, porém irremediável. - faz outra pausa e a loira sorrir ao imaginar o quão nervosa a garota deveria estar para mandar um áudio tão longo. - d***a, esse áudio tá enorme, me desculpa, eu tô um pouco nervosa porque eu não te pedi seu número e nem sei se você queria que eu tivesse, enfim, eu só queria dizer que senti falta da minha parceira de álgebra e que hoje você me privou de ter uma prévia do mar de Tenerife, então eu espero te ver amanhã, porque eu tenho um fardo pesado demais para carregar, então eu preciso de você. Isso é estranho e talvez seja um pouco louco, mas eu sinto que você me compreende sem que eu precise falar... Só esteja aqui amanhã e por favor não me ache louca, porém pode rir se quiser... Boa noite, Pandora. - completa. A loira sorrir de maneira contida enquanto franze o cenho se sentindo confusa, ela não esperava receber uma mensagem da garota ou que ela pegaria seu número com James somente para lhe mandar um áudio longo que causaria uma revolução na mente da loira e a deixaria tão agitada quanto ela está se sentindo agora. - Mikhaela ? - a loira chama pela bruxa que se remexe no banco e em seguida a olha. - Vai lá. - diz a bruxa sorrindo para a garota que assente e em seguida sai do carro. - Te vejo em casa bruxa velha. - diz a loira se abaixando para olhar a mulher pela janela. - Toma. - diz a ruiva entregando um punhado de ervas para a garota. - Vai disfarçar ainda mais seu cheiro, te vejo em casa bebê, não mate ninguém essa noite. - completa divertida e em seguida passa para o banco do motorista enquanto a loira sorrir sabendo que a mulher havia ouvido o áudio e sabia exatamente aonde ela iria. A garota entra correndo na floresta antes mesmo que sua mãe saia dali com o carro, ela corre usando sua velocidade sobre-humana ansiosa para chegar a comunidade onde a garota de olhos verdes mora, ela queria vê-la, sentia que tinha que ver a garota e que não podia esperar, então quando ela finalmente chegou ao lugar e se aproximou do pequeno castelo onde a garota morava, ela olhou em volta em busca de sentir a presença de qualquer lobo e ela encontrou um. Um conhecido muito bem por ela. Ela sabia exatamente de quem se tratava e sabia que aquele ser a esperava. - Achei que seu passatempo favorito era apenas observa-la de longe. - diz se aproximando da loira parando ao seu lado. - Hoje decidi me arriscar um pouco, estou me sentindo a Dora aventureira de Mount Holly. - debocha Pandora sem se importar em olhar para o lado. - Fez o que eu mandei ? - pergunta olhando de canto para a figura ao seu lado que usava um blusão de frio preto com capuz na cabeça e um gorro máscara cobrindo seu rosto, deixando apenas seus olhos a mostra. - Sim, fiz tudo como me pediu. - responde e em seguida se vira para ir embora. - Deixei algo na sua caixa de correio, não esqueça de olhar. - completa e em seguida sai andando para longe dali. A loira sorrir escalando a parede do castelo até alcançar a janela do quarto de Luna, ela poderia simplesmente ter pulado ou entrado pelos fundos, mas ela não mataria ninguém essa noite como sua mãe pediu, então evitaria ter qualquer oportunidade de esbarrar com Cerberus Blackwood ou poderia máta-lo antes do tempo. Ela passa pela janela vendo a garota de olhos verdes dormindo aparentemente tranquila e então se aproxima lentamente da cama da garota notando um vaso de flores no canto do quarto e se perguntou se poderia ser a semente de gardênia ali, ela se deita ao lado da garota a ouvindo respirar de maneira suave e a em seguida se vira com calma ficando de frente para a garota e a primeira coisa que seus olhos azuis reparam são as marcas roxas em seu pescoço. A loira cerra a mandíbula sentindo uma raiva tão intensa que seus olhos azuis ficam marejados, seu peito subia e descia rapidamente a fazendo prender a respiração por um momento tentando recuperar o controle de si enquanto sua mente gritava constantemente que ela não deveria deixar isso impune, ela sabia exatamente quem havia machucado a garota a sua frente e ela sabia que não poderia deixar isso passar em branco. Cerberus Blackwood havia feito uma inimiga que ele não poderia enfrentar sem ao menos saber. A garota de olhos azuis iria até o inferno se fosse preciso para fazê-lo se arrepender de machucar a sua lobinha. - Eu ouvi seu áudio. - sussurra Pandora para a garota tocando seu rosto com cuidado para não acorda-la. - Confesso que achei engraçado e até um pouco confuso, mas isso não me surpreende. - diz baixo sorrindo guardando em sua memória cada traço do rosto da garota. - Não me surpreende porquê você é minha confusão, e as vezes eu me sinto uma bagunça perto de você, uma bagunça que eu não posso arrumar, não sozinha. - faz uma pausa e em seguida respira fundo. - Eu costumava não ligar para o que é certou ou errado, antes eu só queria sair por aí matando e agora eu quero m***r por você, isso soa engraçado de certa forma. - diz mordendo o lábio inferior para conter a risada. - Eu vou carregar todos os seus fardos lobinha e não precisa se preocupar, pode dormir tranquila porque eu estarei aqui amanhã para te fazer lembrar do mar de Tenerife, mas tenha cuidado para não se afogar. - brinca consigo mesma e em seguida aproxima seu rosto do rosto da garota. - Boa noite, lobinha curiosa. - completa e em seguida beija a bochecha da garota. E realmente ela estaria lá para a garota. Não é como se ela pudesse evitar e talvez ela nem queira. ________________ Continua _________________
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