Impasse.

3591 Words
Balanço a perna freneticamente impaciente e irritada comigo mesma, com tudo a minha volta enquanto tomo café em silêncio na presença de Kai e Calvin que conversavam baixinho sobre algo que eu não estou fazendo questão de entender no momento e agradeço por eles não tentaram me incluir na conversa, pois meu humor está uma m***a por culpa dela. É tudo culpa dela. Aquela i****a, irritante e linda ! Inferno ! Não consigo nem xinga-la. Na verdade a culpa é minha, ontem eu estava decidida a falar com ela e ao vê-la sair do estábulo com respingos de sangue na roupa eu dei para trás, eu simplesmente não consegui seguir adiante. Como eu poderia se meu estômago embrulhou só de imaginar o que ela estava fazendo com a bruxa lá dentro. Não dá pra encarar isso assim tão rápido, eu realmente preciso de tempo. Tempo para poder conseguir lidar com isso. - Bom dia crias da bruxa mais gata da cidade. - diz Petra entrando na cozinha acompanhada de Mikhaela. - Bom dia crianças. - diz a mulher sorrindo. - Bom dia. - diz Kai e Calvin ao mesmo tempo e sorriem um para o outro. - Calvin, a Pandora deixou algo pra você no seu closet, não sei se viu, então estou avisando. - diz Mikhaela e eu a olho. - Ela saiu ? - pergunto incapaz de conter minha curiosidade recebendo vários olhares questionadores. - Sim, ela teve que sair de madrugada para resolver algumas questões, acho que deve chegar a qualquer momento. - responde Mikhaela sorrindo de canto e eu respiro fundo voltando a tomar meu café tentando conter a vontade de perguntar para onde ela foi e o que foi fazer. A regra é básica. Não pergunte nada quando você pode acabar não gostando da resposta. Sem mais perguntas. Literalmente engulo minha curiosidade enquanto vejo Calvin se levantar e em seguida tomar todo o seu suco de uma só vez. - Sem pressa querido, ela te deu mais tempo dessa vez. - diz Mikhaela e então a minha curiosidade voltar a bater na porta enquanto o loiro volta a se sentar na mesa sorrindo para a mulher. - Mais tempo para que ? - pergunta Kai confuso e eu agradeço mentalmente por ele sanar minha curiosidade sem ao menos saber. - Ela está treinando ele. - diz Petra e eu a olho e ela retribui o olhar. - O que ela deixou para ele foi um envelope com instruções da tarefa que ele tem que cumprir em um determinado tempo. - completa pegando uma torrada. - E se ele não cumprir a tempo ? - pergunta Kai curioso e interessado. - Não cumprir a tempo não é uma opção, não quando se trata da Pandora. - diz Petra rindo enquanto se senta de frente para mim. - Para nós o tempo custa caro, então todos terão que se adaptar ou continuarão dependentes da p******o dela e nem sempre ela vai estar aqui. - diz Mikhaela e eu a olho por cima do ombro. - Pandora não consegue ficar parada por muito tempo, ela tem uma coisa dentro dela que a consome aos poucos e quando ela para por um tempo coisas desagradáveis acontecem. - completa me olhando de canto. - Como assim ? - pergunta Calvin empolgado e eu faço uma careta. - O m******e de Chicago. - diz Petra sorrindo e negando com a cabeça. - Eu me lembro de ter ouvido meu pai mencionar algo sobre isso. - diz Kai e em seguida me olha. - Lembra dos ataques constantes há uma ano e pouco em Chicago onde foram extintos alguns clãs antigos de bruxa que serviam a tríade de sangue ? - pergunta e eu tento me lembrar disso e quando finalmente a lembrança me vem a mente eu olho para Mikhaela. - Foi ela ? - pergunto e ela assente tranquilamente se sentando na ponta da mesa. - Sim, foi um ano complicado e ela ficou meio que fora de controle devido algumas questões pessoais e a tríade estava a ponto de nos rastrear, então a maneira que ela achou de nos manter seguras foi acabando com quase todos os clãs de bruxas que residiam em Chicago. - responde cortando um pedaço de bolo. - Mais ela não focou apenas nas bruxas, ela também acabou com algumas alcatéias e grupos de vampiros, todos que faziam parte da tríade de maneira parcial ou não, foi um verdadeiro banho de sangue. - completa e sua expressão um pouco fechada ao falar isso agora indica que há mais coisas para contar. - A Pandora realmente não tem limites. - diz Calvin sorrindo. Sinto meu estômago embrulhar ao imaginar de maneira inconsciente ela arrancando corações e cabeças sem parar e minha mente até cria a imagem dela se banhando com o sangue de suas vítimas. - É insano imaginar isso. - diz Kai fazendo uma careta. - Ela apenas faz o que é preciso para proteger quem ela ama, então não vejo nada tão insano assim nisso. - diz Petra e eu a olho. - Há crueldade e sadismo no meio, tem de sobra eu sei, mas também tem outras questões a serem consideradas. - completa me olhando nos olhos mandando claramente uma indireta bem direta para mim. - Muitas questões na verdade, mas não é o momento delas serem mencionadas, ainda mais na ausência dela. - diz Mikhaela e eu suspiro pronta para me levantar e sair dali. Estou me sentindo coagida. Sei que não estou, mas eu não posso evitar me sentir assim todos parecem estar lidando tão bem com isso enquanto eu estou surtando. Merda ! Eu estou à beira de um colapso nervoso. ____________________________________________ Estaciono o carro em frente a casa mencionada por Kimora e em seguida espero por seu contato ouvindo uma música qualquer tocar na estação de rádio, eu geralmente escuto a estação de rock, mas dessa vez não me importei em escolher a estação, apenas deixei na primeira que apareceu. Acho que a minha cabeça tá cheia demais para me preocupar com isso. Acho que devo pontuar o quão estranho é tudo isso pra mim. É tudo tão confuso, essa sensação de estar sufocando e ao mesmo tempo furiosa, como se a medida em que estou sendo sufocada por esses sentimentos e sensações, eu estivesse caindo em uma pilha de tudo que me irrita e com toda certeza emoções demais me irritam, e eu não entendo qual a necessidade de sentir, não entendo porque isso é necessário, porque as pessoas tem que sentir essas coisas. É para se sentirem vivos ? Isso traz algum conforto ou alívio em algum momento ? Onde fica a parte boa de sentir, se é que tem uma. Que se dane, eu não entendo essa m***a mesmo. Isso é tudo culpa dela. Aquela garota curiosa de olhos verdes lindos e brilhantes ferrou com a minha cabeça, ela bagunçou tudo e agora eu estou agindo feito uma adolescente i****a, eu odeio isso, odeio estar me sentindo assim e o pior que eu não consigo ficar furiosa com ela, nem mesmo o fato dela ter fugido de mim ontem após me ver saindo do estábulo depois de uma sessão de tortura, eu peguei bem pesado com aquela bruxa, então minhas roupas deviam entregar o quão adorável eu fui e isso a assustou ainda mais. É engraçado como as coisas podem mudar tão facilmente, há um dia atrás ela me queria por perto e agora eu sou a " c***l, sádica e psicótica ", acho que fomos de cem a zero muito rápido. Não consigo evitar de rir dessa situação e penso que talvez eu esteja no ápice da minha loucura, e p***a, ela tem razão, eu sou tudo isso mesmo e eu gosto de ser tudo isso. - Qual é a piada ? - a voz de Kimora seguida de sua presença me faz olhar para o lado curiosa ao notar que dessa vez ela está aqui de verdade. - Você rindo assim me parece uma serial killer prestes a fazer algo que vai entrar para a história, mas espera aí, você é basicamente isso mesmo. - completa divertida abrindo a porta do carro e em seguida entra e se senta ao meu lado. - Quando foi que você perdeu o amor a vida ? - pergunto divertida e ela me olha confusa enquanto coloca o cinto de segurança. - Do que está falando ? - questiona ainda confusa e eu arqueio uma sobrancelha a olhando de cima a baixo e em seguida sorrio de canto com minha melhor expressão sarcástica e então ela entende e revira os olhos. - Acho que já estava mais do que na hora da gente poder apertar as mãos para selar nosso acordo. - diz estendendo sua mão para mim sorrindo de canto de maneira contida, parece até um pouco desconcertada - Está envergonhada ? - pergunto tocando sua mão e ela morde o lábio inferior negando com a cabeça evitando me olhar diretamente nos olhos e então não resta dúvidas, ela está envergonhada. - Porque está toda vermelhinha ? - questiona apertando sua mão levemente. - Isso é uma curiosidade demoníaca, porque de onde você vem emoções não são um tópico comum ? - questiona divertida e eu a puxo para perto ouvindo um estalo do cinto ao ser forçado e com minha mão livre seguro seu queixo e em seguida a obrigo a me olhar nos olhos. - Não abuse da sorte bruxa. - digo e ela engole seco enquanto eu observo seus belos olhos e analiso cada traço de seu rosto, agora pessoalmente. O cabelo branco está mais curto, parece ter cortado recentemente o deixando abaixo dos ombros, suas bochechas são ainda mais rosadas de perto e ela realmente tem uma pele alva e as sardas a fazem parecer mais jovem, mas eu aposto que ela tem entre vinte e vinte e cinco anos. - Você é mais bonita ao vivo. - digo apertando sua bochecha e em seguida me afasto voltando minha atenção para o painel do carro o ligando para em seguida volta minha atenção para ela a vendo me encarar incrédula. - Eu posso ouvir seu coração batendo apressado. - digo ao ouvir seus batimentos cardíacos fora de controle. - Para onde vamos ? - pergunto e ela não esboça nenhuma reação, parece estar em um estado catatônico. - Kimora ? - chamo e ela pisca os olhos várias vezes antes de suspirar parecendo ter voltado a sí e isso me faz sorrir achando a situação engraçada. Quem diria que pessoalmente ela seria assim. Acho que vou curtir nosso passeio. - Para a sua casa. - diz ajeitando o cinto que havia folgado quando a puxei para perto. - Hey, calma aí bruxa. - digo chamando sua atenção e ela me olha confusa. - Primeiro tem que me levar para jantar. - completo divertida e ela sorrir. - Gostaria de conhecer a culinária eslava comigo ? - questiona no mesmo tom e eu sorrio a encarando em silêncio por alguns segundos enquanto algo me vem a mente. - Te deixei sem palavras garota demônio ? - questiona de maneira convencida e eu respiro fundo me aproximando dela. - Pelo contrário, eu apenas estou me perguntando em que momento você começou a se sentir atraída por mim. - respondo colocando uma mecha de seu cabelo para trás e ela arregala os. - Eu atraída por você ? - questiona rindo tentando soar sarcástica, mas sua expressão, postura corporal e batimentos cardíacos acelerados mostram o quão nervosa ela está. - Era pra ser um segredo né, mas não se preocupe que eu não vou contar para ninguém, minha boca é um túmulo e eu também posso bancar a sonsa e fingir que não notei nada. - digo piscando um olho para ela e em seguida volto ao meu lugar pronta para dirigir para casa. Espero que ela diga algo enquanto faço a curva, mas o seu silêncio indica que ela não esperava por isso e olha que eu joguei verde, eu não havia notado que ela se sentia atraída por mim até agora, não que eu seja cega ou lerda, na verdade eu costumo notar esse tipo de coisa facilmente, mas o problema e que eu estava focada demais em Luna para notar qualquer outra coisa ao meu redor que não tivesse haver com ela ou que não fosse sobre ela. Então como poderia notar, se tudo o que olho só me vem aquela lobinha curiosa a mente ? Luna Blackwood me enfeitiçou. Não tem outra explicação para tudo isso. Para como estou me sentindo e agindo. ____________________________________________ Assim que estaciono o carro vejo a porta da frente ser aberta por Mikhaela que sorrir acenando para Kimora que retribui o sorriso acenando de volta para ela. - Quando vou vê-la ? - pergunto chamando sua atenção e ela me olha. - Após o aniversário da garota Blackwood. - responde e eu arqueio uma sobrancelha esperando que ela continue. - Sei que ela é importante para você, então achei que não gostaria de perder o aniversário dela, afinal essas datas só se tornam importantes porque nos reunimos com as pessoas que gostamos. - completa sorrindo fraco. - Obrigado por me explicar o real sentido das datas comemorativas, eu não fazia idéia. - digo divertida porém sincera e ela junta as sobrancelhas franzindo levemente o cenho. - Fico feliz de ser útil. - diz no mesmo tom e eu abro a porta do carro saindo do veículo e ela faz o mesmo. - Pandora ? - chama após fechar a porta e eu a olho apoiando meus braços na carroceria e em seguida encosto o queixo ali esperando que ela prossiga. - O fato de você saber que me sinto atraída por você muda alguma coisa ? - questiona e eu apenas continuo a encarando em silêncio. - Olha, se mudar e te incomodar, saiba que pode solicitar a mudança de mensageira, eu não sou a única bruxa que serve a minha senhora. - completa e eu não consigo conter o riso que sai um pouco anasalado a vendo ficar confusa enquanto cruza os braços. Nego com a cabeça me afastando do carro e em seguida dou a volta no mesmo indo até ela achando sua atitude interessante e bem boba, ofereço meu braço para ela que entrelaça o seu no meu e então nos guio em direção a Mikhaela que nos observa da varanda em silêncio, mas eu sei que ela está se esforçando para ouvir nossa conversa. Velha fofoqueira ! Ela jamais perderia a oportunidade de ficar por dentro de algo assim. - Quantos anos você tem ? - pergunto para Kimora que me olha curiosa com a minha pergunta. - Vinte e três. - responde confusa e eu a olho de canto. - Vinte e três anos, mas age com uma adolescente bobinha que não sabe lidar com a aproximação da crush. - digo divertida e ela ri. - O fato de você se sentir atraída por mim não muda nada com tanto que você continue entendendo que nunca iremos cruzar essa linha, porquê eu já tenho alguém bagunçado a minha mente. - continuo e ela assente indicando entender. - Além do mais bruxa, eu meio que me acostumei a ficar indecisa sobre te m***r ou não, então uma mudança de mensageira me deixaria de muito m*l humor e pobre bruxa ou bruxo que cruzar meu caminho nos meus dias mais amáveis, então vamos deixar as coisas como estão, sua beleza e humor são o que te mantém viva e talvez isso ajude a nos tornamos parceiras de crimes. - completo divertida sorrindo de canto e ela retribui o sorriso assentindo. - Entendido demônio de Jersey. - diz com um tom provocativo. - Quero ver você usar esse tom quando eu te fazer de carne para espeto. - digo apontando para o mastro encima da casa. - Também seria interessante fazer uma homenagem aos feitos incríveis de Vlad Tepes. - completo e ela n**a com a cabeça se afastando de mim e em seguida praticamente corre em direção a Mikhaela que me olha rindo enquanto n**a com a cabeça. Me sinto observada e então olho em volta em busca de algo e ao vê-la parada na janela da biblioteca me olhando de maneira fria, eu suspiro a olhando de volta estagnando no meio do caminho. Mantenho o contato visual até que ela desvia olhando um ponto qualquer abaixo, talvez seus próprios pés, n**o com a cabeça achando graça disso a vendo voltar sua atenção para mim mais uma vez para depois se afastar da janela, respiro fundo e então sigo para dentro. Assim que passo pela porta sou recebida por um Calvin animado segurando um monte de papéis. - Eu achei algumas coisas interessantes sobre a caixa que você deixou no meu closet e adivinha. - diz eufórico e arqueio uma sobrancelha. - Eu matei todas as aulas de arte da adivinhação, então desembucha antes que eu te esgane. - digo divertida e ele respira fundo. - Tem mais duas caixas iguais a que você me deixou e o mais louco e que todas tem relação com uma lenda antiga. - diz caminhando para a sala e eu o sigo, mas paro ao vê-la descendo as escadas ao lado de Kai e Petra. - Opa, saída rápida pela esquerda sarnento. - diz Petra praticamente correndo para sala de estar enquanto Kai olha para Luna antes de seguir pelo mesmo caminho que a palhaça me deixando a sós com garota que termina de descer as escadas lentamente. - Hey. - digo me aproximando lentamente dela que me olha parecendo pensar no que dizer. - Hey. - diz colocando as mãos nos bolsos de trás da calça jeans enquanto morde o lábio inferior parecendo nervosa agora. - Eu te vi ontem indo até o estábulo. - digo e a vejo soltar o lábio inferior lentamente e em seguida passar a ponta da língua ali me fazendo engolir seco e parar a uma distância segura para o meu autocontrole. - Na verdade te vi dar meia volta, se bem que você praticamente correu para longe de mim, parecia até que eu era um ponto de partida de uma maratona após o toque de largada. - completo divertida e vejo ela sorrir fraco em resposta. - Você estava... - não termina e respira fundo. - Você estava coberta de sangue e eu sabia muito bem que não era seu. - diz e eu suspiro. - E fosse meu ? - pergunto e ela franze o cenho. - O que mudaria ? - questiono cruzando os braços e ela parece surpresa com isso. - Eu ficaria apavorada da mesma maneira, mas seria diferente, porque você teria se machucado. - responde e eu a encaro em silêncio. - Mais não era seu, era de uma mulher que você estava torturando. - diz e eu vejo as lágrimas se juntando no canto de seus olhos olhos prontas para dizerem olá. - Você machuca pessoas e você gosta disso, eu não posso lidar com isso Pandora. - continua e eu permaneço em silêncio. - Isso é loucura, porque você é tão diferente aqui agora comigo que tudo o que vi e ouvi não parece ser você ou sobre você, parece outra pessoa, uma pessoa sem limites. - completa e eu não consigo conter a risada anasalada. - Uma pessoa r**m, c***l, entre outras coisas que eu já sei, então não precisa conter as palavras comigo lobinha. - digo séria e ela suspira. - Eu mato pessoas e gosto disso, então ouvir você pontuar algumas coisas não vai me machucar, porque são só palavras e não facas, então elas só terão poder sobre mim, se eu permitir. - completo sentindo toda a irritação contida vim à tona e ela dá um passo para trás. - Acho melhor a gente parar por aqui, eu não quero brigar com você, eu só não sou capaz de lidar com isso ou encarar tudo isso numa boa como se não fosse nada demais, eu tenho princípios. - diz e eu arqueio uma sobrancelha. - Então eu não tenho princípios só porque sou uma assassina c***l ? - questiono e ela respira fundo. - Pandora... - não a deixo terminar. - Temos um impasse aqui Blackwood, então tenha coragem para resolvê-lo. - digo e ela cruza os braços. - E eu nunca te pedi para encarar tudo isso numa boa ou fingir que não é nada demais, você queria me conhecer, queria saber sobre o meu passado e agora que sabe não consegue lidar com o fato de que eu não sou do jeito que você sonhou, mas sou o que você tem e precisa no momento. - completo e ela me encara em silêncio. - Eu preciso de tempo. - diz depois de um tempo em silêncio. - Eu gosto de você, gosto de verdade e é por isso que não consigo lidar com isso agora, eu preciso de tempo para processar tudo isso, pra tentar te entender. - completa e eu me aproximo dela. Fico cara a cara com ela e toco seu rosto e ela coloca sua mão por cima da minha, olho em seus olhos verdes apreciando a beleza deles e sorrio. - Você tem todo o tempo que quiser, Luna Blackwood. - digo e beijo sua bochecha me afastando dela em seguida. Todo o tempo que quiser. Enquanto isso ficaremos nesse impasse. ________________ Continua _________________
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