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Adam mandou a mensagem no grupo e em poucos segundos o celular começou a vibrar sem parar.
Grupo: “Sempre Nós”
Adam: já falei com a Polly. Ela vai. ingresso comprado. não aceito não como resposta.
Ytan: finalmente. já tava achando que ela ia sumir de novo.
Mazon: boa. open bar confirmado? porque se não tiver, eu cancelo tudo.
Simon: vocês são dois animais. é só um show, não uma guerra.
Leda: deixa ele, Simon… a Polly vai se divertir, isso que importa.
Adam ficou olhando a tela por um segundo, o maxilar travado. Ele não era de exagero… mas quando se tratava dela, tudo virava prioridade.
Na casa de Polly, o clima era outro.
Ela estava sentada no chão do salãozinho improvisado da casa, enrolando uma toalha no cabelo depois de atender uma cliente. O celular vibrava do lado dela, mas ela só ria enquanto lia as mensagens.
Polly: vocês são impossíveis…
Ela respondeu com um emoji de risada e levantou, indo até a geladeira pegar água. A casa dela era grande, bonita, organizada… mas simples demais pra quem olhava de fora imaginar o que aqueles homens achavam que ela era.
Porque pra eles… ela era intocável.
E eles tratavam como se o mundo inteiro fosse perigoso demais pra ela pisar sozinha.
Do outro lado da cidade, Adam já estava de pé, andando de um lado pro outro no escritório da base. O uniforme parcialmente aberto, postura rígida, voz baixa ao telefone.
— Ela vai. Mas eu quero segurança no evento inteiro.
Do outro lado, alguém respondeu algo que ele nem quis ouvir por completo.
— Não, não é exagero. É a Polly.
Ele desligou antes de terminar a frase.
Ytan apareceu encostando na porta.
— Você sabe que ela não é de vidro, né?
Adam olhou pra ele.
— Mas o mundo é.
Silêncio.
Mazon chegou logo depois, jogando uma chave de carro na mesa.
— Já reservei a área vip. E antes que você pergunte, sim… longe de confusão, longe de gente demais e com acesso privado.
Simon entrou em seguida, ajustando os óculos.
— Isso está começando a parecer uma operação médica, não um show.
Leda veio por último, cruzando os braços.
— Ou vocês podem só… deixar ela respirar.
Os quatro olharam pra ela ao mesmo tempo.
E Leda suspirou.
— Tá… esquece que eu falei.
Porque no fundo todos sabiam.
Polly não era só amiga.
Ela era o ponto de equilíbrio de todos eles.
E naquela semana, algo ia mudar.
Porque o show não era só diversão.
Era reencontro.
E reencontros daquele grupo… nunca eram simples.
Mais tarde leda e polly trocava mensagem animadas.
Leda riu sozinha enquanto digitava, jogando o celular na cama depois.
Leda: eu não presto mesmo 😂 mas você sabe que é verdade. se você aparece namorando, aqueles quatro enlouquecem.
Polly respondeu ainda rindo, encostada no sofá da sala, o cabelo ainda úmido e solto caindo pelos ombros.
Polly: eles já são loucos sem motivo, imagina com motivo então.
Leda ficou alguns segundos olhando a tela antes de responder, agora mais calma.
Leda: você não sente falta disso? de alguém do seu lado de verdade?
A pergunta bateu diferente.
Do outro lado da cidade, Polly parou um pouco. O sorriso diminuiu só um pouco, quase imperceptível.
Ela olhou ao redor da própria casa, silenciosa demais naquele fim de tarde.
Digitou devagar.
Polly: eu tenho vocês.
Leda leu e suspirou, porque conhecia aquela resposta de cor.
Mas não insistiu.
Só mudou o rumo da conversa.
Leda: ok… então se prepara. o show vai ser caos. Mazon já comprou bebida como se fosse fim do mundo.
Polly riu de novo.
Polly: claro que ele comprou. aquele ali acha que dinheiro resolve tudo.
Leda: e resolve mesmo pra ele 😂
As duas continuaram conversando por mais alguns minutos, falando de roupas, horário, e da ansiedade de se reencontrarem.
Mas enquanto isso…
Na base militar, Adam estava sentado, olhando uma foto antiga no celular.
Polly, mais nova, rindo no meio dos cinco amigos, no colégio.
Ele ampliou a imagem.
O maxilar travou.
Ytan entrou na sala sem bater.
— Você vai ficar encarando essa foto até quando?
Adam não respondeu.
Ytan se aproximou, viu a tela e soltou um riso curto.
— Você tá pior do que quando ela foi embora.
— Ela nunca vai embora — Adam respondeu seco.
— Ela sempre volta — Ytan corrigiu.
Silêncio pesado.
Do outro lado da cidade, Simon também estava no hospital, terminando uma cirurgia longa. Enquanto tirava as luvas, olhou o celular.
Mensagem de Mazon:
faltam poucos dias pro show. vocês já tão surtando ou ainda tão no nível saudável?
Simon respondeu só uma palavra:
não.
E guardou o celular.
Mazon riu sozinho dentro da concessionária, girando uma chave de carro caro entre os dedos.
— Vai dar merda… — ele murmurou divertido.
Porque ele conhecia aquele grupo.
E sabia que quando Polly voltava a aparecer depois de meses…
Nada ficava normal.
Nem eles.
Nem ela.
E o show ainda nem tinha começado.