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873 Words
Polly ainda estava no meio deles, rindo, quando virou o rosto de repente para Leda, curiosa. — E aí… cadê sua namorada? Você falou que ela vinha, né? Leda ajeitou o cabelo, um pouco sem graça, mas sorrindo. — Ela vai vir sim. Tá saindo do trabalho agora. Vai passar em casa rapidinho e vem direto. Polly arqueou uma sobrancelha, com aquele sorriso malicioso conhecido do grupo. — Ahhh… entendi. Ela olhou de lado, devagar, pra cima dos meninos. — Então vocês vão ficar me encarando até quando, hein? Ytan soltou um riso curto. — A gente tá só conferindo como vai te prender aqui pra você não fugir por mais três meses. Polly abriu a boca chocada. — Vocês são doentes. Mazon deu de ombros, tranquilo. — Planejamento é tudo. Ela riu alto, espontânea, e foi impossível não acompanhar. O som da risada dela preencheu o espaço. Simon fechou os olhos por um segundo, como se estivesse absorvendo aquilo. — Saudade dessa gargalhada… sabia? — ele comentou baixo. Polly olhou pra ele, o sorriso ainda no rosto. — Vocês falam como se eu tivesse morrido. Adam respondeu na hora, sério como sempre: — Quase. Ela jogou uma almofada nele. — Para! Ele nem desviou. Só pegou a almofada com facilidade. Ytan riu mais ainda. — Tá vendo? Continua agressiva. Polly apontou pra ele. — E continua irritante também! O clima ficou leve por alguns segundos, cheio de risadas e provocações. Até que Simon deu um passo mais perto e olhou pra ela com calma. — Você tá ainda mais linda. Polly piscou, surpresa. — Ah, pronto… Mazon apontou na hora. — Olha a bochecha dela ficando vermelha, gente. — Não começa — Polly disse rápido, já cobrindo o rosto com a mão. Leda riu alto. — Vocês quatro são demais, hein? Adam cruzou os braços, olhando pra Leda de lado. — Não fica com ciúme não, Ledinha. Você sabe que a gente também te paparica. Leda soltou uma risada, balançando a cabeça. — Eu sei… mas vocês são insuportáveis com ela. Tadinha da menina, deixa ela respirar um pouco. Polly apontou pra ela, ainda rindo. — Isso! Obrigada! Mas antes que o assunto continuasse… Os quatro ficaram quietos por um segundo. Não por acaso. Foi quando a atenção deles mudou levemente para a entrada da área VIP. Alguém estava chegando. E pelo jeito como o ar pareceu mudar de novo… não era qualquer pessoa. A conversa morreu no meio da risada. Não de forma brusca… mas como se o ambiente inteiro tivesse sido puxado por um fio invisível. Polly percebeu primeiro que algo tinha mudado. Ela seguiu o olhar deles. — O quê? — ela perguntou, ainda sorrindo. Leda foi a única que respondeu, mais baixa: — Ela chegou… E então a entrada da área VIP se abriu de vez. Uma mulher entrou. Segura de si, postura firme, roupa social ainda levemente formal do trabalho, cabelo preso de forma prática, olhar atento analisando o ambiente antes mesmo de sorrir. Ela não parecia intimidada pelo lugar. Nem pelas pessoas. Muito menos pelos quatro homens gigantes olhando diretamente pra ela. Ela só… caminhou. Direto até Leda. — Oi — ela disse, suave, encostando de leve na cintura dela. Leda sorriu na hora, diferente de como sorria com os outros. Mais leve. Mais dela. — Oi… você conseguiu vir rápido. — Eu saí assim que deu — a mulher respondeu. Polly observou aquilo com interesse imediato, aquele sorriso curioso que ela sempre tinha quando gostava de uma situação nova. Mas antes que ela comentasse qualquer coisa… Mazon murmurou: — Então essa é a famosa namorada… Ytan cruzou os braços. — Parece mais centrada do que o normal desse grupo. Simon soltou um leve riso pelo nariz. — Isso não é difícil. Adam não disse nada. Só observava. Como sempre fazia quando tentava entender alguém novo perto dela. Leda percebeu o clima e puxou a namorada mais pra frente. — Amor… esses são meus amigos. Ela apontou. — Polly. Polly deu um passo à frente imediatamente, sorrindo grande. — Oi! Finalmente! Eu tava começando a achar que você era lenda urbana. A mulher riu. — Eu sou real, prometo. Polly estendeu a mão primeiro, mas no meio do gesto mudou de ideia e abraçou ela de leve. — Bem-vinda ao caos. A namorada de Leda riu no abraço. — Já percebi. Quando se afastaram, Polly virou o rosto devagar pros meninos. — Tá… agora oficialmente vocês não têm desculpa pra me segurar aqui. Ytan respondeu na hora: — Temos sim. — Claro que têm — Mazon completou. — Sempre temos — Simon disse calmo. Polly abriu a boca, indignada. — Vocês são impossíveis! Adam finalmente falou, baixo, mas firme: — A gente só tá começando a te ver de novo. O silêncio que veio depois disso foi curto… mas estranho. Porque não tinha sido brincadeira. Polly piscou, como se tivesse sentido o peso por trás da frase. E pela primeira vez desde que chegou… o sorriso dela diminuiu um pouco. Não sumiu. Mas ficou diferente. Mais consciente. Como se ela tivesse acabado de lembrar que aquele reencontro não era só festa. Era algo muito mais profundo… e muito mais perigoso emocionalmente do que ela queria admitir.
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