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2243 Words
Eros Fisher Trabalhar na minha área não é fácil. Tem que ter sangue frio e a p***a de muito estômago para aguentar as merdas que chega pra nós todos os dias. Nós prendemos bandidos por tráfico de droga, roubo, porte ilegal de arma, assassinato e outras coisas. Mas para mim a pior parte do meu trabalho é lidar com crianças. Já perdi as contas de quantas crianças resgatei, por espancamento, trabalho infantil ou abuso s****l. Pra mim essa é a pior parte da p***a do meu trabalho. Outra coisa que me fode também é aquelas criança recém-nascidas que a mães abandonam na rua. A maioria das mães é menor de idade, tem medo de falar para a família que está grávida e acaba abandonando a criança ou sofre abuso e sem o apoio de ninguém abandona a criança no meio da rua. Hoje não é diferente, estou a caminho de uma casa no qual uma denúncia anônima alega que reside uma jovem adolescente que sofre maus tratos dos seus próprios pais. Mentalmente peço a Deus que não tenha nada haver com abuso s****l, quando envolve isso eu fico puto. Me tiraram dá p***a de uma investigação importante porque não tinha polícia na delegacia e eu tô puto, qualquer tempo perdido é uma vida perdida pra aquele assassino filho da p**a, que é um serial killer que se intitula como o “Justiceiro" — É aqui cara, nessa rua! — Axel fala. — Casa 324. — Meu parceiro Axel diz olhando no papel, onde contém o endereço da casa. Continuei dirigindo até parar na frente de uma casa com o portão cinza de madeira velha e mofada caindo aos pedaços. Saio do meu carro e observo a rua deserta, poucas casas ao redor e todas caindo aos pedaços, olhei para meu parceiro e ele entendeu o recado. Peguei minha arma já empunhando em minha mão, fui até o portão e o empurrei vendo que na verdade é uma madeira que só está encostada fingindo ser um portão, ando com meu parceiro em silêncio até a porta da casa. Assim que chego na porta sinto o cheiro de drogas, pais viciados? Essa merda só tá ficando piorando. Com o pé dou um chute na porta, fazendo a porta que já está podre cair no chão sem muito esforço, de cara eu já vejo um homem e uma mulher sentados no sofá. Olho em volta e sinto nojo do local, a casa é a p***a de um lixão, parece ser casa de gente acumuladora, de pessoas porcas. Tem restos de comida por todo lugar, resto de almofadas, colchão, paredes mofadas e pelo cheiro se brincar tem até bicho morto em decomposição. E o hilário é que o único lugar que tá mais limpo é a p***a da mesa de centro cheia de pó e seringas. A mulher já está louca, fora de controle falando palavras desconexas, mas o homem nem tanto. Quando ambos percebem a nossa presença, todo o pó que está em cima da mesa de centro é jogado no chão em uma tentativa falha de se livrarem do flagrante. — Viciados de merda! — Axel fala puto. — O que... vocês estão....fazendo aqui? — O drogado perguntada falando tudo enrolado. — Vocês não tem direito de invadir a minha casa! Olho pro meu parceiro Axel e entendo o seu olhar, ele tá pedindo pra mim ter paciência e na moral? Tô puto pra c*****o. — Sou o Policial Eros Fisher e esse é meu parceiro Axel, recebemos uma denúncia anonima de que tem uma jovem nessa casa que está sendo mantida em cárcere privado. — Observei o homem e a cada palavra ele fica cada vez mais branco, a denúncia não mentiu. Filhos da p**a. — Eros, vai lá em cima enquanto eu fico aqui de olho neles. — Axel fala sem tirar os olhos dos drogados a nossa frente. A mulher tá agitada, falando coisa desconexa, rindo e revirando os olhos, já o homem tá todo nervoso, tá todo pilhado. — Vocês não vão a lugar nenhum, cadê a ordem judicial? — Aperto o cano da minha arma puto. — Não podem invadir minha casa sem mais nem menos — Drogado filho da p**a. — Você está certo. — Falei. Meu ódio cresceu quando eu vi ele sorrir e seus dentes podres aparecer. Nojento pra c*****o, p**a que me pariu. — Mas não irei esperar uma ordem judicial, pois isso demora anos e até lá é mais uma vida perdida — Falei e logo seu sorriso nojento murchou. — Aquela praga denunciou a gente, eu vou matar ela — O homem fala se levantando e tentando correr até às escadas, então mirei minha arma e atirei na escada. O tiro foi certeiro, ele se assustou e estava tão drogado que caiu rolando escada a baixo, já apagado sob efeito de drogas. Se morrer, é menor um. — Mais um passo e a senhora vai presa! — Axel fala pra mulher que agora está prestando atenção. — Eros vai olhar lá em cima, ficarei de olho aqui. — Axel fala com firmeza sem desviar os olhos dos dois. Subi a escada de dois em dois degraus tomando cuidado pra não cair na escada nojenta, quando cheguei no andar de cima senti o cheiro podre e todo o lugar é muito sujo. Fui abrindo de porta em porta até vê que uma estava trancada, ouvir um choro baixo e logo fiquei em alerta. É choro de mulher. — Vai embora Rodrigo me deixa em paz, por...por favor — A voz está totalmente assustada e chorosa. — Não é o Rodrigo, sou o policial Eros e estou aqui para ajudar, você é a jovem que está sendo mantida aqui contra a su...— m*l terminei de falar e a porta foi aberta. Não deu nem tempo de eu olhar pra ela, pois a menina se jogou nos meus braços chorando desesperada, se agarrando a mim como se tivesse medo que eu sumisse a ela ficasse sozinha novamente. — Sou... eu, obrigado obrigado, eu não aguentava mais, eles me bateram e eu achei que ia...ia... aí meu Deus... — Ela fala tudo rápido demais e para tentando respirar. A menina me abraçou mais forte, fungou afundando o rosto em meu peito coberto pela a minha farda e eu senti as suas lágrimas molharem a minha camisa, quando eu percebi meus braços já estavam a puxando para perto de mim, retribuindo seu abraço trêmulo e nervoso. — Calma, preciso que você se acalme e fale com calma sei que é difícil, respira fundo e se acalma. — Falo e aos poucos ela vai se acalmando. Então ela respira fundo e aos poucos sua respiração vai voltando ao normal, ela para de chorar e se solta de mim, quando finalmente ela se acalma eu afrouxou o meu abraço. Quando eu consegui olhar para seu rosto senti algo no meu peito, um sentimento estranho prá p***a. Seus olhos vermelhos e seu rosto banhado em lágrimas mexeu comigo, por um momento eu me pego fascinado pela sua beleza. Ela não é uma criança e muito menos uma adolescente, ela já é uma mulher! Analiso cada parte do seu rosto com cuidado, seus olhos castanho escuro estão vermelhos de tanto ela chorar, seu cabelo está todo bagunçado e sua boca carnuda meio vermelha está um pouco cortada, não é difícil de vê a marca meio arroxeada em seu rosto. — Meu nome é Giovanna, os monstros lá em baixo são meus pais... — Ela fala me fazendo voltar a merda da realidade e eu me xingo por sentir atração por ela. — Eu não quero fica mais aqui moço, por favor me tira daqui, eu não aguento mais! — Eu vou te levar embora! — Falo e quando eu vejo, já estou segurando seu rosto delicado em minhas mãos, fazendo um carinho suave em seus lábios, onde está machucado. — Vamos! — Falo, mas ela n**a com veemência. — Eles vão me bater...eu não quero apanhar. — Sinto a p***a do meu coração bater mais forte e meu sangue bombear em minhas veias fazendo meu ódio crescer por aqueles dois monte de merda. Seus olhos são tão lindo, mas carregado de tristeza e dor. — Eles não vão chega perto de você! — Falo e ela me olha meio confusa.— Confia em mim? — Perguntei tentando transmitir confiança. — Qual seu nome? — Quis rir dá pergunta, ela estava tão nervosa que não ouviu quando eu falei meu nome. — Eros, meu anjo. — Falo. Giovanna sorri meio envergonhada limpando as lágrimas do seu rosto — Deus do amor... — Ela solta de repente, seus olhos se arregalam e suas bochechas ficaram vermelhas. — Desculpa é que eu amo mitologia grega... vamos? Ver a sua vergonha ao me chamar de “Deus do amor” foi engraçado, ao invés de falar algo eu só segurei em sua mão com firmeza e a puxei deixando ela do meu lado. Seguimos andando, a cada paço eu senti sua mão tremer, quando eu olhei para o lado me assustei vendo a menina parecer um fantasma de tão pálida que ela está. Quando chegamos na escada vi Axel e o policial Miguel prendendo o casal que já estão algemados em pé perto da porta, Axel deve ter pedido reforço. — Sua v***a você nos denunciou, sempre te demos tudo e você fez isso conosco? — O homem fala e eu sinto uma vontade insana de atirar na testa desse drogado. Na minha cabeça ela ia ficar calada, mas quando eu vi Giovanna soltar a minha mão e descer as escadas com fúria nos olhos fiquei confuso. Cadê a menina chorona? — Que? Você tá louco, a única coisa que você me deu foi marcas roxas, tanto você e essa vagabunda que se intitulam os meus pais. — Fala e quando chega perto dele seu olhar é mortal. — EU ESPERO QUE VOCÊS MORRAM. — Calma menina, eles vão ser preso por tráfico de drogas e por tudo o que fizeram com você, garanto que vão fica muito tempo preso. — Miguel fala. — A quanto tempo você sofre agressão física? — O policial Miguel perguntou. — Desde pequena. — Ela murmura e p**a merda, meu ódio por esses filhos da p**a cresceu a cada minuto. Como alguém é capaz de ser tão r**m a chegar ao ponto de espancar a própria filha? — Passou de agressão? — Pergunto e ela me olha confusa. — Vou ser mais direto com minha pergunta, aconteceu abuso s****l? — Perguntei pedindo a Deus por uma resposta negativa. — Não, mas onte... — Ela parou e me olhou meio vacilante, como se lembrar do acontecido a deixasse sem ar. — Pode falar, agora você está segura e temos que saber de tudo para eles ficarem pressos por muito tempo. — Falo. — Ontem eles tentaram me vender por uma noite para um homem, então eu fugi e só voltei á pouco tempo por isso estou tão machucada. — FILHOS DA p**a. — Ok, vou com eles para a delegacia dá início a papelada. — Miguel fala e vai embora. — Daqui eu vou para casa, meu turno acabou, vou na viatura do Miguel. — Axel fala e sai logo em seguida, olho para Giovanna que está olhando fixamente para o sofá. — Giovana? — A chamei. Ela me olhou parecendo volta dos seus pensamentos — Você tem que ir na delegacia registrar a ocorrência, fazer o BO, corpo de delito e falar tudo, para que eles possam ficar na prisão por muito tempo. — Ela assentiu com a cabeça mas não falou nada e continuo olhando em volta como se tivesse submersa em pensamentos. Aproveitei para analisar sua aparência e p**a merda. Pele branca, cabelo grande batendo no meio das costas, olhos castanhos escuro e um corpo lindo, me custa acreditar que essa menina tão linda vive nessa miséria. Que idade essa menina tem? p***a Eros, p***a. — Eu vou me trocar e vou pra delegacia, nos encontramos lá? — Olhei em volta, analisando uma sala vazia e podre, um sofá velho todo rasgado uma mesinha cheia de restos de cocaína. Os outros quartos que eu olhei quando estava lá em cima só tinha um colchão velho no chão e roupas em sacolas plásticas, luz provavelmente não tem já que nem água tem, como essa menina vivia aqui? — Deixa eu adivinhar, não tem água, nem luz e nem comida? — Pergunto. — Não tem água e muito menos luz, comida eu não posso comprar mas eu tenho uma amiga que a mãe dela é como uma mãe pra mim e todo dia eu almoço lá e trago a janta pra comer no meu quarto, sempre faço isso. — Giovanna falou e eu pude ver que ela não tem condições de viver sozinha nessa casa, não mesmo. — Vamos, eu vou levar você na delegacia. passamos em algum lugar e compramos alguma coisa pra você comer. — Falo e ela me olha confusa. — Lá eu procuro um lugar melhor pra você viver. — Tudo bem, só 1 minuto. — Diz e corre escada a cima. Eu não pude deixar de reparar na sua b***a que rebola dentro do mini shorts de pijama que ela veste. Me virei de costas rapidamente, fechei meus olhos e pedi a Deus para me dar todo o autocontrole dos céus, porque eu vou precisar.
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