Eros Fisher
Quando ela apareceu na sala com uma bolsa pequena eu olhei sem acreditar, ela só tem isso de roupa?
Meu Deus, como era a vida dessa menina quando criança ?
Observo Giovanna prender o cabelo em um r**o de cavalo firme, seu olhar perdido e sem rumo.
Ela mudo de roupa, está com um shorts jeans curto e uma blusa larga masculina gigante mas que não cobre p***a nenhuma, não acredito que ela que ir na delegacia com esse pedaço de pano.
— Giovanna ? — Ela parece esta hipnotizada, mas quando a chamo ela me lança um olhar sério.
Apesar de tudo vejo força e vontade de vencer em seu olhar, essa menina é uma guerreira!
— Me desculpa, eu estou tão perdida em
pensamentos... o que você queria falar? — Pergunta com a voz calma.
— Você vai para a delegacia com esse short? — Pergunto e vejo ela fechar a cara aos poucos. — Isso está longe de ser considerado uma roupa descente.— Giovanna me olhou indiguinada.
— Você acabou de me salva, mais isso não te dá direito de fala assim comigo e muito menos de critica minha roupa, seu machista! — Sorrio ao vê que ela está mostrando outro lado dela.
Ela é forte, muito forte!
— Você vai para uma delegacia não uma
balada, com essa roupa você não entra na minha viatura. — Falei sério.
Giovanna ela me olhou mostrando indignação mais logo um sorriso irônico broto nos seus lábios.
— Isso não é problema meu bem, Deus me deu pernas lindas e forte, sei muito bem ir andando. — Falo e saiu rebolando para fora da casa.
Fiquei parado sem reação, essa menina não deu a mínima para o que eu disse e eu já prevejo muita dor de cabeça, saio da sua casa e quando vi, ela já está longe, quase na esquina
Meu Deus, o que eu fiz pra merece isso?
Entrei no carro e dei partida, quando a alcancei fui dirigindo do seu lado a chamado.
Mas a filha da p**a continuou andando, fingindo que não me conhecer.
— Giovanna entra agora nessa viatura, não estou pra brincadeira. — Ela continuo
andando.
Mas o que me deixou puto foi que calmamente ela pegou um iPod da bolsa, conectou o fone de ouvido e logo em seguida colocou os fones como se eu não estivesse do lado dela que nem um trouxa a chamando.
Hoje realmente não é meu melhor dia, essa menina quer me deixa louco, mas que p***a.
Parei a viatura rapidamente e fui até ela,
peguei ela pelas pernas a jogando nos
meus ombros.
Giovanna começou a gritar
loucamente esmurrando minhas costas, fui até a viatura abri a porta e a joguei dentro do carro, fechando a porta e a travando, pra ela não sair correndo.
Andei calmamente até a outra porta, abrir e me joguei no banco, quando olhei pro outro lado a cena que vejo dá vontade de rir.
Giovanna está totalmente descabelada, a
encaro esperando ela surta e me xinga mas tudo que ela faz é fecha os olhos e respira fundo, então quando finalmente ela me olha. Eu vejo ódio nos seus olhos.
— Eu posso saber por que você fez isso
seu filho da mãe? — Ela pergunta, primeiro você me ofende, depois me pega pelas perna e me joga no ombro como se eu fosse um saco de batata, isso não se faz.— Nunca vi uma menina tão controlada, se fosse outra já estaria fazendo um escândalo.
— Giovanna eu falei dá sua roupa para seu bem, isso não é roupa de ir para uma delegacia lá é cheio de homem.—Ela revirou os olhos e pegou a sua pequena bolsa, jogou no banco de trás e me encravou com deboche, abusada do c*****o.
— Invés de fala que eu não posso usar uma
roupa por causa do tamanho, você deveria ensina seus amigos a respeitar uma mulher independente do tamanho da roupa dela. — Ela fala e p**a merda.
As palavras dela me deixam sem saber o que falar, ela estar certa querendo ou não. Os cara que é escroto.
— Me perdoa pelo o que eu falei, hoje aconteceu tanta merda na delegacia. — Falo e vejo seu olhar suavizar aos poucos, seus ombros caírem e eu volto a ver a menina triste.
Toda sua rebeldia e ironia é uma capa que ela usa, ela só está tentando sobreviver.
— Isso não significa que você pode descontar sua raiva nos outros, tenta se controlar Eros. — Suspirei pesadamente, p***a essa menina tem resposta pra tudo.
O caminho foi calmo com Giovanna sempre olhando a janela, seu olhar triste e seus ombros caídos demostram até ela está m*l.
Respiro fundo, hoje tenho que busca meu afilhado para passa o final de semana comigo, mais antes tenho que ver um local para Giovanna ficar, ela não tem nem roupa direito. Vai ser bem difícil arrumar algum lugar pra ela.
Quando chegamos na delegacia assim que estacionei, Giovanna pula do banco
e entra na delegacia deixando sua bolsa no banco de trás, peguei a bolsa e travei o carro.
Entrei e vi Giovanna falando com a policial Elena, não sei o que Axel falou, mas ela deu um sorriso pequeno mostrando seus dentes perfeitos.
Porra, eu a salvo e ele recebe sorrisos, já eu recebi ofensas, Axel não faz nada e recebe sorrisos?
Eu a salvo, cuido dela e recebo ofensas e xingamentos.
— Giovanna, você esqueceu sua bolsa no carro. — Ela se virou ainda sorrindo pegou a bolsa e olhou nos meus olhos, seu sorriso é lindo, eu nunca vi nada igual. p***a Eros.
— Obrigado Eros. — Falo mais logo volto a conversar com Elena e Axel.
Não a respondi e fui direto para minha sala, entrei na minha sala e fechei a porta me sentindo aliviado de está nela.
Me sentei na minha cadeira, fechei meus olhos e tentei relaxar, peguei um dos relatórios e vi uma carta em minha mesa, tenho certeza que ela não estava ali quando eu sai.
A peguei rapidamente e abrir a carta, comecei a ler e quando terminei uma felicidade imensa me atingiu.
Anthony o garotinho cujo a mãe foi morta
pelo pai na sua frente foi adotado, a cena que eu presenciei foi horrível, ao entrar dentro dá casa eu encontrei o menino chorando em cima da mãe morta e cheia de sangue, infelizmente ela foi mais um caso de feminicídio.
— Eai Eros, gostou da novidade? — Axel
pergunta mostrando em sua mão a mesma carta.
Olho para o meu companheiro, somos amigos a anos, o conheci ainda na escola crescemos juntos e sonhamos juntos em ser policial, juntos nós estudamos e juntos alcançamos o nosso sonho, hoje somos companheiros de escolta e vida.
Quando saimos dá delegacia com uma denuncia de feminicídio envolvendo uma criança eu sabia que não ia ser fácil, quando o tiramos de cima da mãe dele ele não falou uma só palavra, só chorava em silêncio, até eu e Axel aparecermos no orfanato e ele nos abraçar, agradecendo por temos o ajudando.
A minha surpresa foi grande em saber que aquela era a primeira vez que ele falava.
Então decidimos apadrinhar ele e com o tempo ele se tornou um afilhado pra mim, eu e Axel sempre saíamos com ele o ajudando a superar sua perda e entender o que aconteceu
Sei que assim como eu, ele nunca vai esquecer aquela cena mais espero que um dia ele supere juntamente com essa nova família.
— Você sabe que tudo que eu queria era que ele fosse adotado e muito feliz. — Falo e ele assente. — A família é boa ? — Perguntei olhando para a carta, vendo uma foto sua com um homem e uma mulher, ele está sorrindo e parece feliz.
— São ótimos eu os conheço, são bem de vida e vão dar todo amor que o Anthony precisa. — Sorri peguei sua foto que veio na carta e coloquei encostado no porta retrato, juntamente com o do meu sobrinho.
— Axel sei que você não veio falar só do Anthony, algum problema no sistema? — Pergunto voltando a olhar para a papelada.
— Cara você sabe que enrolação não é comigo né, eu fui atrás de lugar para Giovanna ficar e em todos os orfanatos foi negado. — O olhei incrédulo, tão de palhaçada com a minha cada, só pode.
— Mais eles não podem fazer isso ela é adolescente ainda tá na lei, vou pedir uma ordem judicial.— Ele balançou a cabeça negando. — Ela precisa de alguma lugar pra ficar c*****o.
— Eros, ela vai fazer dezenove ano, ano que vem faz 20, orfanato nenhum aceita! — Falou sério.
— Mas que p***a, em que mês ela faz 19? — Pergunto puto.
— Próximo mês cara. — Ele fala. — Infelizmente, agora é ela por ela mesma.
MERDA!