Giovanna Castelli
Minha vida sempre foi puro sofrimento, pais viciados que me batiam muito, mãe submissa aos abusos do meu pai e que nunca ligou pra nada e era um verdadeiro filho da p**a.
Eu sempre aguentei tudo calada. Eu era a menina estranha da escola, não tinha amigos, vivia de roupa cumprida para não mostrar as marcas, cheia de piolho e muitas vezes até m*l cheiro, afinal eu era só uma criança e não sabia me cuidar direito.
Até um dia eu conheci a Naomi e dona Dulce, minha melhor amiga e sua vó. Uma senhora que me acolheu e ao invés de me afastar da neta dela por me achar estranha cuidou de mim, me deu remédio para piolho, me levou ao médico escondido e fez vários exames para vê como andava a minha saúde.
Com o tempo a Dona Dulce se tornou uma mãe pra mim, aos 14 anos meus “Pais” descobriram minha amizade com a Naomi e queriam me proibir de ir a escola.
Mas graças a Deus eu consegui mostrar para eles que se eu faltasse muito na escola, a diretora mandaria a polícia atrás de mim pois criança nenhuma deve ficar sem estudar.
Hoje com 19 anos, faltando pouco pra os 20 anos tudo foi ficando pior, eu até consegui terminar meus estudos, consegui com muita garra e muitas vezes quando chegava em casa apanhava por insistir em ir as aulas.
Quando eu terminei a escola fiquei animada com a possibilidade de poder começar a trabalhar e sair dá casa dos meus pais, mas deu tudo errado.
Arrumei um emprego em uma lanchonete e eles foram no meu trabalho me humilhar, me xingar e só não me bateram porque tinha seguranças, mas não deu em outra.
No final do expediente eu assinei a minha demissão, foi assim com a maioria dos meus trabalhos, no total foram 5.
Eu até me mudei para a casa da Dona Dulce, mas eles sempre iam na casa dela fazer escândalo, ameaçando chamar a polícia e os vizinhos sempre ficavam olhando.
Dona Dulce é diabética e hipertensa, para evitar estresse eu acabei voltando para casa e apanhei tanto, mas tanto que desmaiei e quando acordei eu estava mijada.
Então eu tomei um banho e fiquei no meu quarto me preparando para o que sempre acontecia todas as noites.
— Giovanna? — Ouvi a voz do Eros me
chamar.
— Oi, aconteceu alguma coisa ? — Perguntei voltando a realidade.
Mas como eu não ouvi resposta alguma, ergui minha cabeça e vi um esboço de sorriso em seus lábios, ele deveria sorrir mais.
Eros fica lindo quando sorri.
— Venha até minha sala, precisamos conversar. — Será que é alguma noticia r**m ?
Bom, depois de tudo que já passei, nada me abala.
O segui já pensando na bagunça que deve ser sua sala, papéis manchados de café para todos os lados, rosquinha de açúcar na mesa e daí pra pior.
Mas quando ele parou em frente a porta e me deu espaço para passa eu não acreditei no que eu vi.
A sala do Eros é completamente limpa e organizada, o cheiro do seu perfume está em toda sua sala, é um perfume masculino bem forte, amadeirado e com um cheiro de algo a mais que eu não consigo desvenda, mas é um perfume que gruda na mente.
Me sento na cadeira e quando ele fecha a porta eu estremeço, Eros dá a volta e eu aproveito para dá uma olhada em seu corpo todo musculoso, bonito e malhado.
Observo ela sentar em sua cadeira do outro lado da mesa, me dando o prazer de vê todo os seus músculos se flexionar por de baixo da sua farda, meu Deus esse homem é muito gostoso.
— Giovanna, você é assim mesmo? — Saio do meu mundo de safadeza e olhei nos olhos de Eros, mas que p***a.
— Assim como ? — Falei erguendo minha sombrancelha, o desafiando a falar.
— Você vive no mundo da lua p***a, estou
falando a 15 segundo e você parece esta fora de órbita. — Como eu vou explicar que eu estava sendo uma p**a safada imaginando ele sem roupa?
— b***a você, que não confirmou se eu estava prestando atenção. — Eros me lança um olhar mortal, coitado deve achar que me mete medo.
— Eu quero saber, porquê você não me disse que tem 20 anos? — Pergunta sério.
— Primeiramente eu não tenho 20 e sim 18, irei fazer 19...e outra, você não me perguntou nada. — Digo.
— Giovanna, não estou com paciência para suas gracinhas! — Ele fala puto e na mesma hora eu percebo que o assunto é sério.
— Desculpa. — Falo vendo que o negócio é bem mais sério. — Mas pode prosseguir, o que eu ia dizendo é que falta pouco tempo para os meus 20 anos.
Eros me olha bem sério, então n**a e solta o ar aos poucos.
— O que acontece Giovanna, é que por você já ter 18 nenhum orfanato irá te aceitar. — Engoli em seco. — Eu estou quebrando cabeça para saber onde você vai ficar, nem que seja só essa noite.
A cada palavra eu tento não surta, meu santo Deus, o que eu vou fazer? Não tenho família, estou sozinha no mundo e não quero da trabalho para Naomi e dona Dulce.
— Olha Eros eu entendo, mas se não tiver
nenhum lugar eu me viro, não precisa ficar preocupado. — Falo cada palavra
com firmeza, mas dentro de mim eu quero que ele não ligue para o que eu acabei de falar.
Eros me olha com atenção, mas parece me analisar e pensar em suas atitudes tentando analisar todas as suas opções.
— Você vai fica na minha casa. — Ele falou rapidamente, mais foi o suficiente pra mim cai na gargalhada.
Eu tô rindo mais é de nervoso, juro.
— Eros você está brincando, com a minha
cara? — Ele levanto sua sombrancelha
perfeitamente desenha com ironia, será que ele faz a sombrancelha ?
— Não estou brincando Giovanna o assunto é sério? — Ele fala. — Ou você fica um tempo na minha casa ou vai morar na rua, eu jamais irei te fazer m*l e você sabe disso, na minha casa tem quarto de hóspedes, você vai ter um quarto só para você e depois podemos vê o que dá para fazer.
— Eros, eu não posso aceitar. — Digo seria. — Eu não trabalho, como vou lhe ajudar nos gastos? Apesar de tudo, ela me comprava algumas coisas que eu preciso e eu agora, eu não sei nem como vou fazer pra me vira.— Expliquei.
Eros me olhou por alguns minutos como se estivesse pensando e respondeu.
— Você quis dizer "absorvente” — Pergunto.
— Sim e outras coisinhas — Digo começando a ficar envergonhada, merda.
— Eu não vejo problema nenhum em comprar absorvente pra você ou seja lá mais o que você precisa. — Fala. — Eu posso ver um emprego pra você isso não é problema, análise toda situação e
Antes que Eros termine de falar, Axel entra na sala bem sério.
— Desculpa interromper a conversa de vocês. — Axel fala. — Mais temos que fazer exame de corpo de delito e recolher o depoimento. — Eros balança a cabeça confirmando e se volta para mim.
— Pode ir lá Giovana, depois você volta aqui na minha sala, temos que terminar esse assunto. — Levantei devagar e sai da sua sala.
Segui o Axel que não parava de fala um minuto sobre várias coisas e fiquei a todo momento ouvindo suas palavras, prestando atenção em tudo.
Foi tudo calmo e animado ao mesmo tempo, Axel sempre me fazendo dá risada ao fala alguma piada b***a de policial.
Em pouco tempo eu já tinha feito amizade com todos da parte de corpo de delito e até mesmo o policial Juan o mais fechado da turma, Axel garante que até ele tem medo do homem grandão com cara de m*l.
Na hora do depoimento, eu entrei em uma sala me sentei em uma cadeira de metal, enquanto eu ia respondendo as perguntas Axel ia falando sobre tudo o que eu sofri, um homem ia digitando tudo e a todo momento Axel ficou sério.
Quando ele terminou, Axel me pediu para esperar que eu iria assinar o depoimento, quando o escrivão terminou de imprimir tudo ele saiu com os papéis coloco na mesa junto com uma caneta e foi embora, então eu logo comecei a assinar todos os papéis com os olhos do Axel em mim.
— Eros é um cara bom Giovanna. — Olho para Axel confusa, sem enteder suas palavras.
— Por que você está me falando isso? — Axel dá um sorriso de lado me fazendo estremecer, meu santo Deus esse homem também é uma perfeição de tão gato.
— Eu sei o que ele propôs pra você e também sei que você está com receio. — O olhei assustada, eu não tinha ideia do quanto ele é perspicaz.
— Eros falou com você sobre o que ele ia me propor? — Perguntei olhando em seus olhos, tentando vê alguns vestígio de mentira.
— Não anjo, mas eu conheço o meu amigo o suficiente para saber que ele jamais te deixaria na rua. — Fala, sinto parte das minhas barreiras se quebrarem. — Eu já imaginava que ele iria te propor isso, pude ver no olhar dele.
Suas palavras me deram alívio, um alívio quase imediato.
— Desde quando vocês se conhecem?— Pergunto curiosa.
— No primeiro ano do ensino fundamental, melhores amigos deis dos seis anos de idade.. agora trate de prestar atenção nas minhas palavras. — Ele me analisa, para vê se estou prestando atenção e então continua. — Aceita essa proposta, Eros é um homem bom, conheço o meu amigo e sei que ele jamais te fará m*l, agora deixa eu ir pois tenho trabalho a fazer.
Inesperadamente Axel dá deu um beijo na minha testa e sai pela porta com os papéis que eu assinei me deixando com a cabeça a mil.
Então é isso, mesmo que rápido demais eu já tenho minha decisão, saio da sala de depoimento e ando até a sala do Eros, antes que eu perca a minha coragem, eu entro sem bater na sala do Eros vendo ele me olhar sério franzindo a sombrancelha.
— Não sabe bate na porta Giovana? — Revirei meus olhos e ele balançou a cabeça negativamente.
— Já tenho minha resposta Eros. — Ele me olhou sem expressão nenhuma.
— Então o que você me diz? — Respirei fundo e falei.