Três dias após a publicação da reportagem explosiva, a cidade fervia com especulações e teorias conspiratórias. A queda da Blake & Co. estava em todos os noticiários, mas, curiosamente, alguns veículos começaram a suavizar a cobertura, como se tentassem abafar o impacto. Alexander percebeu o movimento assim que ligou a televisão naquela manhã. — Estão tentando controlar a narrativa — disse ele, encarando a tela com o cenho franzido. — Compraram parte da imprensa. Sophia, ainda de pijama, se sentou no sofá ao lado dele. — Isso era previsível. Mas temos Rafael, Isadora, Jonas… Eles não vão recuar agora, certo? Alexander suspirou. — Espero que não. O telefone tocou. Era um número desconhecido, mas com prefixo internacional. Alexander atendeu, cauteloso. — Senhor Blake? — A voz do outro

