A cabana de madeira onde Sophia decidira passar a noite era simples, mas aconchegante. A cama tinha lençóis brancos com cheiro de lavanda, e a lareira acesa lançava sombras dançantes pelas paredes. Lá fora, o som das ondas e o vento entre as folhas pareciam entoar um canto de advertência, como se pressentissem o que estava por vir. Sophia segurava o envelope com os dedos tensos, sentada sobre a cama. A carta parecia pesar mais que o próprio corpo. Era a ponte entre o presente e um passado que ela m*l se lembrava. Um pedaço do quebra-cabeça que podia, finalmente, fazer tudo se encaixar. Com um suspiro, ela rompeu o lacre. A primeira coisa que viu foi uma foto antiga. Nela, ela estava mais jovem, com o rosto sereno e os olhos vivos, abraçada ao lado de um homem de terno — seu pai. Ao fund

