Capítulo 3 – Provocações Irresistíveis

750 Words
Sophia desceu os andares como se andasse em nuvens. Sua mente ainda girava, incapaz de processar completamente o que havia acontecido. Cada palavra, cada olhar, cada toque sutil de Alexander Blake parecia ter se impregnado em sua pele. Ela m*l teve tempo de respirar quando a secretária lhe entregou uma agenda recheada de compromissos, reuniões e uma tonelada de documentos para revisar. Sophia jogou-se na cadeira de sua nova sala, tentando colocar a cabeça no lugar. Mas como pensar quando a lembrança do toque dele ainda queimava sua nuca? As horas passaram devagar. Sophia mergulhou no trabalho, decidida a provar que estava ali por mérito, não por qualquer insinuação. No entanto, a cada vez que pensava ter retomado o controle, a porta da sala entreabria discretamente e ela o via passando, lançando-lhe olhares intensos. Na hora do almoço, enquanto organizava papéis, seu celular vibrou. Uma mensagem inesperada: Número desconhecido: "Sala de reuniões 14h. Traga sua coragem." Sophia franziu o cenho. Era ele. Tinha certeza. Cada letra parecia carregada de uma promessa perigosa. Quando o relógio marcou 13h55, ela já estava à porta da tal sala, o coração martelando no peito. Respirou fundo, conferiu sua aparência no reflexo da parede de vidro — a saia justa, a blusa branca de botões, o salto alto — e entrou. A sala estava vazia, exceto por Alexander, que estava casualmente encostado na grande mesa de madeira. As luzes estavam mais baixas, criando uma atmosfera intimista que fez seu estômago revirar de expectativa. Ele sorriu de maneira lenta, preguiçosa, como se já soubesse exatamente o efeito que causava nela. — Feche a porta, Sophia — ordenou, a voz baixa, quase um ronronar. Ela obedeceu, tentando parecer mais fria do que se sentia. Quando se virou, Alexander já estava diante dela. Rápido. Implacável. Sem dizer uma palavra, ergueu a mão e deslizou um dedo pela linha da mandíbula de Sophia, como se estivesse mapeando cada centímetro de sua pele. — Você não lembra, não é? — murmurou, seus olhos penetrando os dela. Sophia arregalou os olhos, sem ar. — Lembrar do quê? Ele riu baixo, um som rouco que vibrou direto em seu ventre. — Daquela noite... Do que você fez comigo — sua voz era uma carícia obscena. O rosto de Sophia pegou fogo. Ela não lembrava. Pelo menos, não completamente. Lembrava de flashes — o calor de mãos ávidas, o gosto de lábios famintos, o prazer bruto consumindo tudo. Mas agora, encarando Alexander tão de perto, ela sentia como se cada célula de seu corpo reconhecesse a dele. Ele deu um passo ainda mais próximo. Sophia sentiu a mesa fria pressionando suas costas. — Eu passei horas — ele continuou, a boca a centímetros da dela — tentando esquecer o sabor da sua pele. O jeito como você gemia contra minha boca. Sophia fechou os olhos, lutando contra o turbilhão de sensações. Alexander não a tocou. Apenas ficou ali, sua presença densa como fumaça, seu cheiro de madeira e especiarias invadindo seus sentidos. — Eu deveria demitir você — ele disse, em tom de provocação. — Seria mais seguro. — Então faça isso — ela desafiou, abrindo os olhos e encarando-o. Alexander sorriu, um sorriso predador. — Não. Eu prefiro manter você por perto... para me atormentar. Antes que ela pudesse responder, ele inclinou-se ainda mais e passou os lábios levemente pela curva do pescoço dela, sem chegar a beijá-la. Era pura provocação, pura tortura. O corpo de Sophia arqueou involuntariamente, buscando mais contato. Mais dele. Alexander deslizou uma mão pela cintura dela, apertando-a de leve. — Está sentindo isso, Sophia? — sussurrou em seu ouvido. — Essa tensão. Essa vontade de quebrar todas as regras. Ela não conseguia negar. Cada fibra de seu ser clamava por ele. Mas ainda havia algo dentro dela — talvez medo, talvez orgulho — que a fazia resistir. — Eu sou sua funcionária — ela disse, a voz rouca. — Isso é errado. Ele se afastou, apenas o suficiente para olhá-la nos olhos. — Errado nunca pareceu tão certo — disse, sua voz carregada de uma promessa sombria. Alexander soltou sua cintura lentamente, como se custasse a se controlar, e deu um passo para trás. — Volte ao trabalho, senhorita Bennett — disse, num tom controlado. — Mas saiba... isto entre nós não acabou. Sophia saiu da sala com as pernas trêmulas, sentindo-se como se tivesse atravessado um incêndio. Ela sabia que tinha cruzado uma linha invisível. E que voltar atrás talvez já não fosse mais uma opção.
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