Proposta

1606 Words
Capítulo 3 Júlia Bailey - Claro que não vou te obrigar a se casar com ninguém, minha filha! - Meu pai praticamente correr em minha direção e me abraça. - Não te criei como uma princesa para te obrigar a fazer algo que não deseja, minha querida, eu nunca faria isso. - Gostava tanto dos abraços do meu pai, mas ainda não estava tranquila, algo acontecia e eu, mas que tudo queria saber. - Então posso escolher meu noivo? - Meu pai na mesma hora ficou tenso ainda me envolvendo em seus braços. Eu sabia exatamente a resposta da minha pergunta, meu pai foi criado em uma família tradicional e regras vem junto com a bagagem de pertencer a família Bailey. Medo de uma grande riqueza cair em mãos erradas era maior que qualquer outra coisa. Nenhum casamento nessa família foi feito com base em amor, somente em contrato de negócios, essa era a raiz que a minha família foi fundada e que nunca se afastaria. Vejo meus irmãos cruzarem os braços e olharem para o meu pai aguardando a sua resposta. Era uma batalha silenciosa que agora ocorria naquela sala. Nós três crescemos sabendo exatamente o nosso futuro, mesmo que não sabíamos de fato o que isso significava, bom, eu não sabia até chegar em casa e ver essa grande confusão é pior, que era por causa de um futuro casamento. - Filha, eu e a sua mãe nos casamos em um acordo de casamento justo e vantajoso para ambas as famílias, mas não focamos no negócio que envolvia a nossa vida e sim na possibilidade de sermos felizes ao não. Nós podíamos nos odiar e fazer da nossa vida de casal um verdadeiro inferno, mas não lutamos para sermos felizes e temos um casamento de trinta longos e felizes anos. - Meu pai amava muito a minha mãe, disso eu nunca discuti. – Como eu não escolhi, você e seus irmãos não iram escolher também. Eu sabia, meus pais se amavam além do infinito, eles eram almas gêmeas, em relação ao amor deles e nunca poderíamos questionar. - Então vou me casar com o escolhido que achar ser o candidato ideal? - Pergunto com uma pitada de sarcasmos. - Sabe que posso ter sorte como você e a mamãe, mas também posso me dar muito m*l pai, posso me casar com um homem que me faça infeliz e sofrer muito, tem noção disso? A pessoa que o Senhor escolheu me casar pode me fazer muito infeliz, quero deixar bem claro essa observação. Joseph e Jonathan chegam a ficar irritados com a minha fala, mas não estou falando nenhuma mentira! O fato que eu seja a princesinha deles não quer dizer que eu seja o mundo de um homem, até porque eu nunca tive oportunidade de ter um ficante ou namorado. - Eu o mato! - Jonathan fala com um olhar raivoso e Joseph sorri frio. Meus irmãos pareciam gêmeos, mas eles tinham meses de diferença, precisamente um ano de diferença. Um nasceu em janeiro em um dos invernos mais rigoroso da época e o outro veio naquele mesmo ano, meus pais quebraram resguardo e a minha mãe se viu grávida novamente com um bebê que m*l tinha largado o peito. Os dois eram tão parecidos que a minha mãe podia afirmar se quisesse que os dois nasceram no mesmo dia, pois a diferença física e comportamental era quase nula, eles até pereciam gêmeos de tão parecidos. - Não fala besteiras, não vai matar ninguém, pois seu irmão precisava de você na empresa. Fora que não sou louco de entregar sua irmã para qualquer homem, estamos aqui para perguntar justamente qual seria a sua opinião sobre um candidato. - Meu pai concluí irritado. Céus, eu iria me casar com alguém que não faço ideia e pior, nunca tive liberdade para ter outras experiências. Agora teria que aceitar ao não o nome que meu pai colocar na mesa. A única pessoa que eu beijei na vida e ainda assim o mesmo estava bêbado foi Timothy Santorini, minha paixonite da juventude. Eu babava por ele na faculdade, mesmo sabendo que nunca devo ter habitado os seus pensamentos. - Qual é o nome do candidato? – Pergunto já programando um “não” bem audível. - Filha, sabe que terá que se casar, não pode fugir da sua responsabilidade. Sabe que moças de família se casam com os melhores candidatos da nossa sociedade, Júlia. Não posso te entregar a um zé ninguém! - Meu pai me olha tão desconcertado que eu não consigo ver que ele somente quer me casar pelo candidato a noivo ser excelente. - Então porque os meus irmãos estão tão chateados com a mera possibilidade do Senhor me casar com o candidato que tem em mente? Joseph sorri para meu pai, não era um sorriso de felicidade, ele estava provocando deliberadamente o nosso pai que odiava ser contrariado, o que eu estou perdendo na interação deles? - Podemos nos sentar e conversar sobre o que está acontecendo? - Meu pai nos convida a nos sentar na sala. Estávamos todos em pé no meio da casa como um bando de trogloditas vendo quem gritava mais e mais alto. Nos sentamos e eu não conseguia tirar o meu olhar de dúvidas e interrogação. Eu queria entender o que que estava acontecendo e que estava passando na cabeça do meu pai. Meus irmãos com toda certeza sabiam que estava acontecendo, acredito que esse casamento terminou tendo tudo a ver com os negócios da família. Meu pai não pensava em casamento até algum tempo atrás, alguma coisa grande está acontecendo para ele ter pensado na possibilidade logo agora. Logo agora que eu iria tirar do papel o meu sonho... - Recebi uma visita muito interessante hoje à tarde, a matriarca da família Santorini foi até a minha empresa fazer uma proposta interessante. – Meu pai começa falar. – Ele está com alguns problemas em sua empresa, fez maus negócios e se vê bem fraco no mercado. – Meus irmãos reviram os olhos. – Sabe que a empresa Santorini é a minha maior rival nos negócios, não sabe? – Todos sempre soubemos que meu pai tinha a família Santorini como sua dor de cabeça constante. - Sim, pai, ele está quebrado e veio tentar te vender ações? - Não, Santorini veio fazer uma fusão da sua empresa com a minha, me daria sessenta porcento das suas ações. – Analiso friamente esse acordo, o rival do meu pai tinha um bom negócio, com a capacidade dos meus irmãos e de Timothy, a empresa decolaria ainda, mas longe. - No caso, ele não quer que eu compre as ações, ele quer um elo mais forte... – Eu sabia o que ele queria, que elo era mais forte que um casamento? - Santorini quer uma fusão, que as empresas sejam fundidas em uma e se tornem impotência. Ele quer um casamento para manter a empresa ainda em sua família e aproveitar as regalias que meu nome leva. – Esse acordo era bom para eles, aliás, era excelente! - O que o Senhor ganha? – Meu pai não era rico atoa, ele sabia exatamente onde mexer. - Ganho as ações de uma empresa que tem tudo para ser excepcional, fora que me livro de um concorrente que está me dando muita dor de cabeça. – Suspiro imaginando onde eu entro nessa história. - Nosso pai explicou tudo isso para nós dois ainda no escritório e não gostamos dessa ideia, não achamos que um casamento é a melhor solução. – Jonathan fala. -Até falamos de nós casarmos com a jovem Camily, mas os matriarcas da família acham que seria melhor um casamento entre Timothy e você. - Vejo potencial no menino Timothy, acho que o pai dele não explora o seu potencial e seria bom ter ele ao nosso lado cuidando da empresa. – Meu pai argumenta com os filhos. - Ele é um bom rapaz, nunca se meteu me confusão, a mãe dele só tem elogios em relação há ele no clube. Seria um bom partido para a nossa filha. – Ofego com a possibilidade. Sou jogada para a memória do beijo que dei em Timothy depois dele dizer que eu era linda como uma joia rara. Nossa, minhas bochechas chegam a queimar com a lembrança. Seus lábios eram tão macios, o leve aroma de uma bebida forte deixou o beijo mais devasso e perfeito para mim. E olha que eu nunca tinha beijado na vida, mas aquele foi o melhor beijo que eu dei. - Por isso queria casar Júlia com Timothy, sei que seria um bom casamento. O menino é respeitoso e vai fazer a nossa menina feliz. – Meu pai diz me olhando. – Então minha filha, você poderia pensar sobre esse acordo que seria bom para ambas as partes? Eu sei que estudou com Timothy e deve ter lembranças boas dele. – Oh seu eu tinha pai... - Preciso pensar e conversa com Timothy, preciso ouvir ele também, até porque um casamento não é somente feito por uma pessoa. Eu realmente o acho um bom rapaz, mas acho necessária uma conversa franca das duas partes. – Digo e vejo a ira no olhar dos meus irmãos e o sorriso no rosto do meu pai. - Vamos fazer um jantar para que você possa falar com Timothy, quero que tudo seja feito da melhor maneira possível. – Meu pai decreta e eu concordo. Agora me sinto ansiosa em saber o que Timothy pensa sobre isso tudo. Será que Timothy quer se casar comigo? Obrigada pelos comentários e bilhetes lunares 🥰
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