Helena narrando O silêncio da casa era ensurdecedor. Depois da janta, como de costume, a Mel dormiu cedo. Mas, principalmente hoje, eu agradeci por isso. A minha cabeça estava um turbilhão de pensamentos. Eu queria muito subir para ver como o n***o estava, mas confesso que o medo me consumia. Não sabia qual seria a reação dele. Não sabia se eu encontraria um homem calmo ou um vulcão prestes a explodir. Eu só sabia que precisava ir, precisava ver, precisava estar por perto. Respirei fundo. Coloquei Mel na caminha com o máximo de cuidado para não acordá-la. Dei um beijinho na sua cabeça e liguei o abajur. Sair do quarto sem fazer nenhum barulho foi quase um ritual. Fechei a porta devagar, me encostei nela e respirei fundo mais uma vez. Meu olhar foi direto para a porta do quarto do n***o

