Cap. 1 — Amigos de infância, July

1549 Words
— June! Sai desse banheiro, vai me atrasar. — July esmurrava a porta. — Nossa mana, nem demorei tanto assim. June desceu e o pai estava na sala com a mãe, eles passavam muito tempo conversando e rindo, Lucius e May pareciam um casal recém casado e muito apaixonado, eles demoraram para se encontrar, mas desde que se conheceram, se amaram, tiveram as filhas June e July, May dizia que eram os meses da felicidade, esses meses se transformaram em anos e agora tinham duas filhas adultas em casa. — Filha, onde vocês vão? — Vamos dançar apenas, o Oli e o Ethan também vão, já aviso que vai acabar tarde, a tia Marcela disse que podemos dormir lá, para não ficarmos andando tarde da noite na rua. — Concordo. Lembra das regras? — Lucius perguntou. — Claro que lembro, não beber, nem pensar em fumar e ficar sempre perto dos meninos, não posso e não vou me envolver com ninguém. — Exato e o mesmo serve para a sua irmã. As meninas desceram e encontraram Oliver e Ethan na porta de casa, eles acenaram para Lucius antes de partir. Os meninos eram tratados como primos, pelo menos era isso que respondiam quando perguntavam de algum parentesco. Eles tinham idades próximas e sempre andavam juntos desde o tempo de colégio, a mais nova no grupo era July, a menina loira e doce amava gastar, vivia levando bronca por causa dos cartões com limite estourado. Ela passava suas tardes no shopping, normalmente em companhia da irmã mais velha June, a irmã era calada e centrada, estava no segundo ano de economia, dizia que estava aprendendo para no futuro controlar a irmã caçula. — Gente, o Brandon já chegou, disse que está no bar. — Disse Oliver. Eles avistaram o primo e se cumprimentaram. — Fala Brandon, conseguiu fugir do seu pai? — Disse Ethan. — Fugir da minha irmã você quer dizer, ela ficou chorando quando soube que eu vinha. Brandon era filho de Scott e Daisy, ele ainda tinha as irmãs Lilly e Ivy, a irmã menor gostava da companhia dele, mas Brandon já era um adulto e queria a companhia de pessoas de sua idade. Eles pediram bebidas e conversaram bastante, June gostava de dançar e arrastou Brandon com ela para a pista, já Oliver pediu um drink e se encostou no bar e Ethan havia sumido com July. Depois de alguns minutos Ethan apareceu, trazia July pela mão e os dois tinham a feição alegre. Oliver se aproximou de Ethan e falou no ouvido dele. — Você ainda vai se meter em encrenca, primeiro a June e agora a July? Ethan apenas sorriu e continuou bebendo, mantinha July próxima ao seu corpo, Brandon e June se juntaram ao grupo, conversavam e tiravam fotos, a maioria enviavam para o grupo de primos. . GRUPO PRIMAS (⁠◕⁠ᴗ⁠◕⁠✿⁠) June — Lilly, o Brandon já chegou aqui! (foto) Dahlia — Que legal essa festa... . Brandon estava do lado de June e questionou o envio. — A Dahlia voltou para os grupos? Nem percebi. — A Dahlia voltou para o grupo das meninas, ela não vai voltar para o outro por causa do Charles. — Mas o Charles não está no geral, está só no dos meninos. — Brandon argumentou. — A gente já disse pra ela e aquela briga faz anos que aconteceu, mas ela disse que não quer contato com ele de jeito nenhum, se um dia ele resolver voltar e já não estará. June se referia a discussão de quando Dahlia passou as férias na Escócia, ela tentava se comunicar, mas Charles não tinha paciência, por fim ele acabou a insultando e ela voltou mais cedo para o Brasil, ela escolheu sair dos grupos de conversa dos primos, achou que a distância era o melhor para ela, na verdade, quem a aconselhou foi o pai, ele recebeu a ligação de Dahlia chorando, ele disse que ela deveria cortar relações com Charles e ainda ligou para Peter furioso, nunca havia visto Dahlia tão triste assim. Eles continuaram dançando e conversando, por um instante June conseguiu arrastar Ethan para a pista de dança, ela o lembrou que antes da irmã fazer 18 anos eles já saiam juntos e ele costumava dançar com ela, na verdade, faziam bem mais do que isso. Ethan já estava um pouco alto da bebida, ele olhou para o bar e um rapaz se aproximava de July, ele primeiro olhou para Brandon e Oliver que estavam distraídos com algo no celular. Ethan voltou para o bar e abraçou July. — Não sabia que a gatinha estava acompanhada... Quem é ele, seu irmão? — O rapaz falou e Ethan deu um beijo em July, enquanto June apenas olhava da pista de dança. — É melhor ir embora, não tem ninguém disponível aqui... — Ethan disse. — Talvez eu ache algo na pista de dança... — O rapaz disse e saiu, June voltava para o bar quando o rapaz a parou. — Gata eu estava indo te encontrar, vi que ficou sozinha na pista. June pensou em responder, mas Brandon e Oliver apareceram. — Ela tá com a gente, é melhor não mexer com ela. — Oliver disse. — June, é melhor a gente ir, o Ethan já está bêbado. — Brandon disse e June olhou na direção dele, ele ria abraçado a July visivelmente alterado. Brandon foi dirigindo, tinha chegado de táxi e era o único que não havia bebido uma gota de álcool, Oliver havia bebido pouco e Ethan estava sem condições de dirigir. Eles chegaram a casa da família Hill, Ítalo tinha ficado acordado esperando pelo filho e ele havia sido avisado por Lucius que as filhas passariam a noite lá. — Não vou nem falar da hora... Meninas o quarto de sempre já está preparado para vocês. — Ítalo disse, ele estava com as mãos nos bolsos e nem pensou em tirar. — Obrigada e boa noite, tio. — June disse e elas subiram, antes elas ainda tentavam um abraço ou um beijou no rosto de Ítalo, mas ele sempre se incomodava e elas pararam de tentar, o mesmo era com Oliver, ele não tinha tantos problemas com toques, mas não gostava de beijos, a única prima que ele deixava se aproximar era Lilly. — Brandon, que bom te ver, na verdade, eu te esperava só amanhã... Você pode dormir no quarto com o Oli, é melhor o Ethan ficar no quarto aqui embaixo, se ele levantar não rola a escada. Os meninos levaram Ethan para o quarto e subiram, eles se lembravam da primeira vez que Ethan bebeu, ele estava com 19 anos e tinha conseguido a muito custo passar nas provas finais, ele já havia repetido duas vezes, a primeira foi com 11 anos e a segunda com 15, ele precisava de um milagre no último ano e esse milagre veio na pessoa da professora de matemática, a mulher era jovem e bonita, ele entrou na sala dela e usou mais que as palavras para convencê-la a dar a ele os pontos que ele precisava para passar. No quarto das meninas elas já estavam prontas para dormir, June já estava deitada e July terminava de tirar a maquiagem. — Mana me da o meu celular, eu coloquei na sua bolsa. — June disse. July mexeu na bolsa e entregou um aparelho a ela. — July esse celular não é meu... — Ah! É do Ethan, ele colocou na minha bolsa, disse que estava tão bêbado que iria perder, acho que colocou a carteira também. Ethan quando sumiu com July pediu para a menina guardar todos os objetos na bolsa, ele mesmo, ficou sem nada nos bolsos. — Vou levar para ele e já volto. — Tá, só não me acorda, eu estou exausta. — June disse já de olhos fechados, ela estava ainda um pouco irritada com o envolvimento da irmã e Ethan. July desceu as escadas com cuidado, ela bateu na portal e Ethan abriu, ele estava apenas com uma cueca box preta, ele sorriu e a puxou para dentro do quarto. — Ethan, eu só vim deixar as suas coisas, você deixou tudo na minha bolsa. — Te deixo sair se me der um beijo! — Claro, seu bobo. Ethan a beijou, gostou de July estar apenas de camiseta e com um shorts curto, elas sempre deixavam roupas para dormir ali, desde de pequenas passavam tempo na casa dos tios Carlos e Marcela. Os tratavam por tios e as vezes por avós, afinal o primo Oliver tinha a mesma idade delas. Ethan a levou até a cama e a deitou, ele deitou sobre ela e continuou a beijando. — Ethan, eu tenho que ir, a June vai me procurar. — July, eu quero você... Quero que fique aqui comigo. — Ethan disse e voltou a beijá-la, July se entregou aquele beijou. — Ethan espera... Você sabe que eu nunca... Até o meu primeiro beijo foi você quem me deu. Ethan beijou o rosto dela e puxou sua camiseta, ele acariciou gentilmente o peito dela e sorriu. — Eu sei o que estou fazendo, vou cuidar de você, depois de hoje você será minha, mesmo que eu seja um homem morto.
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