Larissa sabia exatamente o que estava a fazer.
E, ainda assim…
Não sabia se conseguiria voltar atrás.
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O guarda-roupa estava aberto há vários minutos, revelando fileiras perfeitamente organizadas de roupas que representavam quem ela era… pelo menos durante o dia.
Blazers estruturados.
Saias discretas.
Camisas de cortes impecáveis.
Calças formais..
Disciplina.
Controlo.
Imagem.
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Mas naquela noite…
Ela não queria nada disso.
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Os dedos deslizaram lentamente pelos tecidos, como se procurassem não uma peça… mas uma versão de si mesma que raramente permitia existir.
E então encontrou.
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Um vestido preto.
Curto.
Ajustado.
Simples à primeira vista… mas impossível de ignorar.
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Larissa retirou-o do cabide e segurou-o diante do corpo, olhando-se ao espelho.
A respiração desacelerou.
Os olhos analisaram.
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— Hoje não és a advogada.
Disse, em voz baixa.
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Vestiu-se com calma.
Sem pressa.
Sentindo o tecido moldar-se ao corpo como uma segunda pele.
O decote discreto, mas sugestivo.
A cintura marcada.
As pernas expostas na medida exata para provocar… sem parecer forçado.
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Soltou o cabelo.
Deixando-o cair naturalmente pelos ombros.
Menos controlado.
Mais… livre.
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A maquiagem veio mais intensa.
Olhos delineados com precisão.
Pele perfeita.
E os lábios…
Num tom profundo, quase hipnotizante.
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O perfume foi o toque final.
Mais quente.
Mais envolvente.
Notas que não passavam despercebidas.
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Aplicou nos pulsos.
No pescoço.
E por um instante…
Fechou os olhos.
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A mulher diante do espelho não era a Larissa do tribunal.
Não era a Larissa dos processos.
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Era alguém que não pedia permissão para ser desejada.
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— Só precisas de uma noite para esquecer disso
Repetiu.
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Mas, no fundo…
Sabia que estava a fugir.
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Pegou no telemóvel.
Digitou.
Sem hesitar.
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“Estás por aí?”
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A resposta veio em segundos.
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“Para ti, sempre.”
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Ela não sorriu.
Mas também não recuou.
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— Perfeito.
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O bar que escolheu era discreto, sofisticado e envolto numa iluminação baixa que criava sombras suaves entre as mesas. A música era lenta, quase íntima, misturando-se ao som de conversas abafadas e copos a tilintar.
O tipo de lugar onde ninguém fazia perguntas.
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Larissa entrou.
E como sempre…
Chamou atenção.
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Não de forma exagerada.
Mas inevitável.
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Alguns olhares seguiram-na.
Outros disfarçaram.
Mas todos… notaram.
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E ele também.
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Mateo.
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Encostado ao balcão, com um copo na mão e uma expressão tranquila, como se estivesse completamente à vontade em qualquer ambiente.
Era alto.
Corpo atlético.
Traços bem definidos.
Pele levemente bronzeada.
E um sorriso que carregava confiança… sem precisar de esforço.
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Quando a viu…
Endireitou-se.
E sorriu.
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— Sempre bonita, começo a pensar que fazes de propósito._ dito isso Larissa sorriu
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Larissa aproximou-se com passos seguros.
— Boa noite, Mateo.
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Ele inclinou ligeiramente a cabeça, ainda a observá-la.
— Boa noite… embora “boa” não seja suficiente para descrever isto.
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Ela arqueou uma sobrancelha.
— Continuas sendo um conquistador nato
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— E tu… — ele olhou-a de cima a baixo, sem pressa — continuas a deixar-me sempre louco
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Ele não fazia ideia de quem ela era de verdade.
Para ele…
Larissa era apenas uma mulher bonita.
Interessante.
Disponível naquela noite e em outras
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E isso…
Era exatamente o que ela queria.
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Ele estendeu-lhe um copo.
— Pensei que ias gostar.
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Ela aceitou.
— Ainda te lembras do que eu gosto?
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Mateo deu um pequeno gole no próprio drink.
— Algumas coisas não se esquecem.
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A conversa fluiu com facilidade.
Sem esforço.
Sem profundidade.
Sem peso.
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Falavam de coisas leves.
Viagens.
Música.
Situações banais.
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Nada de passado.
Nada de compromissos.
Nada de consequências.
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E era confortável.
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Mas não completo.
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Porque, em algum lugar da mente dela…
Havia um silêncio que não se preenchia.
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Um olhar que não desaparecia.
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Ela desviou o pensamento rapidamente.
Bebeu mais um gole.
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— Vamos sair daqui.
Disse Mateo, com naturalidade.
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Larissa não hesitou, pois é tudo o que ela precisava
— Vamos.
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O apartamento dele era moderno.
Minimalista.
Mas com personalidade.
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Luzes indiretas criavam um ambiente mais íntimo.
O espaço era organizado, com poucos elementos, mas bem escolhidos.
Um sofá amplo.
Uma mesa de centro em vidro.
Alguns quadros abstratos nas paredes.
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Nada ali era excessivo.
Mas tudo… tinha intenção.
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Assim que entraram, a porta fechou-se atrás deles com um som suave.
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E o ambiente mudou.
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Mais próximo.
Mais silencioso.
Mais carregado.
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Mateo aproximou-se lentamente.
Sem pressa.
Sem forçar.
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— Tens certeza?
Perguntou, baixo.
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Larissa sustentou o olhar e sorriu .
_Continuas delicado e cuidadoso mas hoje não vamos precisar disso _ depois de dizer essas palavras
A distância entre eles desapareceu naturalmente.
Sem necessidade de palavras.
O toque dele era seguro.
Confiante.
Experiente.
Ela respondeu.
Sem hesitar.
Beijos intensos, que revelaram muito desejo escondido.
Mateo segurou em seu queixo, querendo a baixar novamente mas ela recusou fazendo um sinal com os dedos para que ele esperasse, foi quando ela tomou a iniciativa, tirou o cinto dele devagar, depois puxou suas calças e por fim sua cueca mas tirou com os dentes, se colocou de joelhos e fez um boquete , massageava as bolas dele enquanto chupa seu pénis com muita vontade, Mateo soltava gemidos, enquanto segurava os cabelos de Larissa e Larissa continuava, chupando, babando em seu pénis chupando denovo até que Mateo gozou em sua boca, ele suspirou de alívio e se deitou na cama
Larissa, não engoliu o líquido foi para a casa de banho se limpar e quando olhou para o espelho, seminua disse
_É hoje que eu ti esqueço Zayn!
Quando voltou ao quarto Mateo estava a sua espera, ele quis retribuir o prazer, fez com que Larissa se deitasse e abrisse suas belas pernas para ele e então, chupou passou a língua por sua região íntima, tentando retribuir o prazer , a chupou com vontade e Larissa gemia mas gemia falsamente, enquanto ele a chupava ela so conseguia imaginar como seriam os lábios de Zayn ...
_Droga!!_ murmurou para si mesma , pediu que Mateo parasse e que a penetrasse logo e sem entender muito bem ele o fez, ela era impossível ela pensar em outra coisa o pénis de Mateo não era grande, nem pequeno, era médio mas bom é que ele sabia muito bem como usar .
Ele fodeu, uma, duas, três, quatro... Até que ela finalmente gozou
Por um instante, quando fechou os olhos…
Outro rosto surgiu.
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Larissa afastou o pensamento imediatamente.
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— Não.
Quase sussurrou.
Mais para si mesma.
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Mateo não percebeu.
Horas depois, o silêncio do apartamento parecia mais revelador do que qualquer palavra
Larissa estava deitada, o olhar fixo no teto.
A respiração já normal.
O corpo relaxado.
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Mas a mente…
Não.
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Mateo mexia-se ao lado, despreocupado, confortável, como alguém que não carregava nada além daquele momento.
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E ela percebeu.
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Ele era exatamente aquilo que ela precisava.
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Simples.
Leve.
Sem complicações.
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Mas não suficiente.
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— Estás bem?
A voz dele quebrou o silêncio.
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Ela virou ligeiramente o rosto.
— Estou.
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Ele sorriu.
— Pareces distante.
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Larissa sustentou o olhar por um segundo.
E então respondeu:
— Só cansada.
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Ele não insistiu.
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E isso confirmou.
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Não havia profundidade ali.
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E talvez fosse melhor assim.
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Mas ainda assim…
Não era o que ela queria admitir.
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Alguns minutos depois, ela levantou-se.
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— Já vais?
Perguntou ele.
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— Tenho coisas para fazer amanhã.
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Ele assentiu.
Sem drama.
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— Liga quando quiseres.
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Larissa vestiu-se em silêncio.
A mesma roupa.
Mas agora…
Parecia diferente.
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Menos poderosa.
Mais… vazia.
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Antes de sair, ele aproximou-se e beijou-lhe o rosto.
Leve.
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— Foi bom.
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Ela assentiu.
— Foi.
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Mas não acrescentou mais nada.
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Saiu.
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A noite lá fora estava mais fria.
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E, pela primeira vez…
Ela sentiu.
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Não tinha fugido.
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Só tinha adiado.
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— Isto não vai funcionar.
Murmurou, caminhando.
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Porque no fundo…
Ela já sabia.
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O problema…
Não era a falta de distração.