Entrega a Três

1622 Words
A rotina de treinos e boa alimentação seguia dentro de uma normalidade, afinal conciliar isso a uma filha de pouco mais de 1 ano e trabalho não é simples, mas dado o sucesso do projeto que criaram, Heitor e Maria decidiram jantar em um lugar especial e claro com uma escapada pós jantar para perder as calorias adquiridas. O jantar no Ruffo tinha sido o ponto exato entre elegância e provocação. Maria estava linda — o vestido preto justo moldava cada curva como se tivesse sido desenhado no corpo dela. A conversa leve e o vinho criaram o clima perfeito, mas Heitor sabia que, por trás de cada sorriso, havia desejo contido. A conta chegou e, junto dela, a faísca que reacendeu o fogo entre os dois. Dentro do carro, o ar parecia vibrar. O silêncio era só o prelúdio de algo maior. O caminho até o motel foi curto, mas a tensão, infinita. Quando entraram na suíte temática, Maria tomou a frente, como sempre fazia quando queria o controle. A iluminação baixa realçava o vermelho do couro, o brilho dos espelhos e a cruz de San André no canto. Foi então que Heitor percebeu: eles não estavam sozinhos. Encostada na parede, com uma taça de vinho na mão e um sorriso que misturava curiosidade e excitação, Ana observava. O cabelo castanho-escuro estava preso num coque solto, o pescoço à mostra, realçado pelo vestido de tecido leve que deixava as pernas nuas até o meio das coxas. Os olhos, cor de mel, varreram Heitor com calma antes de pousarem em Maria. — Espero que não se importem com plateia — ela disse, com a voz rouca e suave. — A anfitriã me fez um convite impossível de recusar. Maria sorriu, confiante, o olhar firme. — Hoje eu quero mostrar pra ela o motivo do nosso projeto fitness ter dado certo. Ana deu um gole no vinho, apoiando a taça sobre o balcão. — Então mostra. Eu prometo não perder nenhum detalhe. Heitor ficou em silêncio. O coração acelerado, os músculos tensos. Aquilo não era só provocação — era uma experiência nova, ousada, comandada por Maria. Ela se aproximou dele, sem pressa. O perfume, o som dos saltos no chão, o olhar cheio de poder. — Hoje, você é meu. — disse, roçando os lábios no ouvido dele. — E ela vai assistir. Heitor sorriu com o canto da boca, os olhos passeando pelo corpo dela. O vestido preto, colado, sem alças. A ausência de sutiã. O salto alto. Ela estava pronta pra matar. — Vai brincar de dominação comigo, é? — ele provocou, já sabendo onde isso ia dar. Ela deu um passo à frente, colou o corpo no dele e sussurrou no ouvido: — Depois de como você fudeu comigo na sauna, acho que gostei de mandar. Só um pouquinho. Ele ergueu uma sobrancelha, e rendeu-se. — Ok, Maria Pereira. Maria caminhou até a cama, sentou-se com as pernas cruzadas e apontou para ele, ainda de camisa preta, calça de alfaiataria grafite e mocassim. — Tira a roupa. Agora. Heitor obedeceu devagar, primeiro abrindo os botões da camisa, deixando o peitoral à mostra. Ela mordeu o lábio, já se excitando com o simples ato de ver o seu controle se concretizar. A cada movimento, Ana observava, atenta. O reflexo deles no espelho a hipnotizava — Maria no controle absoluto, o corpo de Heitor entregue, o ambiente cheio de gemidos e respiração pesada. Ana encostou-se à parede, os dedos brincando no próprio corpo, o rosto levemente corado pelo calor da cena. — Você fica linda quando manda — ela murmurou, a voz quase um sussurro. Maria ouviu. Sem interromper o ritmo, virou o rosto e prendeu o olhar de Ana. — Fica quieta e observa. Ainda não é sua vez. O tom não era uma repreensão — era uma promessa. Ana mordeu o lábio, o corpo reagindo como se as palavras fossem toque. Maria então seguiu para prendê-lo à cruz, em poucos movimentos, o conduziu rápido, agarrando suas mãos com firmeza. — Hoje quem está no comando, é a sua putinha... — ela sussurrou rouco, antes de prender a mão dele sobre a estrutura com firmeza. Heitor ofegou. Em segundos, Maria já prendia seus cabelos em um coque e com um movimento certeiro, vendou os olhos de Heitor. Ele soltou um suspiro misturado com um gemido. — Filha da puta... — Quietinho — ela sussurrou. — Só comecei. Agora aguente. Ela foi até a cômoda, pegou um plug anal de silicone preto, o lubrificante e voltou com calma. Tocou os s***s dela com as pontas dos dedos, fazendo círculos lentos, pressionando os m*****s até deixá-los rígidos. — Não tem nada melhor do que ser dominado por você... — ele murmurou, perdido entre prazer e expectativa. — Eu sei. E eu amo ver meu marido louco de t***o — respondeu, deslizando os dedos pela barriga dele até alcançar o seu m****o. Ele estremeceu. Os dedos passaram entre as pernas, sentindo a ereção pulsante, destacar ainda mais a glande que já escorria. Ela então se auto penetrou com dois dedos, lentamente, enquanto a outra mão masturbava Heitor. Maria arfou. O domínio e o prazer duplo após a inserção do plug a fazia perder o fôlego. — Você lembra como é apertadinho aqui atrás de mim? Vou deixar isso bem quentinho antes de te fuder, amor. Com um gemido rouco, ela arqueou as costas quando sentiu o plug deslizar para dentro, lubrificado e preciso. — Por favor Maria, deixa eu te ver amor… Ela soltou o m****o e deu um tapa seco na coxa dele. — Só imagina. Sem mais. Aqui, você é só um passageiro. Heitor, ofegante, abriu os olhos vendados por um instante. A viu. Ana parada, o peito subindo e descendo devagar, o olhar fixo neles. Não havia julgamento — só desejo contido e fascínio puro. Maria percebeu. Sorriu, satisfeita. — Viu o que você causa, amor? Até quem só observa quer se entregar. Ana deu um passo à frente, como quem não consegue resistir. Parou a poucos centímetros da cruz. Maria estendeu uma das mãos, tocando de leve o pulso dela. Foi um gesto rápido, mas cheio de intenção — um toque que prometia mais, sem precisar dizer nada. — Você vai aprender a esperar. — disse Maria, a voz baixa, firme. — Hoje, é a minha noite. Ana assentiu, submissa, o olhar fixo nela. Heitor, preso entre o prazer e o poder que via, só conseguia pensar em como Maria estava no auge do domínio. Ela então o observou por um segundo, maravilhada. — Agora você vai pra cama, mas eu continuo mandando. Tô amando te ver louco de vontade. Montada em posição de 69, ela passou a língua pela coxa dele, e depois seguiu até começar um sexo oral. Segundos depois o primeiro tapa veio seco, na nádega direita. Maria gemeu alto, a dor se misturando com um prazer insano. — Gostei da atitude… Faz de novo — ela ordenou. Outro tapa. Mais um. Cada vez mais forte. Ela sentia o corpo tremer e o plug se mover com os impactos, estimulando de dentro pra fora. — Amor... me fode, porra... Ele tirou sua venda, puxou ela pelos cabelos e a jogou na cama de bruços. Subiu por trás, arrancando o plug com um gemido rouco de excitação. — Pronta pra me sentir fudendo você? Ela só conseguiu balançar a cabeça. Ele posicionou-se, pressionou sua glande contra o cu dela, e entrou devagar, dominando centímetro por centímetro. Maria gritou de t***o, agarrando os lençóis. — p***a, que delicia... me fode mais meu amor... Ele aumentou o ritmo, segurando sua cintura com força, batendo com vigor. O som dos corpos se chocando ecoava na suíte, misturado aos gemidos e aos palavrões sussurrados. — Eu sei que você ama isso minha gostosa. Ela rebolava contra ele, enlouquecida. — Mais... não para... não para... Heitor a puxou de novo, a fez sentar em cima dele, agora cavalgando com a b***a cheia. Ela gemeu alto, arranhando seu peito enquanto descia com força. — Isso, amor! Vai, cavalga para o seu marido! Os arranhões abriam linhas vermelhas no peito dele, mas ele sorria com prazer. Maria já estava sem filtro, selvagem, gemendo e sorrindo como uma louca apaixonada e entregue. — Eu vou gozar… amor, por favor... me faz gozar pra você! — Goza, gostoso! Goza comigo! Ele segurou sua cintura, excitou o clítoris dela com os dedos da outra mão e meteu com força de baixo pra cima, os dois explodiram juntos. O grito dela ecoou na suíte, enquanto ele ofegava de prazer, sentindo o corpo dela tremer e apertar com espasmos intensos. Ela caiu sobre ele, ofegante, o coração batendo feito louco. O silêncio que veio depois era pesado e quente. Ana parou de se tocar devagar, pegou novamente o copo de vinho e sussurrou: — Isso foi… lindo. Maria ajeitou o cabelo, com o sorriso de quem sabia exatamente o efeito que causava. — É só o começo, Ana. Você ainda vai entender o que é se entregar de verdade. Ana saiu da suíte com passos lentos, levando a taça nos dedos, o olhar ainda preso na cena que tinha acabado de presenciar. Heitor virou o rosto para Maria, ainda arfando, completamente rendido. — O que foi isso? — Um ensaio — ela respondeu, sorrindo. — E você acabou de me provar que o controle me cai bem. Ele riu baixo, puxando-a para si, sentindo o corpo dela colado ao dele. Maria fechou os olhos, o sorriso ainda estampado. Sabia que aquela noite marcava o início de algo novo — um tipo de desejo que ultrapassava o corpo. E Ana era a peça que faltava para incendiar ainda mais o jogo.
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