Talvez fosse culpa do champanhe. Talvez fosse porque acabei conhecendo mais de Ryder, nas últimas semanas, até que conseguíssemos fazer todos os arranjos para passar nossas vidas juntos. De uma forma ou de outra, depois do pouso, perdi todo o meu nervosismo e aceitei tudo aquilo como se fosse algo normal. Até agora. Assim que o carro virou a curva na estrada que levava à arborizada entrada privativa dos veículos, a coisa ficou séria. Nossas mentiras estavam prestes a ser colocadas à prova. — Então a sua irmã mora com seu avô? — perguntei. — Isso não é esquisito? Estávamos sentados lado a lado no banco traseiro da Range Rover, mais perto do que estivemos no avião. Mais perto do que estivemos desde a noite que passamos juntos. — É a casa de campo da minha família, então não é como se es

