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Além dos Horizontes

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Blurb

A vida de Ághata sempre foi simples, cercada pela natureza e pela calmaria do interior. Mas um acontecimento inesperado muda tudo: a perda de seus pais a obriga a tomar uma decisão drástica. Sozinha no mundo, ela se muda para a cidade grande em busca de um novo começo, carregando consigo apenas memórias, sonhos e a esperança de encontrar seu próprio caminho.

Lidar com a selva de pedra não é fácil. Entre um trabalho desafiador em telemarketing, as dificuldades financeiras e a solidão em uma kitnet minússcula, Ághata encontra refúgio em uma cafeteria-livraria. Lá, em meio ao aroma de café fresco e páginas de livros desgastadas, seu destino se cruza com Breno, um homem de aparência imponente e olhos que parecem ver além da superfície.

Breno é um CEO bem-sucedido, acostumado ao luxo e ao controle. Mas ao observar a jovem de cabelos castanhos ondulados e óculos arredondados, algo dentro dele se inquieta. Seu interesse cresce a cada encontro inesperado, e ele se vê irresistivelmente atraído pelo jeito delicado e sonhador de Ághata. No entanto, para ela, se aproximar de um homem como ele parece um sonho inalcançável.

Enquanto sentimentos se intensificam, Ághata lida com seu maior medo: a sensação de que não é suficiente para ele. Seu coração grita por Breno, mas sua insegurança a faz recuar. Por sua vez, Breno está decidido a mostrar que amor não se mede por status ou fortuna, mas pela verdade dos sentimentos.

Entre encontros furtivos, desentendimentos e um gesto que pode mudar tudo, Ághata precisará enfrentar seus medos e decidir se está pronta para abraçar um amor que desafia barreiras.

Em Além dos Horizontes, uma história envolvente e repleta de emoção, acompanhe a jornada de uma mulher que precisa aprender a enxergar seu próprio valor antes de se permitir amar.

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Capítulo 1 – O Interior e a Vida Simples
O vento soprava suavemente pelas ruas de paralelepípedo, trazendo consigo o aroma de terra molhada misturado ao perfume das árvores que rodeavam a pequena cidade. Ághata sempre amou aquele cheiro. Era um cheiro de lar, de conforto, de algo que ela sabia que nunca mudaria. As casas coloridas, o comércio local onde todos se conheciam pelo nome, as crianças correndo descalças pelas calçadas... tudo fazia parte da sua rotina, uma rotina que lhe dava segurança. Ela vivia com os pais em uma casa simples, de janelas brancas e varanda com uma rede, onde seu pai costumava descansar nas tardes quentes. Sua mãe cultivava um pequeno jardim na frente da casa, cheio de rosas e margaridas. Ághata gostava de sentar ali, observando as cores das flores enquanto lia seus livros. A literatura era sua fuga, sua forma de viajar para lugares onde nunca esteve. A jovem de 25 anos tinha olhos castanhos esverdeados que pareciam mudar de tom conforme a luz do sol. Seus cabelos castanhos escuros ondulavam suavemente quando o vento os tocava. Baixa, de corpo esguio e cintura fina, sempre foi discreta, nunca gostou de chamar atenção. Usava óculos arredondados, que lhe davam um ar ainda mais delicado, e seus lábios carnudos e rosados combinavam perfeitamente com sua pele morena clara. Ela gostava das coisas simples da vida, dos pequenos detalhes que muitas vezes passavam despercebidos pelos outros. Seu maior prazer era caminhar até o lago que ficava nos arredores da cidade, sentar-se debaixo da grande árvore de folhas esverdeadas e perder-se nas páginas de um livro. Adorava observar a mudança das cores no céu ao entardecer, aquele tom alaranjado e dourado que fazia tudo parecer mágico. Às vezes, ficava imaginando como seria viver em uma cidade grande, onde os prédios altos escondiam o pôr do sol e as ruas eram cheias de pessoas apressadas. Mas, no fundo, nunca teve coragem de sair dali. Até então, a cidade pequena sempre foi seu mundo. A vida simples era suficiente para ela, ou pelo menos era o que pensava. No entanto, algo estava prestes a mudar, e ela ainda não sabia. A calmaria de sua rotina seria interrompida por um evento que a forçaria a sair de sua zona de conforto e encarar o desconhecido. O destino já estava traçado, e logo Ághata perceberia que, por mais que amasse sua cidade, o mundo lá fora a esperava com promessas de novas histórias e desafios. A manhã começou como qualquer outra. O cheiro de café fresco tomava conta da casa, misturando-se ao som distante dos pássaros e ao murmúrio das conversas na rua. Ághata desceu as escadas lentamente, sentindo o chão frio sob seus pés descalços. Sua mãe estava na cozinha, cantarolando uma canção antiga enquanto mexia o café na chaleira. — Bom dia, minha filha — disse a mãe, com um sorriso acolhedor. — Dormiu bem? Ághata retribuiu o sorriso e assentiu, pegando uma fatia de pão e passando manteiga. Mas algo dentro dela parecia inquieto. Talvez fosse apenas um pressentimento, ou quem sabe o d****o adormecido de mudança começando a se manifestar. Mas ela não imaginava que, naquele dia, tudo em sua vida mudaria para sempre. No início da tarde, o telefone tocou. Seu coração acelerou ao ver o número desconhecido piscando na tela. Ao atender, uma voz séria e desconhecida soou do outro lado da linha. — Senhorita Ághata? Sinto muito, mas tenho uma notícia difícil... seus pais sofreram um acidente. O tempo pareceu parar. As palavras ecoaram em sua mente como se fossem irreais. O telefone escorregou de suas mãos, e um vazio frio tomou conta do seu peito. As pernas fraquejaram, e ela caiu de joelhos no chão da sala. Sua mãe... seu pai... eles não estavam mais ali. O luto foi avassalador. Os dias seguintes passaram em um borrão de lágrimas, abraços vazios e uma dor que parecia não ter fim. A cidade que antes lhe trazia conforto agora se tornava sufocante. Cada canto da casa lembrava seus pais, cada rua carregava memórias de uma vida que, de repente, deixara de existir. Sem outra opção, Ághata tomou a decisão mais difícil de sua vida. Pegou todas as economias que tinha, vendeu a casa e comprou uma passagem de ônibus para a cidade grande. Se havia um lugar onde poderia recomeçar, era lá. No dia da partida, parou em frente à casa pela última vez. Tocou a madeira da porta, fechando os olhos para gravar cada detalhe em sua mente. Suspirou fundo, pegou sua mala e caminhou até o ponto de ônibus. O motor roncou, e a cidade pequena foi ficando para trás, desaparecendo lentamente no horizonte. Agora, diante dela, havia um novo começo. Mas será que ela estava pronta para enfrentá-lo? O motor do ônibus rugia suavemente enquanto cortava a estrada, atravessando campos abertos e pequenas cidades que se espalhavam pelo caminho. Ághata estava sentada ao lado da janela, o rosto encostado no vidro frio, observando a paisagem mudar lentamente. Cada quilômetro que deixava para trás parecia arrancar um pedaço de sua antiga vida, e ela não conseguia evitar o aperto no peito. Ela amava sua cidade pequena. Cada rua de paralelepípedo, cada árvore que balançava ao vento, cada cheiro familiar do mercado na pracinha. Tudo aquilo tinha sido seu mundo por 25 anos. Mas dentro dela sempre existiu uma chama, um d****o incessante de conhecer o que existia além dos limites da cidade. Os livros foram os primeiros a lhe mostrar que o mundo era maior do que aquele pedaço de terra onde cresceu. As páginas amareladas de tantos romances lhe apresentaram ruas iluminadas, parques imensos, arranha-céus que tocavam o céu e uma infinidade de pessoas que viviam vidas completamente diferentes da sua. Ela fechou os olhos por um instante e se lembrou de quando decidiu partir. A casa dos pais ainda estava do mesmo jeito de sempre: a pequena varanda com as cadeiras de balanço, a cortina floral da cozinha que sua mãe tanto amava e o cheiro de café recém-passado pela manhã. Era um lugar seguro, aconchegante, mas ao mesmo tempo parecia pequeno demais para tudo que ela queria viver. "Eu queria que vocês pudessem ir comigo..." murmurou para si mesma, sentindo a garganta apertar. Seus pais sempre foram seu porto seguro, e partir sem eles era como arrancar suas raízes e se jogar ao vento. Mas ela sabia que, se ficasse, nunca teria a chance de explorar o mundo que sonhava. Antes de entrar no ônibus, ela olhou para o céu tingido pelos tons dourados do fim da tarde e prometeu a si mesma que viveria por eles também. Que faria cada momento valer a pena. Ela puxou a pequena caderneta de anotações que carregava na bolsa e passou os dedos pelas páginas cheias de rabiscos e listas. Lugares que queria conhecer, coisas que queria fazer. Caminhar por uma avenida iluminada de noite, visitar uma livraria enorme e se perder entre as estantes, sentar em um café aconchegante e observar as pessoas passando. Pequenos sonhos que, para outros, poderiam parecer banais, mas que para ela significavam tudo. O ônibus fez uma curva e ela viu, ao longe, as luzes da cidade grande surgindo no horizonte. Seu coração acelerou. Era ali que sua nova vida iria começar. Com um suspiro profundo, ela fechou os olhos por um instante, absorvendo a sensação de estar exatamente onde deveria estar. O futuro era incerto, mas algo dentro dela dizia que aquela jornada valeria a pena. O ônibus finalmente parou na rodoviária. Ághata desceu com sua mala surrada e uma mochila apertada contra o corpo, sentindo o coração acelerar diante da imensidão à sua frente. A cidade grande era tudo que ela havia imaginado: movimentada, barulhenta, cheia de pessoas apressadas e prédios que pareciam tocar o céu. Mas agora, ali no meio da multidão, ela se sentia pequena. O primeiro desafio foi encontrar um lugar para morar. Ela havia feito algumas pesquisas antes de partir, mas, na prática, tudo era muito mais difícil. Os apartamentos que visitava eram caros demais ou ficavam em áreas que a assustavam. O dinheiro que trouxera era limitado e precisava ser muito bem administrado. Depois de um dia exaustivo, encontrou uma kitnet apertada e simples, mas com aluguel acessível. As paredes precisavam de uma nova pintura, os móveis eram antigos, mas havia uma janela de onde podia ver o céu tingido de laranja no fim da tarde. Era o suficiente para ela. Com pouco dinheiro e sem um trabalho garantido, a realidade bateu forte. Mas algo a fez sorrir: a vizinha do apartamento ao lado. Ao sair para comprar algo no mercadinho da esquina, Ághata esbarrou em uma garota de sua idade, cabelos curtos e olhos expressivos. O encontro foi desajeitado, com risadas nervosas e um pedido de desculpas apressado, mas ali nasceu uma conexão instantânea. — Desculpa! — disse a garota, segurando os sacos de compras. — Você é nova aqui? — Sim, acabei de chegar. Me chamo Ághata. — Sou Melissa. Seja bem-vinda! E, olha, se precisar de ajuda para se situar, só chamar. Eu sei como pode ser difícil no começo. A simpatia de Melissa foi um alívio. Conversaram rapidamente e, antes que percebessem, estavam rindo como se fossem amigas há anos. Melissa contou que trabalhava em uma central de telemarketing e que a empresa estava sempre contratando. Sem pensar duas vezes, Ághata aceitou a indicação e no dia seguinte já estava enviando currículos. Os primeiros dias foram de adaptação. A cidade era um turbilhão de novidades, e ela se pegava perdida entre ruas movimentadas e metrôs lotados. Mas cada dificuldade parecia menor ao lembrar do motivo que a trouxe ali. Aos poucos, Ághata começava a transformar sua kitnet em um verdadeiro lar e a encontrar pequenas alegrias em meio ao caos. O primeiro passo havia sido dado.

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