Miami
Dez anos atrás
Caminhando em meio aquela grande multidão, Peter se praguejou mentalmente por ter aceitado o convite i****a de Josh. O mesmo havia prometido de pés juntos que a festa não era de grande porte, apenas um social básica para amigos. E ele sabia que seu melhor amigo estaria atrás de alguma garota qualquer que ele largaria na manhã seguinte, já tinha visto isso antes e estava extremamente cansado de fa,dr parte disso. Mas Peter estava ali e para o seu azar, a festa estava super lotada.
- O que eu tinha na cabeça quando aceitei participar disso? - Peter se perguntou baixinho, mesmo sabendo que com a música alta ninguém a ouviria. — Eu estava muito bem em casa, eu tenho inúmeros trabalhos pra terminar e ainda assim, vim parar aqui!
O hispânico estava vestida com uma calça preta skinner, em seus pés seus coturnos, uma blusa do Ramones e em sua cabeça um toca escrito Gates, mas realçava seus olhos e ainda continuava bastante bonito. Depois de caminhar por todo o local e de esbarrar com algumas pessoas pra lá de alteradas devido a imensa quantidade de álcool que foi ingerindo, acabou encontrando o jovem rapaz de pele escura conversando com uma moça alta de cabelos loiros no bar. Peter respirou aliviado quando chegou perto do seu amigo.
- "É uma festinha para amigos apenas, você precisa esquecer um pouco à escola e participar comigo" - Peter imitou a voz de Josh em seu ouvindo o fazendo dar um pequeno salto devido ao susto.
- Jesus, Gates. Assim você me mata do coração. - Josh disse colocando a mão em seu peito. - Não é que você veio mesmo! — Disse sorrindo ao ver seu amigo ali, Josh sabia que Peter era centrado demais e precisava conhecer novas pessoas ao invés de ficar com a cara nos livros vinte e quatro horas por dias. Peter revirou os olhos com o comentário de Josh.
- Ah, ia esquecendo, essa aqui é Júlia. - Josh apontou para a moça alta do seu lado. Peter acompanhou a mesma com os olhos e deu um sorriso estendendo suas mãos. - Esse é meu melhor amigo, Peter Gates. — Disse como se fosse a coisa mais normal do mundo fazendo Peter corar em segundos e Júlia soltar uma gargalhada alta.
- Prazer Peter. - Julia respondeu ainda sorrindo. — Seu sobrenome me parece familiar... É dos..
— É sim, são os pais dele. — Josh disse sorridente, ele sempre gostava de afirmar que Peter era um dos herdeiros dos Gates. E é claro que Peter havia ficado sem graça com o comentário do rapaz ao sei lado e fez uma nota mental para mata-la no fim da festa.
- Você deveria beber um pouco. - Julia ofereceu um copo com um líquido que Peter jurou ser vodca, mas teve que negar o pedido.
- Eu não posso, sinto muito. Eu tenho uma prova amanhã sobre cálculos.. - Peter se justificou vendo Josh revirar os olhos e empurrar a copo para ele.
- Sem essas, Pet. Você precisa relaxar um pouco, eu sei que você pretende seguir os passos dos seus país e que é uma área super complicada, mas estamos no ensino médio, precisamos nos divertir já que ano que vem iremos para a faculdade. - Peter olhou para seu amigo e o sorriso doentio que ele tinha nos lábios, deduziu que ele já estava tão alterado como os outros jovens e apenas ignorou suas palavras.
- Acho melhor não, eu estou dirigindo e acho que ficarei encarregado de levá-lo para casa. - Peter tentou se afastar com o copo ainda em suas mãos, mas foi impedido por alguém apressado que passou feito um furacão em seu lado quase fazendo derramar a bebida no chão.
- JULIA PRECISAMOS DE AJUDA. - A moça baixinha gritou. Julia, Peter e Josh pararam para prestar atenção no que estava acontecendo em sua frente.
- Calma, aí. Respira e me diga o que aconteceu... - Júlia disse paciente.
- Eles descobriram que eu está aqui! Eu te avisei sua i****a para vir com os seguranças. Eu te avisei... - A moça dava alguns tapas nos braços de Júlia que reclamava pensando em uma solução, ela olhava para os lados e Peter percebeu que algumas pessoas encaravam a situação.
Josh e Peter olhavam para as duas garotas sem saber o que fazer já que ambos não estavam entendendo nada da situação, Peter achou que era sua hora e iria aproveitar a distração de Josh e sair de fininho dali, tomou um pouco da sua bebiba e fez uma cara feia para o gosto forte que aquilo tinha e se virou, mas quando isso aconteceu deu de frente com uma garota de lacinho vermelho no cabelo e uma saia rodada preta com a blusa branca fazendo todo o líquido do corpo ir de encontro ao lugar do seio da garota a fazendo dar um grito de susto e pelo contato com a conteúdo gelado.
Era a mesma garota que segundos estava implorando alguma coisa pra Julia. Peter tentou abrir a boca para pedir desculpas, mas quando seus olhos foram de encontro aos olhos da pequena garota suas palavras fugiram completamente para um lugar bem distante. O hispânico abriu a boca diversas vezes e a fechou em seguida ficando vermelho por ter feito isso.
- Me... Desculpe. - Disse baixinho vendo a latina fazer uma breve careta por não ouvir direito.
- O que você disse?
- M-me.. Eu sinto muito.. Por isso.. - Peter apontou para a blusa branca que havia ficado transparente mostrando o sutiã preto que guardava os s***s, seus olhos foram para aquele lugar o fazendo ficar mais corado ainda. - Oh merda, eu sinto muito por isso, moça.
- Moça? - A latina franziu o cenho confusa e perdida. Peter apenas concordou com a cabeça olhando para a linda garota, nem se ela quisesse ele conseguira tirar os olhos dela. Ela era tão linda.
"Linda demais para não se olhar" Peter pensou.
- PRECISAMOS IR EMBORA AGORA! - Alguém disse atrás das duas as fazendo saírem da bolha que haviam feito em tornos das duas. - Que merda você fez, Sofi?
- Ela me derramou.. Ela.. Oh, Julia e agora? Você está bêbada demais para dirigir e minha mãe vai me matar. - A moça do lacinho disse desesperada. - Allyson irá acabar com nós duas! — Peter mais uma vez ia se virando para sair de fininho quando um Josh um pouco desesperado o puxou de volta para o meio das garotas. Peter tentou brigar com o mesmo pelo gesto rude, mas foi impedido quando viu a cara de i****a que seu amigo estava fazendo para a garota do lacinho.
"Que p***a esse garoto bebeu?" pensou encarando o rapaz.
- Peter tá de carro e não está bêbado. - Josh puxou o copo da mão de Peter e jogou em qualquer canto não se importando se machucaria ou não alguém. - Ele pode levar você sem eles te encontrarem...
- O que? - Peter perguntou tentando entender o que Josh dizia.
Sofia e Julia deram uma rápida troca de olhares e cochichando algo no ouvindo de Josh que apenas assentiu deixando o hispânico ainda mais confuso com tudo aquilo. Quando as garotas decidiram finalmente dizer alguma coisa, Júlia puxou a moça do lacinho com tudo para a saída dos fundos sendo seguida por Josh que obviamente arrastava Gates para o mesmo caminho.
Los Angeles
Dez Anos Depois.
Peter ia caminhando por aquele corredor frio e sombrio como havia feito durante três longas semanas, em suas mãos haviam um buquê de rosas vermelhas, ele sabia que aquelas eram a favorita de sua esposa e sempre faria o máximo para agradá-la da melhor forma possível. Alguns enfermeiros que transitavam por ali, apenas observavam o homem que eles julgavam ser sombrio passar como fazia todos os dias naquele mesmo horário, eles sabiam o sofrimento que ele passava e não o julgavam porque eles acreditavam que aquilo, talvez não tivesse mais uma saída ou solução. Talvez eles estivessem enganados...
Quando chegou ao quarto desejado, Peter respirou fundo ainda com seus óculos escuro em seus olhos fitando a bela moça que dormia naquela cama à quase dez meses. Depois de pensar por alguns segundos, o belo homem vestida com trajes sociais adentrou a sala se aproximando da garota sobre a cama.
Peter respirou forte mais uma vez, ele tinha aprendido da pior maneira que tinha que ser dessa forma, respirava o mais forte que podia, pois ele sabia que se deixasse cair uma lágrima o mesmo não conseguiria mais parar de chorar.
E não que isso fosse errado, só havia chego a conclusão de que chorar não era a solução e não aliviava a dor que mesmo sem querer sua latina lhe causava. Todas as vezes que vinha até ali, sempre fazia as mesmas coisas, sempre lhe contava coisas sobre Vítor e algumas de suas manias que Peter julgava ser parecido com as de Sofia, mesmo que o jovem garotinho tenha apenas três semanas de vida, Peter ficará chocado com o quanto ele tinha de ambos e isso era tão incrível que acabará sempre parecendo chocante.
O homem pegou uma rosa vermelha e colocou entre as mãos da latina, da maneira que sempre fazia e se deixou levar pela dor, acabou tirando seus óculos escuros, pois sabia que Sofia não se importaria de ver as olheiras das noites m*l dormidas que ele vinha tendo nas últimas semanas, Vítor sempre acordava em horas inapropriadas e Clara com Taylor eram sua salvação se não Peter seria um completo desastre e mesmo sem jeito para com uma criança sempre permanecia ali, cumprindo a promessa de que nunca abandonaria seu filho, que nunca desistiria de um pedaço de Sofia, um pedaço mais importante que latinha havia lhe deixado, Peter agradecia todos os dias por isso, mas tinhas as vezes em que ele implorava para Deus trazer sua garota de volta, ela sempre pedia com toda à fé que existia dentro de si, da mesma maneira que se julgava incapaz de conseguir tal coisa tão grandiosa. Talvez Peter deverá apenas que ter paciência. E como todas as vezes, ele se sentou e observou a latina por alguns segundos antes de começar a falar sem quebrar o contato entre as duas mãos.
- Então meu amor, acho que nada mais justo que hoje falemos sobre nós... - ele teve certeza de que segurar as lágrimas já não era mais a melhor opção. - E a maneira que o nosso "nós" começou...