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ÚNICA PARA MIM

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Blurb

Durante toda minha vida, desde os meus 16 anos, eu sempre tive certeza de apenas uma coisa; Eu amo Sofia Aarden.

Talvez você saiba de quem eu esteja falando por ela ser uma cantora mundialmente conhecida, você pode nos conhecer em partes ou pode não saber completamente nada ao nosso respeito, mas eu lhes digo, não existe nada no mundo que eu não faça para ver ela bem.. E isso inclui abrir mão de seu amor.

Pois bem, meu nome é Peter Gates e eu sou dono de uma das maiores empresas de Advocacia nos Estados Unidos e estou aqui para lhe contar a história sobre a grande confusão da minha vida. Sente-se, pois talvez as coisas saíam do meu controle e você pode vir a derramar algumas lágrimas....

Desde já eu vós peço perdão, pois também ainda não sei às controlar direito.

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Prólogo
PROLOGO Nova Iorque - Dias atuais Pov's Peter Gates - Você sabe, falta poucos dias para a chegada dele... Como você se sente? - Josh perguntou depois de uns longos minutos. Encarei meu melhor amigo de toda a minha vida, sua pele escura, olhar marcante e corpo atlético era de causar muita inveja por ai, eu cansei ouvir diversos comentários sobre sua sexualização tanto no ambiente masculino quanto feminino. Ele dizia que era mil vezes melhor lidar com a sua sexualização do que discriminação, em meu ponto de vista, ambos eram cruéis, talvez porque eu não tinha noção e muito menos dimensão do que as pessoas diziam sobre mim, mas levar em conta que até anos atrás, eu tinha que ver minha ate então namorada, sair com outros caras só para promover suas canções, talvez fosse cruel... Aquela indústria era muito c***l, como todo o resto da vida. Voltando para minha realidade, eu estava deitado em um divã olhando para o teto branco daquele escritório, nos últimos oito meses que se passaram de forma mais lenta o possível, Josh que além de ser um dos melhores amigos da minha esposa também acabou se tornando um tipo de psicólogo também. Quer dizer, em tese, ele não podia me atender de forma tão profissional quanto outro de sua área, mas já tínhamos tido anteriormente problemas com vazamento de informações sobre o caso da minha família, e eu não me sentia mais seguro ao me abrir com desconhecidos, por tanto a família Aarden praticamente exigiu que eu tivesse uma rede terapêutica, depois que eu transformei um dos melhores hospitais já construído no meu próprio lar. Minha família juntamente de Julia – que é namorada de Josh e melhor amiga de minha esposa – que tentaram me convencer de que ter Josh como psicólogo era a melhor saída para minha situação, ao menos estar perto dele me dava a sensação de ter minha menina um pouco mais presente.. - Me sinto o homem mais sortudo do mundo por saber que esse momento está próximo, mas então segundos depois me sinto um lixo por saber que ela não estará consciente nesse momento... – e era verdade, as palavras saíram da minha boca com pesar no coração, poderiam passar o tempo que fosse... Nada e nem ninguém conseguiria me fazer esquecer a falta que ter ela do meu lado faz. – As vezes eu penso que estou em um looping infinito e que meu sofrimento é eterno, em um momento estamos bem e felizes onde minhas mãos navegam nas curvas de seu corpo sobre nossa cama e de repente me encontro naquele cenário de novo, a dor vai se intensificando todas as vezes, já ouvi dizer que o tempo cura tudo, mas eu devo ser exceção, pois no meu caso, ele só me causa mais dor e então eu me sinto na beira de um precipício onde eu não posso pular para aliviar minha dor, pois caso o faça minha vida se vai e embora doa, eu sei que não estou sozinho e que tem outra vida precisando de mim... - Quer repassar mais uma vez o dia em que tudo isso aconteceu ? - Ele bateu com a caneta na prancheta que tinha em mãos, ele já sabia como eu me sentia, já tinha dito isso antes... Eu suspirei, ele sabia da história. Ele sabia de cada palavra, ponto, exclamação e até mesmo das interrogações... Às vezes achava que ele me fazia contar quase todas as vezes porque sentia o prazer em me fazer sofrer... Ou eu só estava cansado demais do looping infinito que mencionei. Qual é? Estamos falando de Josh Kordei, o cara que me apresentou a mulher da minha vida e que me ajudou a recuperar ela quando eu à quase perdi ha alguns anos atrás... Não seria digno com ele, comigo e até mesmo com você esconder tudo o que se passou naquele longo, maldito e infinito dia que vem me atormentando desde então todos os dias.. Durante 8 meses. FLASHBACK ON Eu sentia uma intensa onda de prazer se espalhar pelo meu corpo, eu não sabia dizer da onde e nem o que aquilo era, eu só sabia dizer que meu corpo clamava por mais e mais daquele maldito prazer. Deixei escapar alguns gemidos, eu já me encontrava ofegante com meu peito subindo e descendo em buscar de ar para os meus pulmões. Depois de um tempo achei que era uma boa abrir meu olhos e p**a que pariu. Fiquei maravilhado com a linda visão que tive. E céus. Se eu morri, eu estava no paraíso, um perfeito paraíso. Sofia estava sem roupa alguma, de quatro no meio das minhas pernas me dando um dos melhores bom dias no qual eu era digno de receber. Meus olhos viajaram para sua linda b***a empinada e eu só percebi os tremores no meu corpo quando nossos olhos se encontraram. Seus olhos castanhos me fitavam de uma maneira que eu não sabia explicar, cada chupada que ela dava em meu m****o seria capaz de levar minha alma, que eu não me importaria nenhum pouco de morrer nos lábios dela. Senti quando suas mãos passaram por minhas nádegas e forçaram minhas pernas a empinar mais para ela dar à devida atenção que eu merecia. Sua língua passava por todos os cantos do meu sexo e eu sentia que meus olhos perdiam o foco todas as vezes em que ela sugava meu p*u com força e oras lento, Deus. Essa mulher ainda vai ser meu fim. - So..Sofi.. Eu vou... - Eu me apoiei nos meus cotovelos pra ter a melhor visão daquela maravilhosa mulher ainda ali sorrindo travessa sobre meu sexo. Tentei avisar de que eu estava ao meu limite quando senti sua língua vagar por minha extensão. - p***a! Isso, Sofia... – Senti o arrepio começar pelas pontas do meu pé e então o prazer percorrer meu corpo todo para se acumular ali, eu estava gozando e eu tinha certeza de que ela também estava se preparando para isso... Joguei meu corpo para trás caindo de volta ao colchão macio a sentindo dar as últimas sugadas que precisava para tornar todo o meu gosto, o seu gosto. Depois de um tempo eu ainda tentava me recuperar do que tinha acabado de acontecer quando a senti dar um selinho no meu m****o sensível e gemi com sua ação ainda em êxtase, ouvi o som da sua doce gargalhada e então ela se acomodou em cima de mim fazendo de dois corpos, um só. - Bom dia meu amor. - Ela disse beijando meus lábios. Porra, pude sentir meu gosto em sua boca e só em pensar nisso já sentia o fogo crescer novamente dentro de mim. Ela também pareceu perceber isso, pois sua mão continuou entre nossos corpos e rapidamente começou uma massagem lenta estimulando meu sexo e eu arfei baixinho ainda sobre os olhares atentos dela. - Ótimo dia, você quis dizer. - Disse nem percebendo o quão rouco minha voz estava entregando o quão e******o eu me encontrava. Ouvi mais uma vez sua risada e ouvi-la era como se milhares de fogos de artifícios explodissem dentro de mim. Principalmente quando ela aumentou a intensidade da massagem. - Amo quando sua voz soa dessa maneira. - Ela disse me dando mais um beijo, eu senti seus m*****s se enrijecerem sobre mim e foi o gás que eu precisava, não fazia mais de três horas em que estávamos dormindo.. Não importa quanto tempo passasse o sexo com ela sempre ficaria melhor. Em um movimento rápido virei nossos corpos ficando por cima dela e tivemos que gemer devido ao contato que nossos sexos tiveram com o movimento, foi o que eu precisava para seguir com o plano. Prendi suas mãos no topo de sua cabeça e curvei meu corpo para cima dela sorrindo. - E quando eu solto alguns gemidos assim no seu ouvido, você gosta? - tentei ser a mais sexy possível. O que modéstia à parte, não foi muito difícil. Rebolei um pouco em cima dela para que ela percebesse a forma que já me encontrava e senti quando ela abriu mais suas pernas me dando acesso livre para aquilo e a ouvir gemer baixinho como resposta. - Você é sujo, Peter... - aumentei mais um pouco a intensidade dos movimentos e a ouvir gemer mais uma vez.. - Você é s-sujo e muito.. G-gostoso. Rapidamente abri um sorriso maior do que meu rosto era capaz de suportar e fiz vários movimentos de cima para baixo, esquerda e direita no nossos quadril a vendo perder total controle, se é que ainda existia algum. - Então geme mais alto, geme.. - Pedi com a voz arrastada me curvando para por seu seio direito na minha boca sem parar de remexer nossos quadris e o resto da minha sanidade foi para o inferno quando ela abriu a boca fazendo o que eu havia pedido. Enrolei a ponta da minha língua no bico do seu mamilo e senti quando ela apertou sua mão nos meus cabelos exigindo para que fosse com mais rapidez e assim eu fiz. Com pequenas mordidas eu vi que seu rosto começava a ganhar uma tonalidade de vermelho então comecei a sugá-lo com uma força mais do que o normal. Eu sabia que ficaria marcas, mas eu não me importava. Eu tinha a melhor esposa e todo o mundo sabia disso. Eu conhecia o corpo da Sofia perfeitamente bem para saber que ela estava chegando próxima ao ápice e trabalhei mais para chegarmos juntas como sempre, não precisou de muita coisa pra sentir sua excitação escorrer entre nossos corpos. Logo, a penetrei e deslizou com muita facilidade, Sofia se desfazia em cada movimento de nossos quadris e eu fazia questão de continuar no ritmo que ela exigia, sempre forte e rápido e eu nem ao menos fazia questão de saber o tempo em que permanecemos ali, meu corpo sempre implorava por mais do corpo dela, e se tinha uma coisa sobre minha mulher que o mundo jamais iria saber é o quão sedenta sexualmente ela poderia ser. A virei de quatro e rapidamente ela me trouxe para perto de si, como se minha ausência fora de si fosse a deixar louca, talvez pudesse acontecer embora eu não fosse louco de ter certeza, foi naquela posição em que chegamos em nosso clímax, eu era extremamente apaixonado por ela. Joguei meu corpo com cuidado em cima do dela que tentava a todo custo normalizar nossas respirações e roubei um beijo apaixonado e sem malícia me colocando em seu lado em seguida olhando para ela sorrir, Sofia era como um anjo e possuía a beleza e talento de um. - Vou adorar acordar assim todos os dias... - Quando ela me olhou eu senti novamente as borboletas dentro do meu estômago, céus. Mesmo depois de muito tempo juntos eu ainda me apaixonava todos os dias por essa mulher. Sofia é tão linda, mesmo assim com os cabelos bagunçados e o rosto todo amassado e vermelho e seus lábios inchados e várias marcas que eu havia deixado em seu corpo das nossas últimas horas juntos. Eu sabia que tinha feito a escolha certa e valorizava isso todos os meus dias ao seu lado... - Vou adorar te acordar assim todos os dias.. Agora precisamos levantar porque estamos atrasados. - Ela disse se levantando não se importando com sua nudez o que me fez admirar a linda comissão traseira que ela tinha, pude também ver os vergões vermelhos e as marcas das minhas mãos e sorri seguindo ela para o banheiro. - Olha o que você fez no meu corpo, eu tenho em ensaio fotográfico para a Vogue hoje, Ally vai me matar quando ver isso, Pit. – Ela disse assustada analisando seu pescoço, b***o, barriga, bumbum e costas. Foi impossível não soltar uma gargalhada com sua cara de indignação. - Eles já deveriam estar acostumados com as marcas, você sempre as tem.. Não é como se você tivesse me privado disso também, olha essa aqui.. - Apontei para o meu pescoço que tinha uma marca em um alto relevo quase roxo de tão exposto que estava. - Como vou esconder isso dos investidores na reunião, Sofi? Eu não tenho uma equipe para me maquiar a todo momento!? - Fingi indignação, no fundo eu estava segurando o riso. - Eles acham que eu sou um homem impassível e completamente grosseiro que só se importa com as nossas empresas e nada mais... – ela gargalhou. Disse tentando parecer sério, mas não funcionou quando minha pequena mulher ficou a minha frente e colocou seus lábios em meu pescoço, exatamente onde eu havia reclamado da marca e o sugou sem nenhuma pressa. - É bom que eles achem isso, não quero nenhuma mulher achando que você está por ai sem pertencer a alguém... Agora vamos logo para o banho antes que Ally venha até aqui. Julia disse que você anda um pouco fora de controle.. - Ela disse se afastando de mim com um sorriso malicioso. - Não tenho culpa se sou casada com uma ninfomaníaca. - Disse entrando no box vendo a água descer pelo corpo dela. - Também não tenho culpa de ser casada com um homem tão gostoso como você. –Sorri tentando me concentrar no nosso banho, mas quando as coisas são como Sofia quer, o mundo pode está se acabando lá fora, se estivermos juntos, eu estarei pouco me fodendo para o resto. ... - Prefiro que você vá com uma capa te cobrindo até a ponta dos pés e uma túnica sobre a cabeça e óculos escuros para nem seus olhos eles possam ver. - Sofia disse analisando minha roupa. -Você não gostou dessa? – Eu usava uma calça preta de alfaiataria com uma camisa branca, estava amarrando a gravata quando ela apareceu fazendo seus comentários, achei estranho, pois aparentemente ela falava sério. – Eu posso escolher outra roupa. Me olhei no espelho tentando ver o motivo para ela está reclamando, ada ali parecia diferente das roupas que eu costumava usar. - Está atraente demais.. Só me faz querer te jogar nessa cama e não sair daí até que eu esteja satisfeita de você. - Dei o meu sorriso mais sujo e cheguei até ela em segundos tentando beijar seu pescoço, mas fui impedido rapidamente por ela. - Oh Deus. Vamos antes que eu mude de ideia, Peter. Você realmente está uma delícia e eu não vou conseguir resistir por muito tempo assim perto de você. - Depois que provou do fruto não quis mais parar não é mesmo? - Provoquei e ela me jogou um dos saltos que tinha na mão, por sorte eu desviei para o lado e rir quando ela bufou. - Não é como se você não gostasse também. – Ela disse caminhando para o corredor e eu sorri indo atrás dela e passamos pela sala recolhendo as coisas que precisávamos para nosso dia. Achei estranho quando ela pegou as chaves do carro dela e franzi o cenho confuso. - Achei que iríamos no mesmo carro... - Oh não, amor. Eu não vou direto para a revista, preciso ajudar Julia com algumas coisas no shopping. Vero ficou encarregada de ajudar você com o que precisar hoje. Tudo bem pra você? Abri a porta e saímos juntos rumo ao elevador, olhei minha bolsa pra ver se meus óculos estavam ali e quando o encontrei coloquei nos meus olhos, geralmente quando saiamos haviam alguns paparazzis a nossa espera, principalmente agora que descobriram que Sofia e eu fomos a uma clínica especializada em mães de primeira viagem. - Tudo bem sim, só creio que Vero não irá poder me ajudar com as coisas que eu estava pensando em fazer com você em cima da mesa na sala de reunião. – Sorri ao observar ela se virar de frente para mim e responder baixinho: - Você é podre, Gates. - E você gosta, Aarden. - Sorri a beijando quando as portas do elevador se fecharam nos deixando à sós. Logo, tivermos que cortar o beijo por falta de ar e que por também ele estava tomando rumos completamente diferentes no qual estava planejado. - Vamos sair pra jantar hoje. Seus pais disseram que estão animado com as últimas notícias... - Disse encarando ela. - É o primeiro neto deles, os seus também estão torcendo para que dê tudo certo. - Ela respondeu sorridente. - Eu também estou, mas talvez não esteja pronta pra te dividir com alguém. - disse fazendo um biquinho e ela sorriu me dando um selinho. - Estamos juntos à dez anos. Acho que está na hora de termos um filho.. Não seja egoísta. - Ela disse tentando parecer séria, mas como eu disse.. Eu conhecia aquela mulher muito bem. - Sem contar que nesses tempo todo você apenas me enrolou. E sobre o sexo do bebê, eu prefiro uma menininha só para deixar claro, ela será perfeita e nos acompanhará nos eventos nos quais seremos convidadas, ah e ela se chamará Clara.. - Disse parecendo uma sonhador com um sorriso bobo nos lábios.. E ela, sorriu. - Amor, não temos nem certeza se funcionou... - Ela disse rindo. – Foi apenas um m*l estar, pode ter sido por causa dos ensaios, em breve eu sairei em tour então estamos pegando pesado nas coreografias pra nada dar errado. - Não seja estraga prazeres, Aarden. - disse a repreendendo. - Desculpe amor, mas se for menino iremos chamá-lo de Vítor. - Olhei para ela assustado. - Não gosto desse nome. - respondi. - É um nome bonito, Peter! - Mas não quero para o meu filho... - Rebati. - Você é um chato. - Ela disse quando abriu as portas do elevador e seguimos para nossos respectivos carros. - Big Rob não irá com você? - Perguntei confuso à vendo entrar no seu carro. - Não amor, eu dei folga para ele.. Vai ser legal andar no shopping sem chamar muita atenção. - Neguei com a cabeça ao ouvir suas palavras. - Sofi, Sofi, Sofi... Em plenos 25 anos e nunca vai aprende que andar sem seguranças não é uma opção. - Beijei seus lábios e segui para o meu Mustang que estava ao lado do dela. Sai com ele do prédio e como disse, havia vários paparazzi lá, mas não foi problema já que Sofia respondeu todas as suas perguntas e então dei partida e saindo dali o mais rápido possível, eu estava super atrasado e sem sombras de dúvidas algumas eu teria uma Verônica querendo o meu pescoço. ... - Tenho mais alguma coisa pra hoje? - Perguntei à Vero que era minha assistente naquela tarde. Para ser sincero ela era assistente da Sofia que assim como eu era a presidente das Indústrias Gates de advocacia no tempo em que não estava em turnê com Ally que era sua empresária enquanto Lucy era a minha secretária. Fora desse grande império éramos apenas melhores amigos que se conheceram no ensino médio. - Na verdade você precisa analisar o balancete para podermos assinar os contratos de hoje... - PETER? - Lucy entrou feito um furacão no meu escritório interrompendo o que Vero estava dizendo. Vero se assustou assim como eu ao ver a morena daquela maneira, toda assustada e ofegante tentando dizer alguma coisa. - O que aconteceu, Lucia ? - Perguntei enquanto Vero entregava um corpo de água para ela. - Sofia... - Ela disse ainda tremendo. Olhei para Vero que se abaixou ao lado de Lucy que agora estava sentada em um dos sofás que ficavam por ali tentando entender o que ela queria dizer. - Respira, Lucia.. Respira e nos conte... E assim Lucia fez por alguns minutos e foi quando eu olhei as horas no meu celular, estava quase na hora da minha saída para casa, eu tinha um jantar com minha esposa e teria que preparar tudo. - Enquanto vocês resolvem isso ai, eu preciso ir. Sofia está me esperando para nosso jantar... Tenho uma surpresa pra ela, daqui a uma semana faz 10 anos em que estamos juntos e eu estou organizando um cruzeiro de férias enquanto a tour nova não começa e como receberemos em breve a resposta da clinica sobre o teste de gravidez, quero tudo pronto. - Deixei mais um sorriso bobo sair por meus lábios e agora fitando uma Lucia chorando horrores na minha frente. Achei aquela atitude muito estranha, em todos esses anos eu nunca havia visto ela chorar, porque estava fazendo isso agora? - Está tudo bem? - Perguntei me sentando ao seu lado. Como resposta para minha pergunta ela apenas negou com a cabeça, nesse momento eu comecei a sentir um incômodo no meu peito, acho que foi devido ao calor. - Então, me diga o que está acontecendo? - A Sofia, sofreu um acidente grave e deu entrada no hospital. Ao ouvir as palavras dela foi como se estivesse me tirado do chão e me jogado novamente para ele com toda a força possível. Sofia era a minha gravidade e a melhor parte da minha vida, se eu não à tivesse do meu lado eu não tinha nada.. Então, não podia ser verdade o que ela estava dizendo. - I-isso n-ão é.. Ela ... V-você..S-Sofi... - Disse me perdendo ao meio de inúmeras lágrimas... Passei a mão no meu rosto e corri para fora da sala o mais rápido possível, ouvi gritos e passos apressados atrás de mim parei na frente do elevador e agradeci à Deus por ele está no andar e quando entrei, Lucy e Vero entraram segundos depois.. - Quem inventou essa mentira? - Julia me ligou ao prantos, ela e Ally estava à caminho do hospital. Não disse nada, à todos os custos eu tentava ligar para o celular da Sofia.. Mas todas as ligações eram encaminhadas para a caixa postal, eu sabia que havia alguma coisa errada naquele momento, Sofia sempre atendia no primeiro toque.. Eu estava com medo de perder o meu bem mais precioso. Eu estava com medo de perdê-la. FLASHBACK OFF Senti braços em minha volta, eu estava encolhida no mesmo divã do consultório de Josh aos prantos, eu não conseguia mais lembrar daquele dia sem ao menos me acabar chorando, a saudade me matava cada vez mais à cada minuto que se passava, eu acabaria ficando louco se ela nunca mais acordasse, eu só precisava de um sorriso dela para me sentir bem novamente... Apenas isso. - Calma, nós precisamos ter fé que tudo isso vai acabar.. - Josh disse tentando me ajudar, ele era um ótimo amigo. - Vai acabar quando? Fazem oito meses em que eu não vejo o motivo para a minha vida sorrir, eu não consigo olhar para o mundo do lado de fora e ver u proposito para minha vida, meu coração aperta em saudade e eu ando tendo crises de ansiedade e tudo em prol de algo que demora pra acontecer, quanto tempo mais terei de esperar, Josh? Você acha que foi fácil saber que ela havia sofrido um acidente de carro e que ficaria em coma induzido? Acha que foi mais fácil saber que ela estava grávida também? - Eu sei que não foi fácil, Pet. Estamos juntos nessa irmão, somos uma família... E família fica unida em tempos difíceis. - Ele disse limpando algumas lágrimas do meu rosto. - Já foi visitá-la hoje? - Dormimos no mesmo quarto, mas em camas separadas... – Respirei fundo tentando me livrar daquela sensação estranha em meu coração. - Mais isso não impede de visitá-la de vez em quando. - Ele disse. Sorri com suas palavras. - Vou vê-la à cada cinco minutos, agora que o nascimento do Vítor está próximo fiz questão de encher o quarto de flores, mas assim que ele nascer.. Os médicos tentarão convencer os Aarden a desligarem os aparelhos que a mantém viva. - Disse sentindo uma forte vontade de chorar novamente. - Eles não tem esse direito, cara. Ela é sua esposa, você mandou construir um hospital só para que cuidem deles dois. - Eu sei, mas foi o que eles disseram.. Ou ela, ou ele.. Eu estou com tanto medo de perdê-la, bro. Tanto medo... - Mas você vai ter um filho... - Ele disse. – Cara, isso é muito fora do nosso circulo, jamais imaginei que aquele garotinho franzino fosse crescer e se tornar um rato de academia com uma esposa famosa e um filho... - Ele não é ela! - Respondi sendo rude, ali estava um dos motivos para que eu precisasse de acompanhamento; mesmo a criança sendo minha e eu fizesse o mínimo do meu papel, eu não conseguia suportar a ideia de que ela não despertava por que de alguma forma, o seu corpo se preservava para a gravidez, um lado perverso dentro de mim gritava a meses para que utilizasse de todo o dinheiro que eu possuía para me livrar daquela criança, então eu me lembrava que ele não tinha culpa, ele era fruto do amor que eu nutria por aquela mulher. Ele era a continuidade dela, caso Sofia nunca despertasse e esse era o meu maior temor: eu seria capaz de amar aquela criança da mesma forma que eu era capaz de amar a mãe dele? Eu não era um homem c***l, eu só não fazia ideia do caos que eu me encontrava sem Sofia comigo. Quando descobri que ela estava grávida e que a gravidez seria de risco para ela eu me desesperei e quase forcei os médicos a tirarem ele ali de dentro e eu não me sentia culpado, não me senti culpado quando descobri o sexo dele e muito menos quando ouvi seus batimentos pela primeira vez. Ally, Josh e Julia foram mais sensatos e me convenceram a deixá-lo lá por algum tempo.. Mas a ideia de ser psi sem Sofia ao meu lado ainda me assustava. Eu não queria ele se eu não tivesse ela do meu lado. - Peter, ele é seu filho e meu sobrinho... Sofia não iria gostar de saber que você o rejeitou. Você sabe como a latina é quando fica com raiva, já presenciou diversas vezes e acho que terminaria em divórcio.. Ele é um Aarden Gates, ao menos que você não queria um pé nessa sua b***a, vá lá e honre sua calça. Josh tinha razão, Sofia era esquentada demais e eu amava isso nela, amava até os defeitos e eu ainda me sentia tão frágil e sozinho sem ela. Não me dei mais ao luxo de responder, apenas concordei com a cabeça e me levantei pegando minha chave e passando pela porta, eu veria ele logo mais em casa já que ele e as meninas acharam melhor viverem comigo por um tempo. O que eu super aprovo já que m*l consigo ficar sozinho sem chorar. Peguei o elevador e desci olhando algumas coisas no meu celular, as Indústrias Gates agora eram administrada por Vero e meu irmão Christopher com a ajuda do meu pai. Então não tinha com que me preocupar. Enquanto à carreira da Sofia, estava em pausa o que consequentemente deixava Allyson vinte e quatro horas por dia comigo cuidando das coisas que ainda saiam à meu e a respeito de Sofia na mídia. Desci um lance de escadas e encontrei Big Rob me esperando, ele agora era meu motorista e um dos melhores seguranças, digamos que depois do acidente a mídia caia matando em cima de qualquer sinal de informação, principalmente nos momentos em que eu fui fraco e acabei perdendo a cabeça. - Vamos para onde, Senhor? - Ele perguntou assim que entrei no carro. - Pra casa. - disse olhando os prédios enquanto ele começava a dirigir. Pensar em Sofia naquele estado sobre aquela cama e cheia de aparelhos me destruía todas as vezes, eu sentia falta de ter ela sorrindo ao meu lado, eu sentia falta de dormir com ela abraçada ao meu corpo, eu sentia falta até de quando ela ficava com raiva e gritava... Encostei minha cabeça na janela do carro e me permitir viajar para o maldito dia em que toda aquela merda aconteceu.

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