Malu
Eu m*l havia conseguido pregar o olho naquela noite, a voz do meu pai ficava ecoando em minha mente cada vez mais e mais...
Tom e Haz saíram para uma reunião para esclarecer como seria a próxima viagem a trabalho deixando apenas eu e Nathy em casa.
Eu usava uma colher para brincar com o cereal mergulhado no leita na tigela a minha frente, brincava inconscientemente sem nem perceber que o estava fazendo.
— Minha tia deve estar se reviraria no túmulo vendo uma coisa dessas. — Ao levantar a cabeça pude ver Nathy me olhando com a sobrancelha arqueada.
— O que?
— A filha dela grávida comendo cereal com leite! Isso nem é comida de verdade! São as raspinhas de lápis que saem do apontador só que com leite!
— Hoje não Nathy... — Apenas voltei a minha tigela.
— É por causa do meu tio? — Perguntou sentando-se ao meu lado.
— Ele disse que o desapontei... De todas as cagadas que eu já fiz na minha vida ter engravidado e dar um neto a ele o decepciona.
— Sinceramente, acho que devia ligar para ele e conversar só os dois sabe...
— Acha? — O olhei com uma sobrancelha arqueada.
— Tenho certeza, enquanto isso... — Ela tomou a tigela da minha mão. — Vou fazer um café da manhã descente para você comer. Porque se meu afilhado nascer desnutrido é dois tapão na sua cara que eu vou dar.
Revirando os olhos me levantei indo até o quarto. Me sentei na cama e logo disquei o número do meu pai.
— Alô? — Ouvi após alguns toques.
— Oi pai...
— Oi Malu... Por que está ligando?
— Pai... Não pode ficar assim comigo, quer mesmo que as coisas fiquem assim entre a gente? — Minha voz falhava.
— Malu, não eu não quero, mas não consigo entender... Você quer se casar com essa cara, ele mora do outro lado do mundo! Não vou poder se quer ver o meu neto crescer e ainda vou perder a minha Jujubinha... Como acha que devo ficar quanto a isso?
— Vamos visitar você em todas as férias... Te ligar sempre, você não está me perdendo ou perdendo o seu neto, está só deixando que sejamos felizes... — Respondi limpando algumas lágrimas que molharam minhas bochechas. — Não acha que o seu neto precise crescer ao lado do pai que o ama? E que principalmente, também me ama?
— É realmente isso que você quer? Casar-se com esse tal de Tom vai te fazer feliz?
— Ele já me faz feliz pai... — Fiz uma pausa respirando fundo. — Ele fez coisas por mim que o senhor nem faz ideia...
— Bom, agora ele está levando minha princesa e me dando um neto, essa primeira parte me faz querer atirar nele e fazer parecer que foi acidente.
— Papai... — Não pude evitar soltar um riso nasal.
— E esse casório sai quando?
— Ainda não sei... Nem contamos a família dele ainda, só sabem do bebê, mas acredito que logo. Espero que venha me levar ao altar.
— Com certeza... — Pude até mesmo sentir que ele estava sorrindo. — É bom ele te tratar bem, se não vai se ver comigo! Ainda tem o spray de pimenta que te dei?
— Pai!
Ficamos a conversar por um tempo até que ele desligou devido a uma chamada no trabalho. Nathy havia preparado uma salada de frutas com mel e granola para mim, se dependesse dela fome eu não passaria.
— Pela sua carinha você já se acertou com seu pai né?! — Disse lavando um prato enquanto eu levava um pedaço de banana a boca.
— Sim... Espero poder vê-lo logo.
— Sabe uma coisa que você devia ver logo? — Perguntou se aproximando até se sentar ao meu lado.
— O que?
— Teu vestido de noiva, topera! Quer se casar de barrigão?
— Nathy nós nem falamos com a família dele sobre o casamento. — Ri levando o último pedaço de fruta a boca.
— E daí? Tem que ver logo e casar logo porque esse buchinho logo cresce por causa do meu afilhado e vai ser um Deus nos acuda para achar um vestido bonito que entre! — Enquanto reclamava como uma maritaca mexia no celular provavelmente procurando por vestidos. — O que acha desse aqui?
— Meu Deus. Muito bufante, o primeiro passo que eu der vou lá dar uns beijos no chão! — Disse não contendo o riso.
— E esse aqui?
— Muito aberto. Estaria mais pelada que vestida.
— Que mulher difícil de agradar! Como o Tom te aguenta?! — Disse recebendo um tapa no braço instantaneamente. — E esse?
— Hm, esse é bonito até, gostei.
— Bom mesmo. — Disse cerrando os olhos. — Pelo menos sabemos um modelo que você gosta, agora só precisamos achar um lugar que venda.
— E ver o valor né bonita.
— Indo se casar com o Tom Sinclair e tá preocupada com o valor do vestido? Pode ser 500 mil euros e ainda não vai ser 0,5% do que ele tem no banco. Oh invejinha dessa conta bancária, a minha tá só as traça. — Não pude conter o riso com as palhaçadas dessa mulher.
Ficamos conversando no sofá sobre os detalhes do casamento e como seria tudo lindo e maravilhoso até Tom e Haz voltarem. O loiro não se aguentava de rir, mas Tom parecia triste até.
— O que houve? — Perguntei franzindo o cenho.
— Eu estava na casa dos meus pais e acabei dizendo a eles sobre o casamento... — Ele colocou a mão na testa negando a si mesmo que tinha feito aquilo. — Desculpa darling sei que queria que disséssemos juntos.
— Oh honey, tudo bem vem cá. — Estiquei os braços a ele até que se sentasse ao meu lado deitado em meu peito. — Está tudo bem.
— Ele da spoiler até do casamento! — Pensei que Haz ia explodir de tão vermelho que estava por rir.
Tom apenas revirou os olhos mostrando o dedo do meio a ele fazendo com que eu e Nathy soltássemos um leve riso.
— Posso saber o que a futura Sra. Sinclair está fazendo fora da cama? — Perguntou sentando direito para conseguir me olhar nos olhos.
— A futura Sra. Sinclair não aguenta mais ficar naquela cama.
— Nem que compremos outra você vai ficar na cama!
Antes que eu pudesse protestar ele simplesmente me pegou no colo levando-me até o quarto enquanto Nathy e Haz riam da minha cara. Ele só me soltou quando chegamos ao quarto e ele pode me colocar na cama.
— Só levante para fazer xixi se não te amarro na cama.
— Não me parece tão r**m. — Disse levantando as sobrancelhas conseguindo fazê-lo rir.
Fiquei observando-o tirar seus tênis e camiseta, para trocar de roupa. Era incrível como cada curva do seu corpo me atraía, não sei se são meus hormônios, mas meu corpo arrepiou-se só de vê-lo desabotoar a calça mostrando o branco cos da sua cueca.
Sentia meu corpo pegando fogo de desejo por ele...
— Honey vem cá vem... — Dava para sentir a luxúria em cada palavra.
— Tudo bem? — Perguntou aproximando-se.
Praticamente pulei em seu pescoço o beijando fervorosamente e sendo retribuída da mesma forma. O puxei para que se deitasse sobre mim na cama. Minha mão passeava por suas costas e abdômen deixando-me cada vez mais excitada aumentando meu desejo.
Rolamos na cama até que eu ficasse sobre ele voltando a beijá-lo intensamente mexendo meus quadris sentindo a sua excitação me minha i********e encharcada.
Devo ter tocado o céu pelo simples ato de ele apertar minha b***a com força. Eu já estava pronta para sentar naquele homem até as pernas não aguentarem mais quando senti uma forte tontura.
— Aí! — Grunhi saindo de cima dele e me deitando ao seu lado.
— Malu?
Eu já ouvia sua voz longe vendo minha visão escurecer cada vez mais...