CAPÍTULO 9

1123 Words
— Oi, Helena —O teu sorriso deslumbra completamente —Te ver foi o melhor do meu dia. Como pode ser tão bonito, tão perfeito? Uma única frase faz meu coração bater animado e pular de prazer. — O mesmo que eu digo. — Obrigado pelo café. Tive um acidente esta manhã e isso atrasou. Ele faz um gesto com a mão para podermos começar a andar. Então ele está localizado ao meu lado quando saímos do prédio. — Tudo bem? — Sim, só o meu vizinho ficou intenso com alguma coisa, mas nada com que se preocupar. — A palavra vizinho leva imediatamente ao Bruno e à sua personalidade enigmática. Quero fazer uma sobremesa diferente da anterior, só não sei qual. — Terra chamando Helena, você foi embora daqui. — Desculpe, tenho algumas coisas em mente —Peço desculpa, não é justo que pense em alguém estando com ele. — Quero toda a sua atenção em mim e o que vamos fazer esta noite, ok? — Negócio. — Uma das minhas paixões é o licor e os seus processos de fábrica. Há uma oficina de cerveja artesanal que eu queria ir por um longo tempo e eu pensei que você poderia se juntar a mim. Quem não gosta de uma boa cerveja? "Eu, pensei, mas não o digo." — Sim, parece ótimo —Eu aceito, esperando que você não perceba a decepção na minha voz. Pode não ser tão r**m; eu posso até o apreciar. — Vamos lá. Espero que ele abra a porta para mim, mas não abre. Eu dou de ombros; talvez seja uma ideia antiquada, algo que não é mais feito. — Há algo deixado de fora da cidade; no entanto, vale a pena a viagem. Vamos comer lá e voltar antes das oito, está bem? — Sim. Meia hora depois, chegamos. Assim que saio do carro, sei que este não é o meu ambiente. Tudo é tão alto e há um monte de homens em todos os lugares. Leonardo está ao meu lado sem o casaco e as mangas da camisa arregaçadas. Ele deixou sua aparência impecável para se transformar em alguém mais relaxado. — Vamos curtir! — Gritos, infectados pela euforia do ambiente. E mais meia hora depois, lamento ter vindo. Leonardo foi completamente dominado: ele grita, ruge e bebe como os outros. Isto é suposto ser uma oficina de cerveja, não uma degustação. Irritado com ele por me trazer para esta situação embaraçosa, longe de se considerar um encontro, eu pego meu telefone celular e envio uma mensagem de texto para a única pessoa que pode me tirar de problemas. Eu: Está ocupado? Bruno: Não por quê? Eu: Estou longe de casa e não tenho como voltar, você pode vir me buscar? Alguns segundos se passaram antes que ele respondesse. Não devo pedir desculpa e pedir que esqueça quando uma mensagem tua chegar. Bruno: Da a localização. Digo a minha localização e me afasto do tumulto em direção à rua para ser mais fácil para ele me ver. Quando Bruno chega, espero que Leonardo perceba que me fui embora, mas ele nem aí para mim. O que é decepcionante, será sempre assim? Não demora muito para ver o carro de Bruno a aproximando. Ele sai do carro assim e se aproximar de mim em um ritmo apressado. — Estás bem? — Sim, desculpa ter feito sair de casa. — Isso não importa. Como você chegou a este lugar? — Eu vim com um amigo. — E ele deixou você aqui? — Sim. Tenho certeza de que você o chama de i****a; no entanto, eu permaneço em silêncio. Ele me guia até o carro dele e abre a porta do co-piloto para mim. Então ele fica do meu lado e volta para sair do caminho e pegar a estrada. Fazemos a viagem em silêncio; estou muito envergonhada para pronunciar uma palavra. Ao chegar à nossa residência, fomos até o nosso apartamento sem dizer nada. Mas não quero ficar calada para sempre e ele merece saber o que aconteceu. Abro a boca quando chegamos às portas dos apartamentos. — Desculpe, sai com um homem mas... — Não precisa me explicar Helena, apenas pense bem o homem que escolhe para namorar. Após isso ele fecha sua porta na minha cara e com razão. Chamá-lo a essa hora para me resgatar após esta saindo com outro homem, isso não é legal, eu mereço seu desprezo e sem desculpas, pois eu estava errada. Antes de deitar verifico se ha pelo menos uma mensagem de Leonardo se preocupando comigo. Mas nada nem uma mensagem para dizer o porquê fui embora e com quem dava para ver que tipo de homem ele era. "Não há nada para apaziguar a queima das memórias dentro de mim." Helena É terça-feira de manhã e vou trabalhar. Assim que chego à empresa e passo o filtro de segurança, fico, em choque, na frente do meu trabalho. Há alguns buquês de flores ao redor, e no meio deles está Leonardo, com outro buquê em suas mãos e uma expressão cheia de culpa. Abordo com dúvida, sem saber interpretar o seu ato. — Este é pouco que merece, Helena. — Quando estou por perto — Ontem à noite comportei como um i****a, e dizer isso é pouco. Não só te deixei sozinha, mas não percebi quando foi embora. Queria enviar uma mensagem, mas a vergonha não me deixou. Há alguma maneira de compensar o meu erro? Fico em silêncio, já que não sei o que dizer. Admito que o gesto é atencioso, mas não posso esquecer tão facilmente o que ele me fez. — Obrigado pelas flores, elas são lindas —Eu digo. — Estou perdoado? — Não, foi injusto que não só me tenha levado a um ambiente que não era meu, mas também me abandonou ao meu destino. — Eu sei e lamento profundamente, Helena. — É melhor deixarmos coisas assim, Leonardo. — Não me diga isso, por favor —Deixe o buquê numa das mesas para segurar a minha mão — Eu entendo que cometi um erro, e é por isso que vou lutar pelo seu perdão. — Não estou a pedir para lutar. — Eu sei que você não quer, eu quero fazer isso. — Não sei... — Isso é suficiente para mim. Em pouco tempo vou fazer esquecer a minha culpa —Põe os teus lábios na minha bochecha direita — Tenha um bom dia, Helena. E ele sai antes que eu responda. Incapaz de segurar, trago minha mão para a bochecha para acariciar a pele que ele acabou de beijar, e um sorriso pateta se forma no meu rosto, mas desaparece assim que me lembro do quão r**m eu tinha ontem à noite.
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