— Oi, Helena —O teu sorriso deslumbra completamente —Te ver foi o melhor do meu dia.
Como pode ser tão bonito, tão perfeito? Uma única frase faz meu coração bater animado e pular de prazer.
— O mesmo que eu digo.
— Obrigado pelo café. Tive um acidente esta manhã e isso atrasou.
Ele faz um gesto com a mão para podermos começar a andar. Então ele está localizado ao meu lado quando saímos do prédio.
— Tudo bem?
— Sim, só o meu vizinho ficou intenso com alguma coisa, mas nada com que se preocupar. — A palavra vizinho leva imediatamente ao Bruno e à sua personalidade enigmática. Quero fazer uma sobremesa diferente da anterior, só não sei qual.
— Terra chamando Helena, você foi embora daqui.
— Desculpe, tenho algumas coisas em mente —Peço desculpa, não é justo que pense em alguém estando com ele.
— Quero toda a sua atenção em mim e o que vamos fazer esta noite, ok?
— Negócio.
— Uma das minhas paixões é o licor e os seus processos de fábrica. Há uma oficina de cerveja artesanal que eu queria ir por um longo tempo e eu pensei que você poderia se juntar a mim. Quem não gosta de uma boa cerveja?
"Eu, pensei, mas não o digo."
— Sim, parece ótimo —Eu aceito, esperando que você não perceba a decepção na minha voz. Pode não ser tão r**m; eu posso até o apreciar.
— Vamos lá.
Espero que ele abra a porta para mim, mas não abre. Eu dou de ombros; talvez seja uma ideia antiquada, algo que não é mais feito.
— Há algo deixado de fora da cidade; no entanto, vale a pena a viagem. Vamos comer lá e voltar antes das oito, está bem?
— Sim.
Meia hora depois, chegamos. Assim que saio do carro, sei que este não é o meu ambiente. Tudo é tão alto e há um monte de homens em todos os lugares. Leonardo está ao meu lado sem o casaco e as mangas da camisa arregaçadas. Ele deixou sua aparência impecável para se transformar em alguém mais relaxado.
— Vamos curtir! — Gritos, infectados pela euforia do ambiente.
E mais meia hora depois, lamento ter vindo. Leonardo foi completamente dominado: ele grita, ruge e bebe como os outros. Isto é suposto ser uma oficina de cerveja, não uma degustação.
Irritado com ele por me trazer para esta situação embaraçosa, longe de se considerar um encontro, eu pego meu telefone celular e envio uma mensagem de texto para a única pessoa que pode me tirar de problemas.
Eu:
Está ocupado?
Bruno:
Não por quê?
Eu:
Estou longe de casa e não tenho como voltar, você pode vir me buscar?
Alguns segundos se passaram antes que ele respondesse. Não devo pedir desculpa e pedir que esqueça quando uma mensagem tua chegar.
Bruno:
Da a localização.
Digo a minha localização e me afasto do tumulto em direção à rua para ser mais fácil para ele me ver. Quando Bruno chega, espero que Leonardo perceba que me fui embora, mas ele nem aí para mim. O que é decepcionante, será sempre assim?
Não demora muito para ver o carro de Bruno a aproximando. Ele sai do carro assim e se aproximar de mim em um ritmo apressado.
— Estás bem?
— Sim, desculpa ter feito sair de casa.
— Isso não importa. Como você chegou a este lugar?
— Eu vim com um amigo.
— E ele deixou você aqui?
— Sim.
Tenho certeza de que você o chama de i****a; no entanto, eu permaneço em silêncio. Ele me guia até o carro dele e abre a porta do co-piloto para mim. Então ele fica do meu lado e volta para sair do caminho e pegar a estrada. Fazemos a viagem em silêncio; estou muito envergonhada para pronunciar uma palavra.
Ao chegar à nossa residência, fomos até o nosso apartamento sem dizer nada. Mas não quero ficar calada para sempre e ele merece saber o que aconteceu. Abro a boca quando chegamos às portas dos apartamentos.
— Desculpe, sai com um homem mas...
— Não precisa me explicar Helena, apenas pense bem o homem que escolhe para namorar.
Após isso ele fecha sua porta na minha cara e com razão. Chamá-lo a essa hora para me resgatar após esta saindo com outro homem, isso não é legal, eu mereço seu desprezo e sem desculpas, pois eu estava errada.
Antes de deitar verifico se ha pelo menos uma mensagem de Leonardo se preocupando comigo. Mas nada nem uma mensagem para dizer o porquê fui embora e com quem dava para ver que tipo de homem ele era.
"Não há nada para apaziguar a queima das memórias dentro de mim."
Helena
É terça-feira de manhã e vou trabalhar. Assim que chego à empresa e passo o filtro de segurança, fico, em choque, na frente do meu trabalho. Há alguns buquês de flores ao redor, e no meio deles está Leonardo, com outro buquê em suas mãos e uma expressão cheia de culpa.
Abordo com dúvida, sem saber interpretar o seu ato.
— Este é pouco que merece, Helena. — Quando estou por perto — Ontem à noite comportei como um i****a, e dizer isso é pouco. Não só te deixei sozinha, mas não percebi quando foi embora. Queria enviar uma mensagem, mas a vergonha não me deixou. Há alguma maneira de compensar o meu erro?
Fico em silêncio, já que não sei o que dizer. Admito que o gesto é atencioso, mas não posso esquecer tão facilmente o que ele me fez.
— Obrigado pelas flores, elas são lindas —Eu digo.
— Estou perdoado?
— Não, foi injusto que não só me tenha levado a um ambiente que não era meu, mas também me abandonou ao meu destino.
— Eu sei e lamento profundamente, Helena.
— É melhor deixarmos coisas assim, Leonardo.
— Não me diga isso, por favor —Deixe o buquê numa das mesas para segurar a minha mão — Eu entendo que cometi um erro, e é por isso que vou lutar pelo seu perdão.
— Não estou a pedir para lutar.
— Eu sei que você não quer, eu quero fazer isso.
— Não sei...
— Isso é suficiente para mim. Em pouco tempo vou fazer esquecer a minha culpa —Põe os teus lábios na minha bochecha direita — Tenha um bom dia, Helena.
E ele sai antes que eu responda. Incapaz de segurar, trago minha mão para a bochecha para acariciar a pele que ele acabou de beijar, e um sorriso pateta se forma no meu rosto, mas desaparece assim que me lembro do quão r**m eu tinha ontem à noite.