— Bom dia! — Cumprimenta Michele, tirando das minhas reflexões.
— Bom dia! Pronto para hoje? — Pergunto.
— Eu estou!
Isso me ajuda a organizar tudo para começar a atender os clientes.
— Eles são lindas —ao virar, vejo que se refere a flores — Cortesia da empresa?
— Não, elas foram um presente —Eu digo.
— Oh, o que quer que eu faça com eles?
— Não se preocupe, eu as levo de volta para que não se incomodem.
Eu carrego os arranjos pesados para a parte de trás das instalações. Eu paro por um minuto para admirá-las; elas realmente são bonitos e, portanto, caras. Se ele não tivesse a intenção de se desculpar sinceramente, não as teria trazido até mim, certo?
Acordo para ouvir os pedidos dos trabalhadores. Volto para a frente e envio-os com a minha energia habitual. Se eu aprendi alguma coisa ao longo dos anos é que, não importa o quão r**m você esteja por dentro, você deve ser feliz pelos outros. É uma habilidade que aperfeiçoo desde que Kevin morreu.
Quando terminarmos de despachar todos, e perder a visita de Mirella, e Michele e eu estamos prestes a continuar nosso trabalho.
— Praticava o que aprendi, acha que se eu preparar os bolos de chocolate?
— Vá em frente.
Eu me afasto e permito que ela me mostre suas habilidades. Para minha surpresa, ela faz muito bem. Eu dou a ela o guia estranho, mas principalmente ela é a única que faz tudo.
— Então? — Pergunta com evidente ansiedade sobre a minha opinião.
— Bem feito, você pode me substituir —Estou brincando.
— Nunca, os meus preparativos não se comparam com os teus. Você pode não ter notado, mas você pode ver a dedicação que você coloca em cada coisa. A paixão que emana de você é inspiradora, Helena.
Meus olhos se enchem de lágrimas por suas palavras. A última pessoa a elogiar assim foi o Kevin, e fico feliz por saber que não perdi o contato.
— Para mim é um prazer partilhar que está contigo —Eu admito.
— E eu valorizo muito.
Quando as duas horas batem à tarde, um entregador se aproxima do nosso posto. Eu me aproximo para recebê-lo com alguma dúvida.
— Helena Veigas?
— Sim!
— Eu tenho algo para você —abra sua mochila gigantesca e tire um arranjo de flores com o que parece chocolates nela — Assine aqui —pergunte após deixar no balcão.
Ainda confusa com o presente, ela assinou e entregou o tablet.
— Tenha um bom dia! — Diz e sai antes que eu responda.
— Outro presente? — Pergunta Michele atrás de mim.
— Isso parece amor.
Verifico o cartão para descobrir que foi enviado pelo Leonardo.
"Estas flores não se aproximam das maravilhas que saem das suas mãos, mas espero que possa apreciar o gesto. Perdoe-me por ser um i****a.
Com amor e sincero arrependimento
L.S
Respiração instável deixa meu corpo, e não é a única parte de mim que treme. Se esta manhã foi doce, este presente surpresa não está muito atrás. Eu sei que disse que não iria namorar ele, no entanto, ele está realmente se esforçando e isso deve marcar pontos a seu favor, certo?
Seja como for, vou ser difícil por uns dias. Se você continuar assim, você pode ser aceito por outra saída. Afinal, as pessoas merecem uma segunda chance.
Quando saio do trabalho, não o vejo, e é melhor assim, porque tenho a certeza que vai ceder de imediato. Vou para casa, mas primeiro paro no supermercado para comprar o que preciso para a sobremesa de bruno. Esta manhã vi uma receita de Cheesecake sem açúcar Eu acho que você vai adorar.
Eu compro os biscoitos integrais sem açúcar, cream cheese leve, adoçante em pó, iogurte grego sem açúcar e o resto dos ingredientes como manteiga, ovos e extrato de baunilha que tenho em casa.
Ao chegar ao meu apartamento, lavo as mãos e começo a trabalhar. Eu esmago os biscoitos e incorporo-os com a manteiga derretida, misturo o resto dos ingredientes e coloco a mistura no molde e depois coloco no forno, que já estava pré-aquecido.
Enquanto isso, tomo banho e, quando saio, coloco um vestido simples. Eu penteio meu cabelo, que continua molhado, e coloco sandálias. No momento em que eu voltar para a cozinha, o mínimo de cinquenta minutos se passaram. Coloquei um palito e verifiquei se ele sai limpo. Retiro a sobremesa do forno e deixo esfriar. Quando já passaram das seis e meia da tarde, já está frio o suficiente para o desenformar. A recomendação é colocá-lo na geladeira por algumas horas, mas estou muito ansioso para saber se você gosta.
Eu o coloquei em um dos muitos refratários que tenho e saio de casa para bater em sua porta.
— O quê? — ao abrir a porta.
— Uh, trouxe algo —Levanto as mãos para ver — Eu posso voltar mais tarde se eu fim em um momento ruim...
— Não! — Pega a sobremesa e as minhas mãos com ela, e puxe até eu estar dentro da sua casa — Obrigado!
— Você é bem-vindo. — Confusa que como uma pessoa normal.
Eu o sigo até a cozinha, tiro os pratos e a faca, e ele me dá para fazer as honras.
— Confesso que não o experimentei e, como o anterior, é a primeira vez que o preparo. Se não gostar, tem a liberdade de me avisar.
— Eu vou gostar —garanto.
"Espero que diga, penso comigo mesmo."
Dou a sua parte, olho para ele enquanto ele tenta, e inevitavelmente seus olhos se fecham e um gemido rouco sai de sua garganta.
— Maravilhoso? — Arrisco a perguntar.
— Delicioso —bajulação.
Eu celebro por dentro porque seria embaraçoso começar a dançar na frente dele. Eu tento o que preparei e devo admitir que você está certo: é delicioso. Penso em trazer um para Mirella, mas de alguma forma parece errado, como se isto fosse algo entre mim e Bruno.
— Quanto devo? — Fala após lamber a colher.
— Nada, é o mínimo que posso fazer por você após me ter resgatado ontem à noite.
— Você já ouviu falar do cara? — Descobrir.
Demoro um pouco antes de responder. No final, optei pela verdade, já que não é bom mentir para ele.
— Sim, ele trouxe flores e pediu desculpa.
— Uh —Permanece em silêncio durante alguns segundos — Vai perdoá-lo?
— Eu não sei.
Bruno se levanta de seu assento, pega os pratos sujos, e eu vejo isso como sua maneira de me dizer para sair.
— Obrigado novamente por ontem à noite, até mais tarde. — Eu ando até a saída esperando por mim para abrir; no entanto, não.
Eu fecho a porta do meu apartamento e deito sobre ela. Bruno desperta minha curiosidade; sua personalidade não é como qualquer outra que eu já vi. Eu dou de ombros, eu não deveria me importar, nós somos apenas amigos.
Tiro a roupa para trocar de pijama e, quando estou na cama, pego no telefone celular para ver uma mensagem do meu irmão mais velho.
Carlos:
Quando você vai voltar para casa? O pai e eu precisamos de você, a mãe precisa mais ainda. Para de ser egoísta, Helena. Retorna.
Eu leio uma e outra vez, lágrimas nublando minha visão. Estou realmente sendo egoísta? Saí para que a mãe pudesse curar, e comigo por perto não consegue. Devo voltar para eles, mesmo quando é o meu bem-estar emocional em risco?
H/ V: Você quer ler por favor Bruno? Li em comentários.