CAPÍTULO 14

1698 Words
Bruno Vasques Cada vez mais, vejo a web do meu computador como ela é respondida pelos meus problemas, embora eu saiba que não é. Ou problema com isso para lidar agora? Helena não voltou para casa e também não enviou uma mensagem para encontrá-la. Poderia estar com o namorado ou o i****a mentiu novamente? Espero que não; ela é mais inteligente do que isso. Estressado por não conseguir me concentrar no meu trabalho, eu me levanto da minha cadeira e não caio no sofá, que eu alinhei na frente da porta. Então, eu estarei atento quando ela chegasse. À medida que as horas passam e o meu nível de preocupação continua a aumentar, fico de olho na noite, atento ao telefone celular e ao som da porta, mas nenhum me dá razão de sua ausência. Quando é de manhã, você está andando para frente e para trás como um tigre enjaulado. Para Helena, você tem que se preparar ou trabalhar, onde ela está? Meia hora depois, ouço seus passos aprisionados no corredor de cabelo e, imediatamente, uma porta do apartamento abre. Sinto alívio por um momento, mas me preocupo, algo está errado. A pressão no meu peito aumenta, tenho um ataque cardíaco? Não, deve ser por ela. Ultimamente, você ou aquilo, eu tenho medo de ver o que pode ser. Eu coloquei minha mão na alça, respiro fundo e a viro quando sei que está saindo. Observo e confirmo meus pequenos desejos: algo não é certo. Eu estava tenso quando fiz a pergunta da noite e da mente; ela é uma péssima mentirosa. Eu posso trancar meu apartamento e deixá-lo ir antes de dizer ou enfrentar algo para esmagá-lo. Estou no meu limite, ela não devia testemunhar como explorado. Tomo um banho com água gelada, mas é inútil acalmar minha fúria. Quando saio, me visto em roupas de rua e sento na frente do computador com um objetivo em mente: descobrir ou o que está acontecendo com a minha vizinha. Meu encontro de vigilância deve me fazer algum bem, eu não hesito em usar minhas habilidades para acompanhar Helena pela cidade. Eu penteei o cabelo em menos de horas e, no final, eu tenho uma rota para o que dez depois do trabalho. Jantou com um homem, foi a um bar com ele e depois a um complexo residencial esta manhã. Em nenhuma das gravações de vigilância aparece o rosto do súbito, ou que me deparei com o pensamento de que tem muita sorte ou sabe como recolher suas faixas. Não fará nenhum bem, porque celebra algo — e o seu instinto diz que ele era assim —, não vai ter lugar nesta terra onde se possa esconder de mim. Vou caçá-lo e fazê-lo pagar. Se ele tocou um único fio da cabeça de Helena, eu vou saber. Mal posso avançar ao trabalho, por isso espero que Helena volte para a confrontar. Quatro, não posso mais sentar; fico ao lado da porta, em breve, para abrir assim que chegar lá. Os minutos passam e eu ouço nunca serão seu passado. Destaque uma vez que abri a porta tão rápida e forte que não tive tempo de reagir. Eu fico lá por um tempo, dizendo a mim mesmo que ela é responsável, que eu não deveria me importar, que eu não deveria me entrometer tanto assim. Talvez você nos diga, ou o que eu vi não é nada. Não, enquanto isso, eu não descobri que não estou viciado, nunca estou feliz. Com essa determinação, abro a porta e vou para sua casa. Eu uso cópia da chave que eu tenho para abri-la e ir para o seu espaço. Eu sei como me perguntar por que eu invadi sua privacidade, eu vou dizer que eu me comportei m*l e que eu só queria ter certeza de que está bem. Os dois podem mentir, certo? Não há nada, entrei com confiança até chegar ao quarto dela. Eu a vejo dormindo, eu me aproximo dela e percebo que seu rosto está coberto de lágrimas. Há hematomas e marcas em seus braços e pescoço. Sinto raiva, devo fazer algo? Mais importante, por que você queria destruir o responsável que causou essa dor nela? Eu passo para trás para escapar antes de me ver observando-a como louco, mas eu a ouço murmurar algo. — Não, por favor. — Não, o quê? — Eu não quero, que vá fique Bruno, por favor. Olho para ela e deito do seu lado, percebendo que está m*l. A cama se move e tento abraçá-la, mas que raios estou fazendo? — Eu não quero, por favor, pare. Eu me isolei profundamente para evitar me preocupar com o que ela estava dizendo em seu sonho ou pesadelo. Ele a magoou? Aquele homem com quem ela namorou ontem à noite magoou-a e fez algo que ela não queria fazer. No que diz respeito à Helena, ela está contorcendo e lamentando contra suas memórias, e eu juro silenciosamente que ele descobrirá o fim dele. Nenhum homem ou alguém que me pertence, e Helena Veigas é minha, mas eu confesso que não estou pronto para admitir isso em voz alta. "Ele tentou acalmar as minhas dúvidas, mas só aliviou a superfície sem chegar ao fundo do problema." Helena Veigas. Apesar de dormir a noite toda, sinto que não descansei. No piloto automático, eu tomo banho, coloco maquiagem e me visto antes de abrir a porta para sair de casa. Estou fechando quando sinto a presença de alguém atrás de mim. — Olá! — eu me viro ouvindo a voz rouca de Bruno. — Olá! — eu respondo. É a segunda vez que nos encontramos assim, com a porta e a minha se abrindo quase simultaneamente. — Estou saindo, quer que te deixe no trabalho? — Ofereço. Abro a boca para dizer não, mas fico surpresa ao responder: — Sim. Helena suspira, seus ombros relaxam como se estivessem tensos. Por quê? Não penso nisso e, em vez disso, sigo-o até o elevador e depois até o carro. Ele abre a porta para mim e me ajuda a subir, então ele fica ao volante e começa a dirigir. Por alguns segundos, eu olho para ele; ele é tão bonito e fascinante que eu nunca me canso de vê-lo. Tudo nele é atraente: seu cabelo castanho escuro com alguns cabelos grisalhos, seus olhos cor de chocolate, e eu não posso deixar de mencionar seu nariz perfeito que harmoniza com sua mandíbula cinzelada. Suas roupas ficam ótimas para ele; a camisa se encaixa sobre seus músculos, e as calças acentuam suas coxas. Ele é apenas… E eu estou manchada, indigna até mesmo de pensar que eu teria uma chance. É tarde demais. — O que vai fazer quando sair do trabalho? — Quebra o silêncio com a sua pergunta. — Não sei, não tenho planos. — Bom. E é isso. Com Bruno, eu nunca sei o que esperar, para minha surpresa, isso é algo que eu gosto nele. Sua presença sozinha é desafiadora, mas também me dá paz de espírito. Talvez seja porque ele é um gigante e eu me sinto protegida em seu lado, ou porque não há nenhuma indicação de malícia nele. — Obrigado por me trazer — digo quando para em frente ao edifício. — De nada, tenha um ótimo dia. — Responde brevemente. É inevitável que um sorriso seja desenhado no meu rosto. Sua atitude me dá conforto porque permanece a mesma. É como se nada tivesse mudado, mas sei que não é. Nada é mais o mesmo, eu não sou e não sinto a mesma. Quando paro em frente às portas do prédio, respiro com força, coloco um grande sorriso no rosto e venho cumprimentar todas as pessoas que encontro. Eu finjo não haver vazio no meu peito, eu finjo que não me sinto devastada. — Bom dia! — saudo Michele. — Bom dia! — Respondo, virando para me ver estranhamente — Você está melhor hoje? — Estou muito melhor — minto. — Ok! — Ela diz, embora não pareça convencida, mas também não se atreve a questionar-me. Começamos o nosso trabalho e, em pouco tempo, já estamos despachando todos; Joyce só para tomar um café, argumentando que não tem tempo para comer, e Leonardo passa sem sequer olhar para mim. — Acho que já terminemos por hoje — digo a Michele para não ver mais ninguém. — Parece. Eu vou organizar-me enquanto isso — ela diz, levantando-se da cadeira. — Vou em poucos segundos. Eu começo a pegar as sobremesas que foram deixadas, focadas na minha lição de casa, quando ouço uma clareira. Levanto-me com tanta pressa que a minha cabeça bate no balcão. — Não pensei que contratassem alguém tão desajeitada. Eles devem fazer isso melhor — manifesta a mulher na minha frente. Eu fico em silêncio enquanto a observo. Seu rosto não é familiar para mim, e tenho certeza de que me lembraria dela em qualquer lugar. Quer dizer, ela parece ser uma modelo de sucesso. Seu cabelo é loiro claro, natural, tanto quanto eu posso dizer, seus olhos são castanhos, e suas características lhe dão um ar delicado e angelical. É simplesmente lindo. — Não me vai atender? — Desculpe, senhora. O que você gostaria hoje? — Pergunto, recuperando-se do estupor inicial. — Acho que não tem o que eu gosto, mas vou tomar um café com um pouco de leite, sem açúcar. Pare para olhar para o balcão — É melhor não, tenho a certeza de que estou falecendo se comer alguma dessas coisas. Nos meus vinte anos de cozinha, ninguém chamou minhas sobremesas «coisas». Eu aperto meus lábios para conter os insultos que eu quero liberar. Como te atreve? — Tenho algumas preparações sem açúcar, caso esteja interessada. — Obrigada, eu não estou interessada — me corta — Dá-me o meu café para que eu possa ir ver o meu marido. — Sim, senhora. Desta vez, eu mordo minha língua enquanto preparo seu pedido. Eu entrego a ela e olha para o cálice com evidente desdém. É descartável, pois todas as coisas são santas! — Obrigado — diz entre os dentes. — Foi um prazer, tenha um bom dia — respondo, embora não queira realmente.
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