O ronco do motor do ultraleve era a única coisa que eu ouvia, mas na minha cabeça o barulho era muito pior. Era o grito da Alice. Era a voz daquela Mente Mestra a rir da minha cara enquanto me mandava de um lado para o outro como se eu fosse uma estagiária da máfia. Eu estava sentada no banco do copiloto, a limpar a minha arma principal. O Arsénico estava guardado no meu cinto, mas eu precisava de algo que fizesse mais barulho se as coisas ficassem feias. E iam ficar. Serafiny pilotava com uma calma que me irritava. Ela não disse uma palavra desde que saímos de Nápoles. Eu via que ela estava aérea, com o pensamento longe, mas eu não tinha tempo para os dramas dela. "Vais ficar calada o caminho todo ou vais me dizer como vamos entrar em Viena sem sermos abatidas por mísseis?" perguntei,

