Capítulo 04

3581 Words
        Wei Ying não conseguia parar de olhar a roupa branca e a faixa que estavam em cima da cama, ele estava com medo, muito medo. Sua cabeça estava fixada no alfa e no filho que ele achava que estava morto, seu A-Yuan estava vivo e apenas alguns metros distantes, como ele queria abraçá-lo de novo, mas ele não podia sair sem a permissão de Lan Zhan.          Lan Zhan, ele ainda não conseguia acreditar que depois de tudo que aconteceu ele havia conseguido achar um alfa tão bom pra si, ele havia criado seu pequeno como seu filho, o amava, havia interferido na reunião ao seu favor e queria casar com ele, pelos deuses se isso era um sonho ele com certeza não queria ser acordado. Olhou mais uma vez a roupa e tratou logo de trocar, quando estava completamente desnudo, pronto para colocar o robe quando a porta foi aberta de uma vez o assustando.          – Wei Y… – As orelhas do alfa assumiram um tom avermelhado ao fitar o corpo do ômega, corrigindo, seu ômega. – Perdão, eu não sabia que…          Um sorriso arteiro apareceu no rosto do Patriarca ao ver que seu homem estava constrangido, por isso não resistiu em provocar mais um pouco, soltou a roupa branca que estava em frente ao seu corpo a deixando cair aos seus pés. Agora não eram apenas as orelhas que estavam vermelhas, mas todo o rosto de Wangji, esse que sentiu um fio de excitação passar pela sua coluna até chegar a seu m****o que pra seu desespero estava começando a dar sinais de vida.     Em passos curtos ele se aproximou do alfa que se afastava até suas costas baterem na parede e ele estar entre ela e o corpo magro e cheio de curvas do seu ômega. Wei Ying sorriu vitorioso e espalmou as mãos no peito largo do seu homem que o olhava com os olhos escuros de desejo.         – Wei Ying… – Shiu… – Falou baixo colocando o dedo levemente nos lábios do homem impedindo que ele falasse alguma coisa. – Não fala nada, só me beija.         Simultaneamente todos os botões do corpo de Wangji foram apertados, botões suficientes pra ele rapidamente jogar Wuxian na parede mais próxima e tomar seus lábios em um beijo duro, sexy e cheio de desejo, mas também era um beijo cheio de saudade e amor. As línguas disputavam por espaço, pareciam que estavam em uma guerra em que apenas uma seria a vencedora, mas nesse caso foi empate, o beijo se findou quando a necessidade de respirar apareceu. O mais novo abraçou os ombros largos do amado e encostou a cabeça em seu ombro enquanto sua cintura nua era enlaçada pelos braços fortes do mais velho.         – Sem vergonha. – O pequeno soltou uma risada baixa quando ainda se agarrava ao alfa aspirando seu cheiro de sândalo.         – Que você ama. – Afastou levemente o rosto para olhar os olhos dourados do amado. – Obrigado… por tudo.         – Não agradeça, entre nós não há necessidade de “desculpe” e “obrigado”.         – Lan Zhan… – Soltou um suspiro apaixonado e juntou novamente seus lábios aos do alfa que entreabriu a boca permitindo a passagem da língua do menor. Com um impulso, o Patriarca entrelaçou a cintura de Wangji que o deitou delicadamente na cama enquanto se acomodava entre as pernas do ômega e arrancava o robe de si. – Tá calor, né?         – Muito. – Os beijos desceram da boca até o pescoço excitando ainda mais o pequeno ômega, os feromônios se misturavam criando um ambiente extremamente sexy e prazeroso para os dois. Wei Wuxian sentia a excitação do alfa contra sua coxa desnuda e p***a, se ele soubesse que Wangji tinha essa pegada tinha o provocado há muito tempo. – Wei Ying… Ainda não somos casados…         – Você está muito preso Er-gege, se solte. – Com o intuito claro de procurar a ponta da fita o menor passou as mãos nas costas do mais velho sentindo um relevo estranho, foi o suficiente para que Lan Wangji desse um pulo para longe da cama.         Ele estava um verdadeiro pecado, o tronco desnudo e suado com os cabelos jogados pra frente, os fios desalinhados, a fita da testa torta, a boca vermelha e molhada por conta dos beijos antes dados, a respiração descompassada e a excitação marcada na calça com uma mancha de pré-gozo.– Ainda não somos casados, é melhor você se vestir e me espere aqui. – Falou enquanto colocava novamente o robe e procurava ficar o mais apresentável possível.         – Aonde você vai?         – Irei a Fonte Fria, me aguarde aqui. – E saiu deixando um Wei Wuxian nu e e******o em cima da cama.         Um sorriso arteiro apareceu no rosto do ômega, quase tinha feito o estoico Hanguang-Jun perder a linha, mas teria outras oportunidades, procurou tomar um banho para diminuir o fogo e logo vestiu aquele conjunto de roupas de luto. As roupas haviam caído perfeitamente bem em si, feitas sob medida, olhou pra fita incerto, aquela fita tinha um significado muito importante, um misto de insegurança tomou conta de seu corpo.         – Mamã? – O ômega se virou de vez vendo o jovem alfa atrás de si. Um sorriso radiante apareceu no rosto de Wei Wuxian que se jogou nos braços do filho o abraçando forte, mas logo se afastou o dando um olhar tão raivoso que colocaria medo até mesmo em Lan QiRen.         – Nunca mais, está me ouvindo?! Nunca mais ouse tomar as minhas dores daquele jeito me ouviu bem?! Você não tem que ser punido por minha causa.         – Apenas quis retribuir o que o senhor fez por mim…         – Seja um bom menino e demonstre sua Piedade Filial todos os dias com o seu pai, me retribua dessa maneira. – Falou sorrindo vendo o filho corar. – E fuja algumas vezes pra me ver, duvido que aquele velho deixe eu me aproximar de você.         – Você não muda nunca. – Outra figura de branco atravessou a porta, dessa vez mais calma, e como um bom provocador não pôde segurar a língua dentro da boca.         – Você também não mudou muita coisa, continua bonito. – Falou vendo as orelhas do ficarem vermelhas. – Lan Zhan por que não aproveita que está aqui e amarra essa fita na minha testa?         – Vire-se. – Olhou para o filho que segurou o riso ao ver o pai pentear os cabelos compridos de Wuxian e amarrar a fita branca, discretamente percebeu o alfa guardar a fita rubra em uma de suas mangas. – Pronto.         – Lan Zhan, por que você é bom em tudo que faz? Não acha isso injusto? – Indagou enquanto olhava se olhava no espelho. Pelo reflexo viu o filho se aproximar e o abraçar por trás feliz como nunca esteve antes, afinal sua família estava completa.         – A-Yuan suas aulas já vão começar, eu vou conversar um pouco com seu mamã. – Sizhui fez uma reverência para os dois e saiu do quarto deixando os dois cultivadores, o alfa se aproximou tomando as mãos do mais novo as beijando delicadamente. – Temos que ser discretos a partir de agora.         – Eu sei, seria um escândalo se os outros líderes descobrissem que estamos juntos já basta toda a sua seita, eles ainda estão aqui?         – Vão ficar por uns cinco dias, não crie problemas. – Pediu o aconchegando em seus braços enquanto aspirava seu cheiro de flores de lótus. – Meu irmão quer falar com você.         Wei Wuxian como qualquer outro discípulo da seita Lan deveria ficar nos alojamento, mas o medo de QiRen de que seu pior aluno convertesse seus pupilos e os levassem para o mau caminho, assim como fez com seu amado sobrinho, falou mais alto, ele iria morar na área destinada ao clã Lan, em que ele e Xichen pudessem ficar de olho, já que no momento Lan Zhan e nada dava na mesma coisa, ele estava apaixonado, jamais atacaria o ômega se acontecesse alguma coisa.         Era do conhecimento de todos que os dois tinham um passado, existia uma amizade ali, afinal os dois sempre se trataram com os nomes de nascimento e o Segundo Mestre Lan nunca se incomodou com a presença do cultivador demoníaco, sem falar que Lan Zhan havia ferido 33 dos anciões da própria seita para protegê-lo sendo punido severamente. Os dois anos de reclusão e a tristeza que o afligiu depois da morte do ômega fez as pessoas se perguntarem se não havia um relacionamento ali ou algo a mais além de amizade, agora que o Mestre Wei havia voltado, acreditava-se que todas as perguntas seriam respondidas.         – Líder da seita. – O ômega se ajoelhou na frente de Xichen assim que chegou à sua casa. O alfa fez um sinal pedindo que o mesmo se levantasse e dispensou o irmão, queria ter uma conversa a sós com o cunhado.  – O que gostaria de falar comigo?         – Eu preciso ter certeza de que não mentiu em absolutamente nada pra mim, então se mentiu ou me escondeu alguma coisa tem essa chance para se redimir.         – Tudo que eu sei eu falei, vocês têm a minha cabeça a prêmio, eu só quero viver o resto dos meus dias em paz. – Xichen não tinha mais aquele olhar solene de sempre sua expressão estava séria e gélida exatamente igual ao do irmão quando estava com raiva, ele deu um suspiro e abriu uma caixa tirando uma fita vermelha o mostrando.         – Conhece essa fita? – Os olhos do ômega se arregalaram ao ver o objeto.         – Ela é minha, eu a estava usando quando morri…         – Além do meu sobrinho, isso foi a única coisa sua que meu irmão teve, ele a guardou durante 13 anos. – Uma lágrima escorreu no rosto de Wei Wuxian, ele sabia que tudo aquilo era culpa dele, aquele sofrimento todo. – Ele lhe estima mais que a própria vida Mestre Wei, ele lhe ama demais e eu sei que é recíproco. Mas eu também amo meu irmão, se o machucar de novo, se o fizer sofrer… vai entender o porquê eu sou conhecido como o Primeiro Jade de Gusu, eu não terei clemência.         – Nem eu vou querer que tenha, eu amo Lan Zhan.         – Eu sei, por isso deixo você ficar na minha seita, quero ver o brilho voltar aos olhos dele. Mudando de assunto, você será discípulo, mas não posso colocá-lo como um júnior, será um discípulo sênior, será treinado por Wangji e por meu tio e irá acompanhar os jovens em caças noturnas com minha permissão e não quebre as regras.         – Não vou, muito obrigado Xichen.         – Disponha, está dispensado.         Com uma reverência o mais novo se retirou da casa do líder e se dirigiu até a biblioteca onde Wangji, vulgo amor da sua vida, estava. O alfa estava sentado na mesa com a postura ereta e perfeita enquanto escrevia alguma coisa em uma folha de papel com o cenho levemente franzido. Deu uma leve risada ao perceber que algumas coisas não mudavam mesmo durante os anos e entrou chamando atenção do outro.         – Er-gege, o que vamos fazer hoje? – Sem a menor face ou medo de alguém chegar e flagrá-los naquela cena íntima, ele simplesmente se jogou nos braços fortes do amado que lhe cheirou levemente os cabelos, apesar do ômega estar finalmente em seus braços, a saudade do cheiro dele ainda não havia passado.         Patriarca ou não, Wei Ying ainda era um ômega, e daqueles bem manhosos ainda por cima, se dependesse dele ele passaria o dia aconchegado nos braços do seu homem recebendo carinho, chegava a ser engraçado pensar que se Wangji tivesse mimado Wuxian a ponto de deixá-lo molinho ele sequer teria se ligado no problema do clã Wen.         – Wei Ying, levante. – Pediu delicadamente enquanto fazia um carinho nos cabelos do outro, o que só fez com que o menor derretesse ainda mais. – Você tem que copiar as regras da seita.         Um resmungo baixo foi ouvido e o menor se apertou ainda mais contra o corpo forte do outro claramente buscando dengo, algo que com toda a certeza do mundo Wangji não conseguiria lhe negar nem se quisesse. O ajeitou em seus braços e deu-se início a uma sessão de chamego e beijos, que se danem as regras ele não tinha conseguido ficar em paz com seu ômega desde que se reencontraram, mas agora isso ia mudar, oh se ia.         – Eu estou tão feliz, tão feliz. – Falou baixo, como se algo precioso em que apenas os dois poderiam saber. Um segredo só deles. Um sorriso bonito apareceu no rosto de Wuxian que esticou a mão para acarinhar o rosto do alfa que o olhava com imensa ternura. – Eu só quero você, não pode ser ninguém além de você.         – Lan Zhan…         – Eu não falo muito, então me deixe falar dessa vez, por favor – Wei Ying se calou e assentiu levemente permitindo que o amado continuasse. – Eu amo você, eu lhe desejo profundamente, quero ser seu marido, o pai dos seus filhos, eu quero você só pra mim…         Os lábios se encostaram levemente, as respirações se misturavam e os cheiros de lótus e sândalo os embriagavam por completo, a vontade se tomarem por completo era grande, mas precisavam se conter, afinal aquilo não era nem hora e nem lugar para realizar os desejos sujos que passavam na cabeça dos dois amantes.         – Eu juro que serei fiel a você até o meu último suspiro, você será o único na minha vida, meu primeiro e único amor, nunca terá outro ômega, nem na minha cama e muito menos no meu coração… Te procurarei em todas as encarnações Wei Ying.         – Só você, eu não quero ninguém além de você. – A tensão ficou insuportável, com uma mordida no lábio inferior do ômega que se encontrava entregue nos braços do mais velho as bocas finalmente se encontraram em um beijo alucinador que tirou todo o ar dos pulmões do mais jovem. – Só você…         – Apenas você…         Declarações de amor e fidelidade escapavam dos lábios de ambos assim que as bocas se afastavam. Lan Zhan estava alucinado, Wei Ying o fazia perder o controle por completo, em questões de segundos Wuxian estava sendo pressionado contra uma das estantes de livros com ambos os braços presos no alto da cabeça por uma das mãos do cultivador enquanto a outra estava fixa na cintura do Patriarca. A fita da testa do alfa sumiu no momento que ele libertou seus feromônios pelo o ambiente num sinal claro de denominação, ninguém deveria em hipótese alguma se aproximar daquele lugar.         O Hanguang-Jun era o exemplo de retidão e autocontrole seu cheiro era contido, ele nunca o libertava, as poucas vezes que seu cheiro havia sido sentido foi durante os cios, e era um cheiro impossível de confundir e além de ser extremamente atraente transmitia uma dominância intimidadora. Não foi à toa que assim que os juniores sentiram foram as pressas avisar a Lan QiRen com medo de que o Hanguang-Jun estivesse brigando com algum dos líderes ou entrado no cio, e qual não foi a surpresa do Senhor ao ver seu honrado sobrinho aos beijos quentes com Wei Wuxian, nem ele conseguiria explicar o nojo que sentiu ao ver as mãos de Lan Zhan deslizando por todo o corpo do ômega.         – O que está acontecendo aqui?! – Sem nem perceber acabou usando a voz de alfa o que acabou machucando o Patriarca, o que foi uma péssima ideia. Ao perceber seu ômega tremer em seus braços os olhos dourados deu lugar ao vermelho vivo e um rosnado monstruoso escapou de sua garganta, seu alfa se mostrou no momento que o ômega havia sido intimidado. – Largue-o e se comporte, onde estão os seus modos?!         Lan QiRen ainda não havia percebido a situação que havia se metido, o coração de Wei Wuxian batia acelerado e esfregou levemente o nariz contra o peito de Wangji numa tentativa de se acalmar, seu lobo estava sensível, ainda não estava recuperado dos acontecimentos anteriores, estava necessitado do cheiro do seu alfa e não tinha forças pra se impor contra a voz dominante. Os juniores se reuniram na porta da biblioteca vendo a cena que se passava, afinal uma briga entre o Hanguang-Jun e o Senhor era algo digno de espetáculo.         – Está machucando-o. – A voz saiu baixa, mas cortante como aço, uma expressão de desdém surgiu no rosto do mais velho que olhou como se não acreditasse no que ouvia, e realmente não acreditava.         – Quem sabe se assim não deixa de ser um depravado! – Com toda a coragem que conseguiu reunir, o ômega deu dois passos à frente tentando acalmar a situação.         – Senhor… – Com um movimento de mão o jovem voou longe caindo com brutalidade sobre uma estante a derrubando, já QiRen nem teve tempo de piscar antes dele próprio voar longe batendo contra uma parede, os juniores sufocaram um grito, afinal não queriam ser descobertos, mas a briga estava indo longe demais, dois discípulos se encarregaram de deixar Sizhui longe da confusão, Wei Ying tinha acabado de ser agredido e sabe-se lá como o jovem iria reagir, e outros dois correram atrás de Xichen, entre Hanguang-Jun e Lan QiRen, ele era o único que podia intervir.         O velho abriu os olhos vendo sobrinho tirar a estante de cima do ômega e o tomar em seus braços, a testa do Patriarca e o canto dos lábios dele estavam sangrando, era pouco, mas só fez com que a raiva e o instinto protetor do alfa inflamassem ainda mais.         Era o seu lobo que estava comandando suas ações, ele não reconhecia aquele como seu tio, o via como um alfa que havia intimidado e machucado seu ômega, o cheirou alguma vez tentando acordá-lo sem sucesso, um rosnado raivoso foi solto por Wangji e suas presas apareceram, Wangji há muito tempo havia superado seu tio em questão de cultivo, além disso, era um alfa lúpus, era mais forte, mas jovem e dominante, já havia escolhido seu ômega e mesmo sem marcá-lo o protegia de forma quase irracional, por um momento os alunos temeram pela vida do ancião e vendo que a ajuda estava demorando pra chegar decidiram intervir.         Dos sete juniores, apenas um deles era ômega, os outros seis quase se urinaram nas calças ao ver o mestre deles com as presas à mostra. Dois deles tentaram se aproximar de Wuxian, mas recuaram no momento que viram Lan Zhan entrar em posição de ataque, o único que conseguiu se aproximar foi o jovem ômega que tomou o Patriarca nos braços tentando acordá-lo, essa movimentação foi suficiente para distrair o Segundo Jade que caiu no chão após ser atacado pelo tio.         A merda estava feita.         Lan QiRen estava em cima do sobrinho na sua forma de lobo, um lobo marrom enorme, outro discípulo saiu em busca de Xichen antes que alguém saísse morto, em um movimento Wangji também assumiu a sua forma de alfa lúpus em um lobo de pelagem branca, tão branca quanto a neve, ambos entraram em posição de ataque e se deu início a uma briga com mordidas e unhadas. Em determinado momento o lúpus ficou por cima do tio e o mordeu violentamente o pescoço até um rosnado intimidá-lo.         – Já chega! – Xichen soltou um grito e olhou pela sala e ao bater os olhos em Wuxian desacordado e machucado nos braços de um discípulo não precisou de muito pra entender. Olhou ferozmente para o irmão numa ordem clara e silenciosa. A contra gosto ele saiu de cima do tio, o pelo branco estava manchado de sangue, mancando, ele caminhou até o ômega e lhe cheirou o pescoço lhe lambendo algumas vezes, rosnou baixinho no ouvido só pra ver se ele reagia e nada.         Temeu por um segundo que ele estivesse morto, mordeu levemente o braço do amado, talvez uma dor o fizesse acordar né? Não acordou. Suas orelhas se abaixaram e ele deitou a cabeça no colo do Patriarca com o r**o entre as pernas, os olhos vermelhos brilhando em expectativa. Xichen tentou se aproximar, mas o rosnado que Wangji deu o fez voltar, uma coisa era ser líder de uma seita e de uma alcateia, outra coisa era se meter com o ômega de outro alfa.         – O que aconteceu aqui?         – O Senhor usou a voz de alfa contra o mestre Wei e o jogou contra a estante, aí o Hanguang-Jun se descontrolou e eles começaram a brigar.         – Lan… Zhan? – Num pulo o lobo se levantou com a cauda abanando, as orelhas em pé e língua de fora, apesar da situação ser crítica o líder precisou segurar um riso, há quanto tempo não via o irmão feliz desse jeito? – Está machucado?         Wei Ying perguntou preocupado após acordar vendo as manchas vermelhas no pelo do amado. Soltou uma leve risada ao ser cheirado e lambido, aquilo fazia cócegas, o lobo deitou a cabeça novamente no colo do ômega, aquilo era um pedido claro de carinho, Wuxian levou uma das mãos até a orelha do amado e a acariciou ouvindo um rosnado baixinho de satisfação. Todos de Gusu já sabiam do romance de Wei Ying e Lan Zhan, mas agora vendo ao vivo e a cores puderam constatar o óbvio:         O Hanguang-Jun estava de quatro, literalmente, pelo Patriarca, completamente rendido e domado.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD