A madrugada ainda estava silenciosa quando Laura acordou com uma dor forte atravessando seu ventre. Ela abriu os olhos lentamente, tentando entender o que estava acontecendo, por um segundo pensou que fosse apenas mais uma daquelas contrações falsas que o médico havia mencionado nas últimas consultas, nos últimos dias, seu corpo vinha dando sinais de que o momento estava próximo. Mas aquela dor… aquela era diferente. Profunda, forte, incontrolável. Laura levou a mão imediatamente à barriga já enorme, sentindo o bebê se mexer levemente dentro dela. — Calma… — sussurrou, respirando com dificuldade. — Está tudo bem… Mas outra contração veio logo em seguida, mais forte. Ela fechou os olhos e apertou os lençóis. — Ah… meu Deus… A respiração começou a falhar. O relógio ao lado da cama

