O quarto do hospital finalmente estava em silêncio. Depois de horas de movimento — enfermeiras entrando e saindo, médicos verificando exames, familiares emocionados visitando, a calmaria havia voltado, O sol da manhã atravessava as cortinas claras, iluminando o ambiente com uma luz suave. Laura estava sentada na cama, ainda fraca, mas com uma serenidade nova no olhar. Nos braços dela, o pequeno Marcelo Henrique Sarkozy dormia profundamente. O bebê respirava devagar, com aquele movimento delicado do peito que fazia o coração de Laura derreter a cada segundo. Ela ainda custava a acreditar que ele estava ali. Que tudo aquilo era real. Que depois de tanta dor, tantas escolhas difíceis, tantas despedidas… algo tão bonito havia surgido. Laura passou a ponta do dedo pelo rosto do filho.

