Cinco anos tinham passado. Cinco anos desde que Laura havia deixado para trás não apenas um país, mas uma parte inteira de si mesma. O tempo tinha feito o que o tempo sempre fazia: curado algumas feridas, escondido outras, e ensinado Laura a continuar caminhando mesmo quando certas lembranças ainda ardiam em silêncio. Agora, ela era outra mulher. Laura Sarkozy não era mais a garota impulsiva que se apaixonou perdidamente por Henrique Gates em um colégio de elite, não era mais a jovem assustada que embarcou de volta ao Brasil com um segredo crescendo dentro de si. Ela havia se tornado alguém maior. Mais forte. Mais fria. Mais preparada. A imprensa frequentemente a chamava de “a CEO mais jovem do setor tecnológico brasileiro”, alguém que havia herdado um império e aprendido a admini

