Ecos que nunca morrem

1202 Words

A porta da casa se fechou atrás de Laura com um som seco. Ela encostou as costas na madeira por alguns segundos, como se o simples ato de respirar tivesse se tornado pesado demais. A casa estava silenciosa. Silenciosa demais. O relógio na parede marcava quase oito da noite, as luzes da sala estavam acesas e o cheiro de comida ainda pairava no ar, Guilherme provavelmente tinha chegado mais cedo do trabalho. Laura passou a mão pelo rosto, tentando afastar o cansaço que parecia ter se instalado em cada músculo do seu corpo. Mas não era apenas cansaço. Era outra coisa. Algo que ela conhecia bem… e que havia passado cinco anos tentando enterrar. Cinco anos. Cinco anos sem ver Henrique. Cinco anos acreditando que nunca mais pisaria no mesmo lugar que ele. Cinco anos acreditando que o

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