Tempestade Sobre o Que Nunca Terminou

1119 Words

A chuva começou ainda no meio da tarde. Primeiro como uma garoa tímida, quase delicada sobre as janelas do escritório. Depois, com o passar das horas, o céu escureceu completamente, e o som da água contra os vidros se transformou em um tambor constante, pesado, insistente. Laura já estava na terceira xícara de café quando levantou os olhos do computador. — Isso aqui não para de crescer — murmurou. Henrique, sentado do outro lado da mesa da sala de reuniões improvisada, folheava mais um relatório. — Culpa sua. Ela ergueu uma sobrancelha. — Minha? — Sua. Ele girou a cadeira lentamente. — Você destruiu aquele contrato no tribunal. — Eu não destruí nada. — Redefiniu. — Melhorou. — Humilhou metade dos advogados da cidade. Laura deu um pequeno sorriso. — Não era minha intenção.

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