A marca do predador

938 Words
📖 A Doce e o Predador Capítulo 3 — A Marca do Predador Miranda manteve a p*****a apontada para Dravan. A respiração estava acelerada. Os cabelos cacheados, ainda úmidos da chuva, grudavam parcialmente no rosto. Algumas lágrimas permaneciam nas bochechas, mas ela não baixava a a**a. Dravan permaneceu imóvel por alguns segundos. Os olhos cinza-escuros, agora com aquele brilho vermelho intenso, estavam fixos nela. — Não se aproxime — Miranda avisou. Dravan inclinou levemente a cabeça. — Já disseste isso. — E vou continuar dizendo. — Até quando? — Até você me deixar sair. Um silêncio tomou conta da pequena sala. Então Dravan deu um passo. Miranda apertou a a**a. — Eu avisei. Outro passo. — Para. Mais um. — Dravan! Ele desapareceu. Miranda m*l teve tempo de piscar. No instante seguinte, Dravan estava diante dela. — O quê?! A mão dele segurou o pulso que segurava a p*****a. Com um movimento rápido, desviou a a**a. Miranda tentou reagir. Tentou puxar o braço. Tentou acertá-lo com a outra mão. Nada funcionou. Dravan era simplesmente forte demais. A p*****a caiu no chão. — Não! Miranda tentou alcançá-la. Dravan segurou-a antes. Ela ainda lutou. — Solta! — Acabou. — Não acabou! Miranda tentou se afastar. Dravan segurou seus ombros apenas o suficiente para impedir que ela continuasse se debatendo. — Você devia ter parado quando teve oportunidade. — E você devia ter me deixado ir! Ela tentou novamente escapar. Mas Dravan já havia percebido que sua resistência não diminuiria. Os olhos vermelhos dele se fixaram no pescoço de Miranda. Ela percebeu. E ficou imóvel. — Não... Dravan aproximou-se. Miranda tentou recuar. — O que você vai fazer? Ele não respondeu. Ela sentiu o coração acelerar. — Dravan... Ele aproximou-se do pescoço dela. Miranda fechou os olhos. O vampiro cravou os dentes apenas o suficiente para beber seu sangue. A sensação fez Miranda perder completamente a força. Não houve violência desnecessária. Apenas a estranha percepção de que algo estava sendo retirado dela. Seu corpo ficou pesado. Os joelhos começaram a ceder. Dravan a segurou antes que caísse. Por alguns instantes, ele permaneceu em silêncio. Então parou. Afastou-se lentamente. Seus olhos ainda estavam vermelhos. Miranda respirou com dificuldade. Tentou abrir os olhos. — Eu... odeio você... Sua voz saiu fraca. Dravan olhou para ela. — Eu sei. Miranda tentou permanecer consciente. Não conseguiu. Seu corpo ficou completamente mole. Ela desmaiou nos braços dele. Dravan segurou-a com facilidade. Olhou para o rosto adormecido. A pequena testemunha que deveria ter sido apenas um problema agora representava algo diferente. Ele não pretendia simplesmente eliminá-la. Pretendia garantir que ninguém a tocasse. Dravan levou a mão ao próprio pulso. Uma pequena marca vermelha apareceu sobre sua pele. Ele tocou a marca e depois encostou os dedos no pescoço de Miranda. Um símbolo escuro surgiu lentamente sobre a pele dela. Era a marca de um vampiro. Não era uma ferida. Era um selo sobrenatural. Um aviso. Uma declaração silenciosa para qualquer criatura que conhecesse aquele mundo. Ela estava sob a p******o de Dravan. E quem tentasse ultrapassar aquela marca estaria desafiando o próprio chefe. Dravan observou o símbolo por alguns segundos. Depois passou um dedo sobre ele. A marca desapareceu sob a pele, ficando invisível. — Agora ninguém poderá reivindicar-te. Ele pegou Miranda nos braços. --- Quando Dravan saiu da sala, o corredor estava completamente silencioso. Os homens já estavam esperando. Havia dezenas deles. Todos vestidos de preto. Todos imóveis. Todos alinhados dos dois lados do corredor. Quando viram Dravan carregando Miranda, ninguém falou. Dravan começou a caminhar. Os homens imediatamente baixaram a cabeça. Passou pelo primeiro g***o. Depois pelo segundo. Nenhum deles ousou olhar diretamente para ele por muito tempo. Miranda permanecia inconsciente em seus braços. O rosto tranquilo contrastava completamente com a pequena a**a que ainda estava caída no chão da sala. Um dos homens olhou discretamente para ela. Dravan percebeu. Parou. O homem imediatamente abaixou os olhos. — Algum problema? — Não, senhor. — Então não olhes. — Sim, senhor. Dravan continuou caminhando. Os homens permaneceram imóveis. A cada passo, o som dos sapatos de Dravan ecoava pelo enorme corredor. Passou por uma escadaria. Depois por uma porta dupla. Do outro lado havia um salão ainda maior. Mais homens estavam ali. Todos se afastaram imediatamente. Dravan atravessou o salão carregando Miranda. Ninguém perguntou quem ela era. Ninguém perguntou o que aconteceria com ela. Todos sabiam que perguntas demais eram perigosas. Dravan chegou ao fim do corredor. Uma porta enorme abriu-se diante dele. Entrou. Era seu escritório. Colocou Miranda cuidadosamente sobre um sofá. Por alguns segundos, ficou observando-a. Ela parecia completamente diferente agora. Sem gritos. Sem lágrimas. Sem uma p*****a apontada para ele. Apenas uma jovem adormecida depois de uma noite que havia virado seu mundo de cabeça para baixo. Dravan tocou discretamente o local onde a marca havia sido colocada. Seus olhos voltaram ao cinza-escuro. — Quando acordares... Ele fez uma pausa. — Vais querer fugir novamente. Um pequeno sorriso surgiu. — E eu quero descobrir quantas vezes vais tentar. Do lado de fora, os homens continuavam em fila. Nenhum deles sabia exatamente o que havia acontecido naquela sala. Mas todos sabiam de uma coisa. A testemunha não estava morta. E isso significava que Dravan tinha tomado uma decisão. Miranda não seria eliminada. Ela permaneceria viva. E, a partir daquela noite, carregaria consigo uma marca que nenhum deles ousaria ignorar. Enquanto isso, Miranda continuava inconsciente. Sem saber que, quando abrisse os olhos novamente, sua vida já não pertenceria ao mundo que conhecia. E muito menos saberia que o próprio Dravan havia acabado de transformar aquela simples testemunha em alguém que todos naquela casa deveriam proteger.
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